YabloG


Grey's Anatomy

Taí uma série que estou gostando de acompanhar. Inteligente, leve e divertida, Grey's Anatomy conta a história da Dra. Meredith Grey e seus amigos como residentes de um hospital em Seattle. É, mais uma série que se passa em um hospital. Apesar do tema não ser muito original, os personagens são divertidos e as histórias muito bem escritas, além do elenco super competente. Destaque para a nova queridinha da mídia americana, Sandra Oh (de Sideways), considerada por mim a mulher feia mais bonita do mundo. Ou a mulher bonita mais feia do mundo? Ourévah!


Onde? Quinta, às nove da noite, no Sony Entertéinmentê Televíjion, como dizem seus "hosts" Lívia Prestes e Sidney Santiago (que em matéria de dislexia só perdem para a Jéssica e o Cauê, do SBT).

Escrito por Fábio Yabu às 20h30
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Nova cara

Troquei a imagem do topo do blog, enjoei da antiga. Essa é uma das ilustrações do livro novo, aquele que... hã, eu ainda não escolhi o nome. Por enquanto podem chamar de "Princesas do Mar + Velozes e + Furiosas" =P

Escrito por Fábio Yabu às 20h20
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Estér

O que Estér está fazendo montada num tubarão? Em breve! ;)



Escrito por Fábio Yabu às 13h56
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Livro 2

Uma ilustração do livro novo, que sai logo, logo:



Escrito por Fábio Yabu às 13h53
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Kung-Fusão (2)

Uma amiga minha trabalha na Columbia Pictures, que distribui o filme Kung-Fusão (Kung-Fu Hustle), e ela disse que o filme infelizmente está indo mal nas bilheterias.

Também! Com esse nome tosco que deram! Sinceramente acho que o nome afastou muita gente do cinema, já que só faltou o carinha da Globo narrando "Um samurai(??) muito louco, aprontando mil e uma confusões para salvar um vilarejo muito estranho(??)! Hoje, depois do Video Show!".

Não se deixe enganar, nem pelo trailer que é fraquíssimo comparado ao filme. Kung-Fusão (argh!) é um dos filmes mais surpreendentes que já pintaram por aqui num passado recente.

P.S.: Sim, a cena da borboleta é linda.

Escrito por Fábio Yabu às 13h40
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Kung-Fusão

Sabe aquele filme que você não dá nada, mas que depois de assistir você sente como se tivesse descoberto uma jóia rara? É como aconteceu comigo com filmes como Pequenos Espiões, O chamado, Escola do Rock, Um drink no Inferno... filmes que eu considero excelentes apesar das premissas serem aparentemente bobas ou exclusivamente comerciais.

Kung-Fusão é mais um que entra honrosamente nessa categoria.

Gente, o filme é bobo. As piadas são bobas. As lutas são hilárias. Tem cenas tão inocentes que remetem a um humor quase primário.

Mas não se deixe enganar. Se você olhar por trás dos dentes voando, da velha com bobs na cabeça mestra em kung-fu, no alfaiate afeminado que também é mestre, vai ver uma história sensível, delicada, belíssima, com dezenas de referências a cultura oriental, artes marciais, ensinamentos budistas e mais um monte de coisas que eu simplesmente não consegui pegar da primeira vez que vi porque estava embriagado pela MARAVILHOSA direção de arte do filme, especialmente seus últimos 20 minutos.

Por trás do non-sense, das cenas e dos personagens totalmente imprevisíveis, é possível ver o crescimento de seu protagonista Sing mesmo que ele simplesmente suma no meio do filme! O jeito em que o roteiro é construído e os personagens são introduzidos beira o genial. É um tipo novo de comédia, que deve redefinir o gênero assim como O Chamado fez com o terror.

Uma aula, viu. De quando se deve rir de si mesmo, de quando se deve se levar a sério. Sinceramente, se o mesmo filme fosse feito sem as piadas, Kung-Fusão seria facilmente considerado filme "de arte". Assista e supreenda-se!

(Ah: e se você puder, assista a Shaolin Soccer (Kung-Fu Futebol Clube) antes. Também é absurdamente divertido, e te prepara um pouco para o que vem a seguir)



Escrito por Fábio Yabu às 01h23
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Terra dos Mortos

George A. Romero é o que se pode chamar de uma lenda viva. Há trinta e sete anos ele por si só inaugurou um novo gênero cinematográfico, um novo tipo de filme: o de mortos vivos. Zumbis, famintos por cérebros, seus vizinhos, amigos e parentes, transformados por mordidas malditas que perpetuam o canibalismo, a carnificina, o show da morte.

Ter introduzido esses conceitos no longínquo ano de 1968 já é um feito digno de um mestre. Agora, retomar o gênero e se mostrar em plena forma aos 65 anos é algo cuja nomenclatura remete a uma figura no mínimo, lendária. Ave, Romero!

Romero faz, Romero mostra. Terra dos Mortos tem tudo o que seus velhos filmes cansaram de ensinar a várias gerações de cineastas, mas feito com o estilo que só o mestre poderia fazer. Em seu novo filme, os zumbis praticamente dominaram o mundo. Os poucos sobreviventes vivem escondidos em fortalezas, onde o pior da raça humana se revela ainda mais podre do que os zumbis que queimam em suas cercas elétricas.

Vivendo em ostentação e luxúria, os ricos exploram os pobres, criam leis e oligarquias, erguem muros e grades para proteger a si e a seu dinheiro. Porém, quando o primeiro zumbi consegue entrar na cidade, não há mais distinção entre classes sociais. Todos viram carne fresca para a legião de mortos-vivos que vem cambaleando logo atrás.

Durante praticamente todo o filme Romero nos questiona e instiga, entre um braço arrancado e outro: de que lado nós estamos? E será que ele é tão diferente assim do outro?

Imperdível!



Escrito por Fábio Yabu às 03h11
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O mundo pelos olhos de uma criança

A., de 13 anos:

- Tio?
- Oi?
- Sabe o que é PSDB?
- Hum... Partido... Social... democratabrasileiro?
- Não! Playstation de bolso!!

2:

- Tio, o que você vai fazer quando sair o XBox novo?
- Sei lá, A.
- Por que você não compra e me dá seu Game Cube?

3:

- Tio, o que você fazia quando tentavam te bater na escola?
- Ninguém tentava me bater, A. Mas se tentassem eu iria falar com a diretora. Alguém quer te bater?
- Aham.
- Quem?
- Os moleques de 15.
- Fala com a diretora, ué!
- Não posso, se eu fizer isso eles me mata.
- E o que você vai fazer?
- Vou matar eles.



Escrito por Fábio Yabu às 03h10
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Em boa companhia

Quando você pega um filme, um livro ou algo que o valha, deve ajustar o seu nível de percepção da realidade para o que é proposto pela obra. Do contrário, só assistiríamos a documentários. Ajustada a sua percepção, torna-se possível assistir a qualquer tipo de obra, crível ou não, desde musicais a comédias românticas. Essa é uma das coisas mais legais do processo criativo, convencer a audiência de uma mentirinha e assim fazê-la rir ou chorar.

O problema é quando uma obra oscila demais entre o real e a fantasia, não se define e se perde em seu propósito sem justificativa aparente. Um ótimo exemplo é "Em boa companhia", uma comédia quase-romântica com Dennis Quaid, Topher Grace (o Eric de That 70's Show) e a gracinha da Scarlett Johansson.

O filme se perde. Ele tenta explicar de forma simples (quase banal) o dia a dia das empresas que são compradas e vendidas pelos grandes conglomerados de mídia que estão dominando o mundo. Começa legal, tem cenas interessantes mas quando parece que o negócio vai melhorar... derrapa vergonhosamente, utilizando recursos primários como os protagonistas andando por NY conversando enquanto uma música romântica impede que a audiência ouça o que eles estão dizendo. Saída simples para roteiristas que não conseguem ou não querem escrever diálogos inteligentes.

Scarlett Johansson está meio perdida, na verdade sua personagem Alex tem uma participação muito pequena na trama, quase um enfeite chique (e com lábios maravilhosos). Todo o lance gira mais em torno de Topher Grace (ótimo por sinal) e Dennis Quaid, as discussões sobre jovem versus velho, on versus offline, família versus trabalho... discussões que poderia ter algum conteúdo inteligente, mas são fracas, insípidas e não trazem nada de novo para alguém minimamente esclarecido.

O inevitável final feliz é irritantemente previsível.

O filme tem lá seus méritos também. Nele podemos ver Topher Grace crescer como ator, a edição tem seus momentos interessantes e Scarlett Johansson na tela nunca é demais. Acho que é crueldade dizer que "Em boa companhia" é um filme "Sessão da Tarde", mas eu o enquadraria facilmente naquela categoria de filmes para se ver num sábado à noite ao lado de quem você... hã, talvez nem goste tanto assim.



Escrito por Fábio Yabu às 14h52
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Cartoon Cartoons

Deus abençoe Craig McCracken. Como alguns de vocês devem saber, eu trabalho como voluntário num lar para crianças órfãs. Lá fico fazendo desenhos para elas, geralmente dos personagens que estão em maior evidência na TV. Há algum tempo, os meninos só queriam saber dos Jovens Titãs e da Liga da Justiça (aliás, hilário quando um menininho me pediu para desenhar o "João, da Liga da Justiça", referindo-se a Jon, o Caçador de Marte, hahaha) e as meninas das Meninas Superpoderosas, Barbie e Pequena Sereia.

Acontece que de algumas semanas pra cá, a galerinha só quer saber da Mansão Foster para Amigos Imaginários, e TODOS me pedem para desenhar o Blu, essa coisinha genial e extremamente simples aí ao lado! Dessa forma, consigo desenhar para todos e minha mão não fica doendo no final da manhã. Porque cá entre nós, desenhar o "João da Liga da Justiça" 10 vezes por dia é um saco.

Falando em desenho animado, nem tudo são flores no melhor lugar para Cartoons. Estou estupefato com Hi Hi Puffy Ami Yumi. É possivelmente a idéia mais estúpida que alguém já teve depois da bomba atômica. Trata-se um desenho sobre duas cantoras japonesas histéricas e inexpressivas, cujas vidas não interessam a ninguém e que mais parecem um resto de vômito dos anos 80 achando que fazem rock. Ou melhor, lock.



Escrito por Fábio Yabu às 13h25
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Play (>)

Eu estava vendo aquela campanha nova da Vivo, do tal do Play, onde eles anunciam um novo serviço para celulares usanto "ídolos" do público jovem. Estão lá: Didi Wagner, Gisele Bundchen, o Repórter Vesgo e Sílvio Santos, Ed Motta e... Jason Voorhees (de Sexta-Feira 13)?

Me causa certa estranheza alguém tentar representar o cinema com um único personagem e escolher o Jason, já que seu último filme "solo" tirando o patético Jason X (2002) data de mais de 12 anos. Primeiro pela óbvia disparidade do personagem com todo o resto da campanha (misturar Ed Motta com Jason é a mesma coisa que misturar bacon com sorvete de milho), segundo porque acho que o cinema está repleto de outros ícones mais importantes, mais identificáveis e reconhecíveis que o vilão de Sexta-Feira 13.

Mas vai entender a cabeça dos publicitários. Alguém que tenha imaginado: "Ah, quem vai usar esse celular gosta da Gisele, do Pânico, ouve Ed Motta, assiste filmes do Jason e desenhos do Pernalonga" ou tem uma idéia bastante equivocada do que o público "jovem" gosta, ou então tem um gosto pra lá de duvidoso.



Escrito por Fábio Yabu às 13h22
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Meu condomínio em números

Ah, a vida em condomínio... cada dia uma nova emoção. Todos os meses (acho) recebo um jornalzinho que traz novidades, anúncios simpáticos de pizzarias do bairro, os números da administração, tudo o que o condômino precisa para ficar bem informado sobre o que é feito com seu dinheiro.

A última edição do jornalzinho traz alguns números interessantes sobre as férias escolares e seus efeitos imediatos sobre o condomínio. Vou transcrever o texto (muito mal redigido por sinal):

"Foi relatado também o alto custo que o condomínio vem tendo com manutenção e reposição de bens depredados pelas crianças e adolescentes (...). Para exemplificar algumas ocorrências:

  • Derrubaram 4 vezes a cerca de proteção do jardim
  • Arrancaram 3 cercas (alambrado)
  • Jogaram pedras e quebraram os refletores da praça
  • Arrancaram árvores do jardim (!!!)
  • Colocaram fogo em uma das lixeiras dos andares (!!!)
  • Atropelaram senhoras (!!!) com bicicletas, skate, patinete/patins"

Em outro trecho do jornalzinho:

"É comum encontrar crianças, sem ter o que fazer, e que depreciam as áreas do condomínio."

Não sei o que me incomoda mais, o atropelamento das velhinhas ou o redator do jornalzinho...

(Mas acho que é o redator)



Escrito por Fábio Yabu às 01h02
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Minha teoria sobre LOST - Parte 1

 

Após analisar (prematuramente, afinal estamos ainda na primeira temporada) Lost, comecei a traçar alguns paralelos e gostaria de postar aqui algumas conclusões que acho cabíveis e resolvem, pelo menos em parte, o mistério da ilha.

É lógico que isso se trata apenas de uma teoria, como tantas outras que devem pipocar Internet afora. Como tudo na vida, principalmente séries de TV e esse que vos fala, peço que não levem muito a sério. Se você perdeu algum episódio até o vigésimo (Do no Harm), tome cuidado que o texto a seguir é repleto de spoilers. Todas as conclusões foram tiradas dos fatos apresentados até então, já que estou acompanhando a série apenas pelo AXN e não baixando pela Internet (não parece, mas tenho mais o que fazer).

Preparados? Vamos lá.

A primeira premissa que essa teoria adota é que os roteiristas adoram confundir a cabeça do público e vir com algumas soluções meio mirabolantes, sem pé nem cabeça às vezes. Apesar disso, até agora não vi nada muito viajante como o final de Felicity, também criada por JJ Abrams (pra quem não lembra, ela volta no tempo no último episódio(???).

Um exemplo de como a série traz elementos que propositadamente confundem a audiência é o episódio que mostra o casamento de Jack. No começo, alguns até pensaram que ele fosse gay. No meio, todos achavam que ele largaria a noiva em pleno altar, só para depois percebermos que era tudo armação dos roteiristas e soltarmos um "aaaahhh", aliviado.

A segunda premissa é a de que Lost é uma série que tem um pé firmado fortemente na realidade e outro nem tanto, mas ainda assim, seguindo uma lógica muito bem estruturada.

A terceira é de que a série se trata dos personagens e NÃO da ilha. Afinal, cada episódio é dedicado quase que inteiramente a um personagem específico. O passado de cada um, as circunstâncias que levaram a pegar aquele maldito vôo, o seu comportamento e busca pessoal. Acredito que essa seja a chave para desvendarmos grande parte do mistério de Lost.

Tendo essas três premissas em mente, podemos então formular as bases da teoria.

A meu ver, sim, a ilha tem um poder misterioso. Especificamente, ela realiza desejos. É a única explicação lógica para que Locke tenha voltado a andar após a queda do avião.

Ainda falando do extraordinário, é bem óbvio que Locke também tem algum tipo de poder. Ele no mínimo tem o dom da clarividência. Assim como Walt, ele percebeu o poder da ilha. Por isso ele previu a morte de Boone e guiou os outros personagens em suas buscas pessoais.



Escrito por Fábio Yabu às 00h05
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Minha teoria sobre LOST - Parte 2

Walt também tem um poder. Ele simplesmente atrai animais com o pensamento. Como? Não sei. Eles aparecem do nada? Acho que não. Em algum lugar eles estavam. Como diz Yann Martel em A vida de Pi: "Se pegassem a cidade de Tóquio e a virassem de cabeça para baixo, iam se espantar com todos os animais que cairiam: texugos, lobos, jibóias, varanos, crocodilos, avestruzes, babuínos, capivaras, javalis, leopardos, manatis, ruminantes em números incontáveis. Não há a menor dúvida de que girafas e hipopótamos selvagens vivam em Tóquio há séculos sem terem sido vistos por uma única alma". No mesmo livro, conta que "é segredo guardado a sete chaves entre diretores de zoológicos a fuga, em 1971, do urso polar Bara do Zoológico de Calcutá. Jamais voltamos a ter notícias dele (...). Desconfiamos que esteja vivendo livremente às margens do rio Hugli."

Portanto, por algum motivo obscuro, Walt atrai animais. Talvez ao mentalizá-los ele consiga criar algum tipo de conexão mental, já que em sua casa na Austrália ele atraiu um pássaro e na ilha o urso apareceu após ele ler uma revista do Lanterna Verde onde havia um urso polar. Lembre-se também de que ele sempre consegue encontrar o cachorro na ilha. Tirando seu poder misterioso e o fato de ter um gosto duvidoso para gibis, Walt parece ser um menino legal.

Até então, esses são os únicos elementos realmente extraordinários da série. O resto me parece bem evidentemente lógico e real. No episódio em que Sawyer é perseguido pelo javali, Locke sugere que o animal seria a reencarnação do homem que Sawyer matou na Austrália. Eu acho pouco provável, já que o fato ocorrera antes da viagem e estamos falando de um javali adulto. Ao que parece, a voz na cabeça de Sawyer era nada mais que sua mente lhe culpando pelo crime ou alguma ensolação, já que o loirão fica quase o tempo todo lendo no sol.

Sem esmiuçar muito o riquíssimo histórico de cada personagem, lembremos que Lost trata deles e não da ilha. Aparentemente eles possuem ligações em seus passados que podem ser explicadas (ou costuradas) com o poder da ilha de realizar desejos. É evidente a ligação de Hurley com Russeau, a maldita sequência de números. Ele também parece ser ligado a Locke, já que ao que parece ele era dono da fábrica de caixas onde este último trabalhava. Será que foram os números que levaram os três à ilha?

Será que foi o javali que atraiu Sawyer? Será que foi o vidente que enviou Claire para ter seu bebê na ilha? Será que foi Walt quem derrubou o avião? Como diabos eles estão vivos?

A resposta é simples: lá atrás, em algum momento da vida de cada um dos personagens, eles DESEJARAM a ilha e esta por sua vez os atraiu. Derrubou o avião e fez com que eles sobrevivessem. Hurley não queria encontrar a origem dos números? Encontrou. Mas o que isso tem a ver com os outros passageiros? Nada! Cada um está na ilha por um motivo diferente, para o qual ela própria é a resposta. Assim como Walt, que queria parar de mudar constantemente. Sayid, que queria viver em paz consigo mesmo. Boone, que queria que Shannon ficasse a salvo de seus relacionamentos doentios. Katie, que não queria ser presa. Jin (também conhecido como "hot korean guy") queria fugir do pai de Sun e esta por sua vez queria se separar do marido. Charlie queria se livrar do vício, e assim por diante. Todos conseguiram o que queriam.

Essa teoria parece responder a várias perguntas. Muitas outras permanecem sem resposta, para os quais apenas tenho palpites como:

  • O que é o tal monstro?

Ao que parece, não há monstro, como Russeau mesma disse, e olha que ela mora lá há 16 anos. Talvez seja sim, uma girafa nervosa, como Hurley disse. Talvez algum animal atraído por Walt. Mas eu duvido que venhamos a ver um Mapiguari ou um tiranossauro na próxima temporada.

  • Mas então, quem comeu o piloto???

Ih, ó o cara...

  • E aquela máquina que Locke encontrou?

Não faço a menor idéia.

  • Se a ilha realiza desejos, por que Jack não conseguiu salvar Boone?

A ilha realiza desejos, mas vamos com calma, né? Experimenta chegar daquele jeito num médico pra você ver o que acontece!

  • Por que o vidente disse que o bebê da Claire é especial?

Já foi num vidente? Eu já, e te garanto: eles falam isso pra todo mundo!!

  • Por que diabos eles nunca foram encontrados?

Aparentemente eles estão num lugar onde as ondas eletromagnéticas se confundem. O norte aponta para o lado errado. Há um avião preso nas árvores encontrado por Locke e Boone, talvez porque seus instrumentos de navegação tenham falhado. Acho realmente difícil um lugar assim ser encontrado por alguém.

  • Por que Russeau é tão... esquisita?

Pra alguém que perdeu a família e passou 16 anos sozinha numa ilha ela me parece muito bem! O que ela tem a perder ou a ganhar agora? Eu faria exatamente o mesmo e não faria a menor questão de contato humano.

  • Agora... a pergunta que não quer calar: como os cabelos deles permanecem tão bem cuidados após um mês na ilha?

Só te respondo se você me disser como a Kate se depila e como Shannon faz a sobrancelha!

Bom, como podem ver, minha teoria oferece respostas mas também tem seus furos, seus "veja bem". Mas disso a série ja está cheia o bastante. Se estou ao menos próximo da verdade ou então perdi preciosas horas da minha vida digitando esse texto, só o tempo vai dizer!

A grande conclusão (ou viajada na maionese) a que cheguei é que Lost é um paralelo assustador com o mundo real. É a velha história de que cada um escolhe seu destino, o mundo em que quer viver. Seja apostando na loteria, seja tentando se livrar do vício ou procurando a paz interior, temos que estar preparados para o que vamos encontrar, se é que não vamos ser encontrados primeiro.



Escrito por Fábio Yabu às 00h05
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Heaven knows

(Leia os posts abaixo para entender este)

Então, ontem fui dormir muito triste, sabe? Tinha ouvido um monte de coisas que acho que não merecia, meus amigos também saíram daqui super chateados com o triste episódio do vizinho que ficou irritado porque paramos na vaga dele.

Fiquei me revirando na cama a noite toda. Quando fui ver, eram cinco da manhã. Levantei, vim até o quarto do computador e comecei a digitar uma carta para meu vizinho.

Um pedido de desculpas. Sincero mesmo. Dizendo que não tínhamos feito por mal, que eu entendia a frustração dele mas que ele tentasse não levar tão a sério o ocorrido. Disse que não queria fazer inimigos no prédio, que inclusive ele poderia até usar a minha vaga quando precisasse. E que eu desejava tudo de bom para ele e sua família.

Reescrevi a carta de meu próprio punho. Queria realmente ser sincero e transparente, sabe? Subi até o andar dele e deixei-a debaixo da porta.

Hoje a noite, ele me ligou. Perguntou se eu podia recebê-lo aqui em casa e se eu tomava cerveja...

E lá veio ele, com duas latinhas (mesmo eu tendo dito que não tomava) e um sorriso meio constrangido no rosto. Sentamos, batemos papo, descobri que ele é sim, um cara muito legal, mas que ontem estava num péssimo dia. Sabe como é... filha pequena doente, muito trabalho, stress... essas coisas! É o alinhamento dos astros. A repimboca da parafuseta.

Olha... o cara é um amor, viu. Gente boníssima mesmo. Pediu um milhão de desculpas. Disse que até tentou "retirar a queixa" com o síndico, e que ficou feliz em me conhecer porque todos os porteiros falam muito bem de mim! Enfim, o que ontem foi um stress que me tirou o sono hoje é o começo de uma nova amizade! Ele até me convidou pra jantar na casa dele qualquer dia, e ele vai cozinhar. O convite foi estendido para vocês também, Lia e Tomy.

Tá vendo como a humanidade tem jeito?

Moral da história: nunca julgue seu vizinho pelo primeiro berro que ele der com você. Ele pode no fundo ser um cara legal! E nem saia gritando com ele, porque aí você também perde a razão.

"Fim"

Escrito por Fábio Yabu às 22h04
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Interlúdio

Não percam, ainda hoje, depois de LOST: como meu vizinho é um cara legal e doce! Sério!!

Escrito por Fábio Yabu às 21h12
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Hell

É lógico que o mundo tá uma merda.

É lógico que teve atentado em Londres, que vão ter outros em toda a Europa, que um monte de gente vai morrer, ser mutilada, ser dada como morta porque seus corpos vão ser liquefeitos além da identificação.

Porque o ser humano é uma merda. Não dá pra generalizar? Às vezes eu acho que dá.

Vocês precisavam ver o ESCÂNDALO que o meu vizinho fez porque paramos o carro na vaga dele. Não foi de propósito, tinham colocado o carro na minha vaga, então colocamos o carro na vaga do lado. Simples assim. Sem stress.

Por causa de uma VAGA de garagem. O cara fez um escarcéu que envolveu o síndico e a portaria. Veio apontando dedo, xingando, berrando. Queria brigar mesmo, sabe? Sair na mão? Por causa de uma merda duma vaga de garagem? E eu só ouvindo, fazendo "aham" e pensando "meu, que merda.".

Não é a toa que se mata por causa de um punhado de terra, de dinheiro, de deuses. Sinceramente, eu acho que o cara desejou não menos que uma morte antecedida de uma dor indescritível para mim.

E na boa? Acho que pelo menos umas boas palmadas na bunda ele merecia.

Vamos todos para o inferno...


Escrito por Fábio Yabu às 01h48
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Caos

Quando dois átomos de hidrogênio se unem a um de oxigênio você tem água, até onde se sabe, em qualquer lugar do universo, já que matemática é matemática em qualquer lugar (mas na França se diz "Lé mathématique").

Aqui no nosso planetinha, quando um ecossistema é destruído, todos os outros à sua volta são diretamente afetados, entram em desequilíbrio, podem até ser destruídos também. Seja em qualquer ambiente, social, econômico, microcelular, familiar... pequenas alterações nas variáveis podem ter consequências catastróficas, uma vez que tudo está interligado por um número incalculável de conexões. Caos aplicado. É por isso que, a princípio, ainda não devastamos a Amazônia. Estamos tentando manter o equilíbrio aqui, dá licença?

Mas e se um belo dia o tal do equilíbrio for para o beleléu? Se algum terrorista maluco detonar ogivas nucleares no mundo inteiro, a gente virar pó, e uma nuvem radiativa impedir que a vida continue por milhões de anos no nosso querido planetinha?

Ou se então, um cometa colidir com a gente, se os pólos magnéticos se inverterem, se começar a chover sangue e leite, se amanhã todos acordarmos cegos de uma "escuridão branca", se alguém puxar o fio da tomada que mantém o planeta girando?

A quem isso vai afetar, pensando numa escala maior, cósmica, universal?

Aparentemente, ninguém, porque estamos a uma distância tão grande de qualquer ambiente propício à vida que provavelmente ninguém vai notar que estivemos aqui. A gravidade que mantém os planetas girando, a velocidade da luz, a matemática que faz com que dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio se tornem água, tudo vai continuar funcionando direitinho no universo inteiro. Até a lua vai continuar no lugar dela, bonitinha.

Talvez nem tudo seja tão interligado assim. Aparentemente, somos insignificantes demais para fazer alguma diferença no universo. Talvez o caos seja mais uma invenção humana que tenta explicar o inexplicável.

Pra mim, das duas uma: ou esse negócio de interelações, caos e ordem e equilíbrio é uma grande mentira criada pra que a gente tente ao menos andar na linha, ou então, sabendo que nunca vamos conseguir, resolveram nos colocar num lugar neutro o bastante pra que pelo menos não façamos estrago universo afora.

Escrito por Fábio Yabu às 02h54
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Tears

Já chorei escrevendo, lendo, assistindo filmes, brigando, confessando um amor. Nunca tinha chorado ouvindo música. Now, I did it BIG TIME.

U2 - Sometimes You Can't Make It On Your Own
by Bono Vox

Tough, you think you’ve got the stuff
You’re telling me and anyone
You’re hard enough

You don’t have to put up a fight
You don’t have to always be right
Let me take some of the punches
For you tonight

Listen to me now
I need to let you know
You don’t have to go it alone

And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own

We fight all the time
You and I… that’s alright
We’re the same soul
I don’t need… I don’t need to hear you say
That if we weren’t so alike
You’d like me a whole lot more

Listen to me now
I need to let you know
You don’t have to go it alone

And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own

I know that we don’t talk
I’m sick of it all
Can - you - hear - me – when – I -
Sing, you’re the reason I sing
You’re the reason why the opera is in me…

Where are we now?
I’ve got to let you know
A house still doesn’t make a home
Don’t leave me here alone...

And it’s you when I look in the mirror
And it’s you that makes it hard to let go
Sometimes you can’t make it on your own
Sometimes you can’t make it
The best you can do is to fake it
Sometimes you can’t make it on your own

Tradução (by Vagalume)

U2 - Sometimes You Can't Make It On Your Own (tradução)

Teimoso, você acha que entende das coisas
Você diz pra mim e pra qualquer um
Que você é duro o suficiente

Você não tem que resistir
Você não tem que estar sempre certo
Me deixe levar alguns socos
Por você esta noite

Me ouça agora
Preciso que você saiba
Você não tem que suportar isso sozinho

E é você quando olho no espelho
E é você quando não atendo o telefone
As vezes você não pode fazer isso sozinho

Nós brigamos o tempo todo
Eu e você... está tudo bem
Nós somos a mesma alma
Não preciso... Não preciso ouvi você dizer
Que se não fossemos tão parecidos
Você gostaria de mim um pouco mais

Me ouça agora
Preciso que você saiba
Você não tem que suportar isso sozinho

E é você quando olho no espelho
E é você quando não atendo o telefone
As vezes você não pode fazer isso sozinho

Sei que não conversamos
Já estou cheio de tudo isso
Você pode me ouvir quando eu
Canto, você é a razão de eu cantar
Você é o motivo pela opera estar em mim

Onde estamos agora?
Eu tenho que te deixar saber
Uma casa ainda não faz um lar
Não me deixe aqui sozinho

E é você quando olho no espelho
E é você que faz isso ser difícil de passar
As vezes você não pode fazer isso sozinho
As vezes você não pode fazer isso
O melhor que você pode fazer é fingir
As vezes você não pode fazer isso sozinho



Escrito por Fábio Yabu às 01h20
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