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iPod e hã... a preservação da vida.

O tal do SolioUma dica bacana que a Lia viu no Trippin, programa estrelado por Cameron Diaz: existe um aparelhinho chamado Solio (ao lado), que serve para carregar seu iPod utilizando energia solar. Com um aparelho desses, você pode ouvir suas músicas favoritas e reduzir seu impacto no meio ambiente, certo? Mais ou menos.

É bem provável que a energia utilizada para criar, embalar, armazenar e distribuir um desses aparelhinhos é muito superior à energia consumida em toda a vida útil de um iPod, que não consegui descobrir o quanto é mas certamente é muito pequena comparada ao processo anterior, já que uma porta USB (que carrega o iPod) fornece apenas 5.5V de energia.

Diante do paradoxo, resolvi pesquisar um pouco mais sobre o Solio, e veja que interessante o que descobri no site do fabricante: o fato de que o aparelho também gera poluição em todos os processos que antecedem seu uso (e posterior desuso) é compensado através do plantio de árvores no México, Jamaica, EUA, Europa e Índia, para balancear a emissão de gases na atmosfera.

Outro fato bacana é que tanto o Solio quanto o iPod (e todos os computadores e embalagens da Apple) utilizam materiais recicláveis e de fácil identificação (cobre, ouro e prata), além de serem embalados em caixas pequenas que otimizam seu transporte e consequente consumo de energia e emissão de gases.

A Better Energy Systems, criadora do Solio também recomenda que você utilize o aparelho para carregar iPods, celulares e Game Boys Advance SP de seus amigos (sim, o bichinho também funciona para outros aparelhos).

Após essa reflexão, acabei concluindo que vale a pena sim, ter um Solio. Não tanto pela mínima redução do impacto ambiental; mais para apoiar iniciativas como essa, que devem se multiplicar nos próximos anos (ou todos vamos morrer de câncer de pele antes dos 40...)

Por enquanto, o Solio ainda não é vendido no Brasil. Se você está em Londres, pode trazer um para mim, custa 49 pounds. ^_~

Mea Culpa

Mas é claro que é preciso fazer muito mais pelo meio ambiente do que ter simplesmente um carregador solar para um iPod. No site My Foot Print é possível calcular o impacto ambiental do seu estilo de vida através de seus hábitos alimentares, transporte, consumo de energia e cotidiano.

Meu teste não foi nada digno: do 1.8 hectare disponível para mim, atualmente utilizo 2.8, quando a média do brasileiro é 2.4. Não podemos esquecer que grande parte da população (30%) vive em condições de pobreza ou indigência, o que justifica em parte o "baixo" consumo de recursos do país (que na verdade é exorbitante dadas as altas taxas de desperdício de água e energia).

O colapso planetário é iminente segundo alguns cientistas. Alguns falam que o planeta não dura mais sete anos, outros cinquenta, alguns um pouco mais. Mas as três possibilidades são no mínimo catastróficas. O que fazer? Oh, meu Deus, o que fazer?

Bom, todo mundo tem que arregaçar as mangas. Para não dizerem que falar é fácil, ficam aqui algumas dicas que incorporei ao meu dia a dia e que não tiveram nenhum impacto negativo, pelo contrário, me economizam bons trocados e aliviam um pouco a minha parcela de culpa nessa cagada toda:

  • Reduzir o consumo de carnes, aves e laticínios: não é querer ser bicho-grilo. Mas o consumo de carne vermelha traz um impacto meteórico tanto no meio ambiente quanto na desigualdade social: quase 50% do alimento produzido no Brasil é destinado ao consumo animal. Forte, não? Isso sem contar o excessivo consumo de água, energia, solo e combustível.
    Só para dar mais uma idéia, um quilo de carne consome em média 10.000 litros de água. É o que se gasta para produzir 10 quilos de trigo. Ou o que você gasta mais ou menos tomando banho diariamente durante seis meses, sem economizar muito.
  • Economizar papel: se a caneta é mais forte que a espada, o que se dizer do papel? A reciclagem de papel ainda não é tão eficiente quando à de metal e vidro, devido à dificuldade de separação dos diversos tipos e da fácil degradação do material. Então, economizar é o pulo do gato. Use o verso das folhas, não imprima documentos sem necessidade real (imprimir e-mails em tempos de Gmail me parece bastante estúpido), procure ler mais no computador e menos nos jornais impressos. Ajuda muito.
  • Banho e consumo de água em geral: deixe um copinho ao lado da pia para enxaguar a boca. Você vai se impressionar com a quantidade de água que realmente necessita ao escovar os dentes. Banhos de seis minutos são capazes de fazer milagres pelo mais imundo dos seres humanos.
    Aquela água que sobrou do cozimento dos legumes ou que não foi "suja" pode servir para regar as plantas. Deixe a louça de molho um tempinho. Feche a torneira quando não estiver usando.
  • Reciclagem: não preciso ser mais redundante, né? Faça coleta seletiva. Prefira latinhas de alumínio a garrafinhas plásticas, o alumínio é mais fácil de armazenar e reciclar. Doe suas roupas velhas, cobertores, livros, gibis e mangás de gosto duvidoso. Não pegue sacolinhas plásticas sem necessidade. As que pegar, guarde e use como sacos de lixo.
  • Comida: não desperdice. É sério. É feio. É cruel. Todos os dias, 1 bilhão de pessoas vão dormir com fome. Uma em cada seis pessoas.
    Não pegue mais do que vai comer. Não deixe aqueles restos no prato. Selecione bem suas compras. Não desperdice comida e nem água, por tudo o que é sagrado.

Bom, é isso. É pouco, mas se todo mundo fizer coisinhas pequenas assim, a diferença vai ser enorme. Você ajuda um pouquinho hoje e vai ver que amanhã pode ajudar um pouco mais, ter uma idéia bacana, até inventar um carregador de energia solar. Quem sabe? O importante é começar.



Escrito por Fábio Yabu às 01h43
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RSS

Atendendo a pedidos, coloquei um link pro RSS no blog. É só clicar no botãozinho abaixo que ele teoricamente adicionará ao seu programinha. É que na verdade eu nem leitor de RSS. Uma dica pra quem quer organizar melhor suas informações, inclusive dos blogs que lê é usar as páginas personalizadas do Google, que aceitam RSS direto e mostram na home do Google.




Escrito por Fábio Yabu às 00h54
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2 filhos de Francisco

A quem interessar possa, saiu a minha crítica do filme 2 filhos de Francisco - A história de Zezé di Camargo e Luciano no Omelete.

Escrito por Fábio Yabu às 16h02
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Pissed

Pessoas que se acham especiais porque ganharam a loteria da desigualdade social me irritam profundamente.



Escrito por Fábio Yabu às 18h01
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Freak Show

Uma coisa que SEMPRE me passa pela cabeça, principalmente quando visito lugares que conheci quando criança é um medo de que eu... acidentalmente volte no tempo. Não que eu volte a ser criança, é mais uma coisa De volta para o Futuro mesmo. É assim: eu ando por um shopping em Santos onde hoje tem uma loja de roupas. De repente me bate um medo de que o tempo volte 20 anos e a loja vire uma pastelaria com péssimas condições de higiene.

Os canais da TV somem. O Chacrinha ressuscita. Todos os confortos da vida moderna desaparecem e eu tenho que me virar sabendo que vai levar mais de 10 anos até o e-mail ser realidade. E como eu vou viver até lá?

Meu trabalho é uma das minhas maiores preocupações. Como vou trabalhar em uma época em que nem o 286 foi inventado? Como diabos eu vou escrever meus textos, desenhar, colorir no Photoshop? Como vou mandar tudo por e-mail ou FTP?

E ouvir música então? Vou ter que ficar rebobinando fita cassete com caneta? E quem vai entender quando eu fizer a piada do "iPobre"?

E como eu vou explicar pras pessoas que eu vim do futuro??? Quem vai acreditar em mim?

É incrível, mas pelo menos uma vez por mês me pego pensando nisso e ficando deveras preocupado.



Escrito por Fábio Yabu às 18h00
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Frio

E eu me lembro do frio.

Tarde de domingo tranquila em minha casa, resolvi sair para comprar Coca Light na padaria em frente ao prédio. Antes, tomei banho.

Ao sair do elevador, vestido casualmente e despreparado para o vento geladinho que me atingiu, lembrei-me de como é delicioso andar no frio com os cabelos molhados. É uma sensação única. Priceless.

Como toda sensação, ela começou a despertar memórias, ocasiões diferentes em que senti aquele mesmo ventinho gelado.

Minha mãe tinha acabado de me agasalhar. Estávamos de férias no camping, era final de tarde e eu vivia no auge da independência aos 7 anos de idade. Resolvi andar no jardim. Eu tinha luvas. Um agasalho, meias de lã, talvez estivesse até com duas calças. Mas minha mãe disse para eu não ir muito longe, por causa do sereno.

"Sereno?"

Minha mãe me explicou que eram gotinhas bem fininhas que caíam do céu à noite, aquelas que cobriam o carro e o deixavam esbranquiçado. Mas até aí, eu era invencível e não iam ser umas gotinhas de "sereno" que iriam impedir minha exploração. A não ser que...

"Mas mãe... se cair em mim, eu congelo?"

"Hmm... é. Congela."

Olhei para o lado e vi um pequeno arbusto com algumas flores. Cheguei perto delas, olhei e vi pequenas gotinhas cobrindo-as. Elas estavam paradinhas... congeladas!

Era verdade!

Ainda que com a minha confiança abalada, resolvi continuar a exploração e não ir muito longe conforme as recomendações maternas. Minha motivação havia mudado: o que eu mais queria era andar pelo camping e descobrir quantos trouxas desavisados pelas suas mães haviam congelado e virado estátuas de gelo.

Não encontrei nenhum. Mas devem estar lá, congelados, até hoje.

Mais tarde, com mais ou menos uns 12 anos, participei de uma excursão para Campos do Jordão, juntamente com todos os amiguinhos da minha turma da natação. Voltávamos para Santos à noite, de banho devidamente tomado e acompanhados de nossas respectivas mães.

O pessoal era gente boa, viu. Não lembro o nome de nenhum deles. Mas eu lembro das musiquinhas no ônibus.

"Eu tava na janela
Passou um urubu
Tomando Coca-Cola
Arrotando pelo cu..."

Essa era uma das mais leves. Acho que as mães nem ligaram muito, porque me lembro que o repertório de músicas era enorme. Eu ria muito, quando minha mãe me chamou a atenção para um relógio numa rua indicando a temperatura: 2 graus positivos. O que certamente seria motivo para deseducados adjetivos vindos de um adulto, para mim e meus amiguinhos acabou lembrando mais uma canção:

"Eu tava na cozinha
Tomando um sorvete
O sorvete escorregou
E caiu no meu cacete..."

Alguns anos mais tarde, a sensação do vento gelado nos cabelos molhados contiuava tão boa quanto na época em que o sereno congelava as pessoas no camping. Mas não era apenas o vento que tocava meus cabelos naquela noite. Era a mão dela.

O frio condensava meu hálito, gelava minhas bochechas e meu nariz, e me dava um motivo a mais para abraçá-la e nunca mais deixá-la ir. Devia estar mais ou menos uns 9 graus naquela noite. Mesmo que ela tenha teimado em ir embora tantas vezes, eu continuo sentindo o frio. Com um pouquinho de vontade, também dá pra sentir o calor.

Previsão para 08/08 - By Climatempo.com.br
A frente fria chega em São Paulo nesta segunda-feira e muda o tempo. Todas as regiões paulistas terão um dia de sol e muitas nuvens. Há previsão de chuva à tarde no sul e no leste do Estado. A temperatura entra em declínio.



Escrito por Fábio Yabu às 19h23
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O último filme bom que assisti...

... acreditem: chama-se 2 Filhos de Francisco - A História de Zezé di Camargo e Luciano. Aguardem minha crítica no Omelete. Hoje não, estou há três dias trabalhando numa imagem com mais de 200 layers. Afe.

Escrito por Fábio Yabu às 15h40
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Sacadinha

Publicitários e suas sacadinhas geniais... que geralmente saem pela culatra. Tire suas próprias conclusões.



Escrito por Fábio Yabu às 00h22
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Caos

Olha só que imagem bizarra apareceu no orkut, criada unicamente pela teoria do caos :P



Escrito por Fábio Yabu às 16h18
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