O melhor da música ruim
Esse é o nome da minha nova playlist no iTunes que criei para ouvir naqueles momentos em que bate uma vontade de ouvir aquelas músicas que grudam na orelha. São todas músicas que fizeram muito sucesso, cada uma a seu tempo, que todo mundo sabe cantar, mas que ninguém mais aguenta ouvir. Não são boas o suficiente para serem lembradas como tal, nem ruins o bastante para serem esquecidas completamente. Com vocês, "O melhor da música ruim - Volume 1".
Festa no Gueto- Ivete Sangalo Scatman's World - Scatman John Mandy - Barry Manilow We're Not Gonna Take It - Twisted Sister I Want I That Way - Backstreet Boys Toxic - Britney Spears Bring Me To Life - Evanescence Rock Your Body - Justin Timberlake Papa Don't Preach - Kelly Osbourne In The End - Linkin Park To Be With You - Mr. Big Step by Step - New kids on the block Spending My Time - Roxette Wannabe - Spice Girls
Escrito por Fábio Yabu às 22h44
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Hurley
É óbvio que eu não podia perder a piada.

Escrito por Fábio Yabu às 00h18
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Ah, esses publicitários...
De vez em quando, em intervalos de aproximadamente três meses, me aparecem na TV aquelas propagandas bonitas, lúdicas, narradas sempre pelo mesmo cara, à la "Use Filtro Solar", que mostram o personagem desde o seu nascimento, passando obrigatoriamente pelos primeiros passos na infância, então andando de bicicleta num jardim esverdeado, muitas vezes sendo seguido por um cachorro enquanto um esquicho d'água molha a grama. Daí vem a adolescência, representada através de um inocente primeiro beijo, seguido de um sorriso tímido. Vem então o grande momento, onde o personagem com sua roupa de formando joga para cima aquele chapéuzinho ridículo e abraça seus pais, dando a deixa para o narrador encerrar seu belo texto com um grotesco ITAÚ, SEMPRE COM VOCÊ, BRADESCO, VISA, ou alguma corporação gigantesca que busca "identificação com o cliente".
Olha, eu não me lembro dos meus primeiros passos, mas me lembro dos meus dias no andador. Era uma droga. Eu não sabia nem o que eu estava fazendo, e tenho certeza de que quando me vi livre dele não é que eu saí correndo e meus pais bateram palma desfocados ao fundo. Eu devo é ter dado de cara no chão, afinal de vez em quando ainda faço isso. Meu primeiro beijo foi um desastre, completo desastre, que tentei apagar com auto-hipnose e não consegui. Meu primeiro namoro foi um desastre ainda maior, quase uma tragédia Dawsonscreekiana. Minha adolescência teve mais baixos do que altos e foi nela que aprendi a me decepcionar com as pessoas. Larguei a primeira faculdade no final do primeiro ano. Larguei a segunda no final do primeiro semestre. Meu primeiro chefe era um escroto. E por aí vai. Me admira hoje eu olhar pra minha vida e reconhecer que as coisas vão bem e que estou feliz (se bem que a terapia ajudou!).
Quando é que os publicitários geniais vão perceber que ninguém tem essa vidinha chata e perfeitinha que os comerciais de banco vivem querendo mostrar? Pra se identificar com quem? Nem existe gente tão chata e tão perfeitinha assim, oras.
Identificação com o cliente my ass!
Escrito por Fábio Yabu às 22h42
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4, 8, 15, 16, 23, 42
Quem vai ter coragem de apostar na Mega Sena usando esses números? =P
Escrito por Fábio Yabu às 14h28
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Algumas coisas que demoraram pra inventar...
... e sem as quais, minha vida não teria tanta graça:
- Negresco Ice Mint
- Tang Goiaba
- Mini Trakinas
- Bis Morango (maravilhoso!)
Escrito por Fábio Yabu às 10h59
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MSN
Os nicks mais esquisitos no meu MSN nesse momento:
- por favor, devolva a minha bola, vizinha. sou só uma criança. (Alex)
- lee_garçon, tras a bebida do elefantinho????? (Lígia)
- cubo mágico dá uma canseira... -___- (Flávia)
- PH. cavaleiro Jedi bebum (PH)
- Thayz (Não falem comigo... é contagioso!) (Thayz)
- SEXY TIME (nem sei quem é esse ou como foi parar na minha lista)
- Who's the one with the sickiest mind now? (Outro(a) que não faço a menor idéia de quem seja)
Escrito por Fábio Yabu às 00h23
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Outdoor
"Miseráveis: Nada foi feito para vocês."
Está num outdoor em plena Avenida Rebouças. Eita!
Escrito por Fábio Yabu às 00h09
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Os Incríveis - o DVD
Essa semana comprei o DVD dos Incríveis numa daquelas tradicionais promoções da Blockbuster de "DVDs previamente vistos". Paguei R$ 27,90 ao invés dos R$ 44,00 do DVD novo, pois havia me prometido que só compraria esse DVD depois que abaixasse o preço.
Explico: eu achei um ABSURDO o DVD dos Incríveis ser tão pobre de material. Não compensa o preço, não vale a pena os dois discos. Poxa, o melhor filme da Pixar bem que merecia um tratamento melhor. Pra começar, não tem erros de gravação, que todos esperávamos avidamente para poder ver em DVD. Aliás, tem um ou dois, por incrível que pareça, não finalizados. Rascunhos mesmo. Não tem entrevista com o elenco (que tem o Samuel L. Jackson, gente!), não tem os spots de TV, as tais "cenas excluídas" são apenas animatics (bem feitinhos, mas animatics), não tem quase nada além do trivial, o que eu acho uma grande pena, pois trivial é uma palavra que poucas vezes se aplica aos trabalhos da Pixar. Tem ainda uma infinidade de trailers colocados antes do DVD, pra que você veja toda a vez que resolver assistir ao filme. Incômodo pra caramba.
De positivo, o making of até que é bem-feitinho, mas nada que você não encontre em qualquer outro DVD. O curta "O ataque de Zezé" também é muito legal, mas sinceramente é uma das poucas coisas que se salvam no simplório e paupérrimo disco 2.
Não duvido nada que daqui a 6 meses saia uma "Ultimate Incredible Edition", com todo o material que faltou na primeira versão.
Escrito por Fábio Yabu às 00h04
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O que aconteceu naquela noite
Há dois anos eu estava sozinho à noite no escritório, esperando uma forte chuva passar para poder ir para casa. Sem ter lá muito o que fazer, resolvi sentar na mesa, apagar a luz e meditar.
Sentei em posição de lótus e esperei os pensamentos acalmarem. A princípio agitados, no começo eram rostos, vozes, frases, músicas, desenhos que aos poucos foram sumindo.
A idéia era que todos os pensamentos sumissem de minha mente, mas aconteceu algo bem diferente. Pra começar, eu senti minhas mãos se atraindo, um impulso quase incontrolável de mantê-las em posição de oração. Mas elas não se tocaram. Eu senti como se tivesse uma barreira invisível entre elas, um vidro, totalmente liso. Eu mexia as mãos para cima e para baixo, as aproximava e nada.
Elas não se tocavam.
Aquele "vidro" então parecia que revestia meu corpo, como uma aura. Era difícil tocar fisicamente meu rosto, mas quando eu aproximava minha mão da bochecha eu sentia claramente a tal "aura".
Eu fiquei maravilhado, nunca tinha experimentado aquela sensação antes, foi como descobrir uma pequena parte daquele "algo mais" que muitos acreditam nos rodear o tempo todo. Mas o mais bacana ainda estava por vir.
De olhos fechados, eu senti a aura se expandir e ficar azul, notadamente nas mãos, onde ela começou a se acumular numa pequena bolinha que foi se expandindo e afastando minhas mãos.
Dentro dessa bola, eu comecei a ver e a sentir rostos familiares. Os pensamentos voltaram à minha mente, na forma de pessoas que eu amava. Minha família, meus amigos. Uau. E aquela bola foi crescendo, crescendo até que a lembrança visual mais forte que eu tenho daquela noite manchou o negro que cobria meus olhos: uma rápida e intensa explosão de branco amarelado.
A bola azul havia ido embora. Por uns 30 segundos, pensei se deveria abrir ou não os olhos, até que o fiz.
Eu apenas sorria. Aproximei minhas mãos uma da outra, e surpresa! A aura ainda podia ser sentida. Aproximei do rosto, do pescoço, do peito, barriga, tudo. Ela estava lá! Será que vai durar pra sempre? - pensei, mas eu já sabia a resposta a hora em que o telefone tocou na outra sala.
Tocou uma vez. Eu ouvia cada vibração do som durante os dois segundos em que ele tocava. Entre cada um dos dois segundos, eu era capaz de sentir cada movimento das minhas pernas que me levavam até ele. O tempo havia sido alterado. Ele era totalmente diferente para mim, entre um toque e outro parecia uma eternidade.
Atendi, era uma amiga. Ela me disse que a minha voz estava diferente. Perguntou se eu estava bêbado ou algo do gênero, e tudo o que eu conseguia fazer era olhar para as minhas mãos e sentir aquela aura que aos poucos ia sumindo.
Levou uns 40 minutos até eu voltar ao "normal". Até hoje eu não sei direito o que aconteceu, nunca mais consegui reproduzir aquele estado de consciência. A única coisa que sei é que naquele dia algo mudou em mim. Um processo foi iniciado, que perdura até hoje e que, notadamente nos últimos seis meses me levou a um grande crescimento pessoal.
Hoje, mais do que nunca, eu me vejo fazendo, observando e sentindo as coisas e situações de uma maneira mais sublime, buscando aquilo que está além da verdade e da mentira: propósito.
Escrito por Fábio Yabu às 23h41
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Guess who's back, Shady is back, tell a friend...
Aê!! Ficar sem internet em casa é um saco! Então resolvi trazer um monitor do escritório até a situação se normalizar. Portanto, esqueçam o post abaixo!
Escrito por Fábio Yabu às 22h03
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Away
Não se assustem com o meu sumiço, meu monitor de casa queimou e o novo só chega na terça-feira, dia 28. Como não gosto de blogar do escritório, esperemos até semana que vem. Esse também é o motivo do meu sumiço noturno do Messenger.
Um bom fim de semana a todos!
(E que delícia de frio...)
Escrito por Fábio Yabu às 20h30
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The Day After
Foi péssimo acordar hoje de manhã. Me senti um lixo. Com vontade de chorar, meio tonto, repetindo para mim mesmo: nunca mais. Nunca mais.
Me lembrei de quando comecei a tomar o vinho no jantar do dia anterior. Uma tacinha inocente de Malbec Argentinho que eu, a Lia e o Tomás havíamos levado para comemorar o aniversário do Reynaldo.
A tacinha virou taças. Deve ter virado uma garrafa inteira. Ou mais.
Quando me dei por mim, estava bêbado à mesa de jantar. Falando besteira, rindo alto, constrangendo meus amigos. O pouco que me lembrava era suficiente para me envergonhar o resto da semana.
Foi então que percebi que eu não havia ficado bêbado coisa nenhuma. Tinha sido tudo um sonho! Sonhei que estava bêbado e acordei de ressaca. Afe.
Escrito por Fábio Yabu às 23h45
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Livestrong e os picaretas
Tudo começou com a pulseirinha amarela que simbolizava a luta do ciclista Lance Armstrong contra o câncer. Diagnosticado com a doença em 1996, o atleta lutou durante 8 anos até encontrar a cura. Nesse meio tempo, venceu inúmeras corridas, incluindo seis vezes o Tour de France e foi reconhecido como um dos maiores atletas do mundo.
Armstrong criou uma fundação que ajuda jovens com câncer com a ajuda da Nike, que doou 1 milhão de dólares para o início do projeto. Através das pulseirinhas amarelas com a inscrição LIVE STRONG (Viva Forte), a fundação arrecada fundos para ajudar milhares de jovens a lutar contra a doença. Mais de 40 milhões de pulseiras já foram vendidas no mundo todo, e provavelmente você conhece alguém que a tenha.
Muitas outras pulseirinhas foram criadas desde então. De diversas cores e inscrições, defendem e arrecadam fundos para causas como o racismo (preta e branca), o câncer de mama (rosa), aids (vermelha), e tudo quando é cor e causa que você imaginar. É bonito usá-las, é bonito defender uma causa.
E é claro, não demoraria muito até que as pessoas começassem a ter "idéias".
Dê uma olhada no Mercado Livre. O que tem de gente vendendo as pulseiras como artigos de luxo, por 10 vezes o valor original. Nas ruas, em lojas, camelôs. É só ir e escolher qual você quer, com a diferença que você não está ajudando ninguém além do sem-vergonha que resolveu tirar uma vantagem dessa repentina onda de solidariedade fashion.
O fim da picada foi quando eu estava na Fnac olhando as revistas e pasmei quando vi uma revista infantil trazer uma coleção(!) de umas oito(!) imitações das pulseiras coloridas, com inscrições como LOVE (amor), HOPE (esperança), etc, totalmente MEANINGLESS (sem sentido). Como todos, inclusive os editores da revista, sabem, as crianças são muito suscetíveis às manias impostas pela mídia e sim, elas adoram as pulseiras LIVESTRONG, mesmo não entendendo direito o que significam. Meu sobrinho me enche o saco por causa da tal pulseira contra o racismo, que sei lá onde vende a oficial, se é que vende por aqui!
Então, fica aí a dica. Não dê seu dinheiro para picaretas. As pulseiras LIVESTRONG são vendidas através desse site aqui, que também entrega no Brasil. Dizem que também vende na Daslu, mas fala sério, o "totem da desigualdade social" é quase tão revoltante quanto os manés que vendem as pulseiras no Mercado Livre...
Escrito por Fábio Yabu às 23h29
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Problemas no domínio
Sei lá por que cargas d'água deu problema no domínio do site, ainda estou esperando uma resposta do provedor mas por enquanto, o blog só está acessível pelo endereço http://yabu.blog.uol.com.br.
Ah, e só pra lembrar, LOST chuta bundas.
Escrito por Fábio Yabu às 01h41
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Minha curta carreira de artesão
Quando dou presentes, procuro pensar muito bem na hora de escolher. Não chego numa loja de DVDs e vou pegando a primeira coisa que aparece em promoção, nem sou de dar vale-isso, vale-aquilo. Presente é coisa pessoal, sabe?
Também nem gosto de ganhar presente. Acho que é mais porque eu acho tão difícil encontrar algo que signifique alguma coisa para a pessoa que prefiro poupá-la desse sofrimento todo, preferindo receber somente abraços sinceros, telefonemas, uma cartinha escrita à mão, quem sabe.
Então, na semana passada eu tive a brilhante idéia de produzir uma "obra de arte" para meu querido amigo e sócio Reynaldo. Um quadro, olha só que beleza. A moldura? Feita de mo-sa-i-cos. É!
Fui lá na loja, comprei as pastilhas. Voltei para casa, quebrei uma por uma com um martelinho. Sujei a mesa toda, voou estilhaço de pastilha pra tudo quando é lado, mas valeu a pena!
Daí fui lá... colei cuidadosamente uma por uma na moldura do quadro, que tinha que ser feita antes pois ela era colada à tela de MDF. Depois de colar tudo bonitinho, passei o rejunte, lavei, deixei secando... passei verniz. Nossa, ficou uma belezinha!
Então comecei a pintar o fundo do quadro. Um azul bonito, vivo. Tinta acrílica. Não ficou ruim, não. Agora só faltava colar a arte em biscuit, que eu havia modelado cuidadosamente.
Aí... ai eu colei. Olhei pro quadro, semi-pronto.
Ficou uma merda.
Joguei no lixo e fui até a Fnac comprar um livro.
Saco.
Escrito por Fábio Yabu às 01h39
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Caliman no Pânico
Alexandre Caliman é uma das pessoas mais bondosas, engraçadas e evoluídas que já conheci na vida. Ele é finalista do concurso de humoristas do programa Pânico na TV. Veja aqui o vídeo do meu camarada e vote no blog do Pânico para ajudá-lo a vencer esse concurso!
Escrito por Fábio Yabu às 17h10
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Amor
Amar é.
Incrível a diferença que as reticências fazem.
Escrito por Fábio Yabu às 00h47
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Maternidade
Ontem eu ouvi algumas das declarações mais inteligentes, sinceras e corajosas vindas de uma mulher. Foi mais ou menos assim:
- Na boa, eu acho que tudo isso que falam sobre maternidade é besteira, poesia, romance. Esse negócio que a mulher grávida ama o filho desde o momento da concepção, tudo bobagem. Vou te falar: você fica gorda. Feia. Cheia de estrias. Tem que ir no banheiro toda hora. Tem enjôo. Não pode trabalhar nem fazer as suas coisas direito. Até que um dia, por onde passa um limão sai uma melancia. Você fica lá f*dida, estourada, cheia de pontos e todo mundo só quer saber do bebê. Só que quem vai cuidar dele é você. É incrível como ninguém liga pra mãe depois que o filho nasce, cara!
- Mas e essa história de chorar quando vê o filho pela primeira vez?
- É claro que você chora. Aquele negócio ficou te enchendo o saco durante 9 meses, de repente saiu de você e te deixou toda estourada. Você se sente estranha, vazia, olha e fala tipo "É isso?". A partir daquele dia aquilo vai ser a sua vida. É claro que você chora.
Depois aquele negócio, aquela "coisa", que não, não é o seu filho, fica chorando, cagando e esperneando a noite inteira. Detona ainda mais com os seus peitos. Amamentar dói pra c*cete, sabia? E depois pra voltar ao normal?
Amor vem com o tempo. Dizer que você ama assim, sem mais nem menos, é bobagem, uma ofensa. O que você tem é instinto, responsabilidade, um monte de coisas importantes que não tem nada a ver com amor.
- Mas mulher que perde o filho antes de ele nascer geralmente fica arrasada. Isso não é amor?
- Não, isso é projeção, só! O "bicho" ainda não nasceu, ainda não tem sentimentos, ainda não tem nem uma cara pra olhar pra você. Mas você imagina, projeta o que ele vai ser quando crescer, se vai ser bonito, se vai pra faculdade, como vai viver. Isso não é amor, é expectativa. Amar se aprende. Quando te tiram a expectativa, é lógico que é uma m*rda.
(...) Bom, mas aí beleza. Nasceu a "coisa". Com o tempo, a criança vai crescendo, vai virando gente, virando seu filho. Aí é que a brincadeira começa. Aí é que você passa a amar e ela passa a ser seu filho mesmo.
Você toca, cheira, sente, ri, interage, fica p*ta. O cheiro que eu mais gosto de sentir é o bafo da minha filha quando ela acorda. Saber que ela tá lá, linda, viva, gostosa (a menina tem 6 anos). Hoje ela é a minha vida, e é por respeito a todo esse amor que eu sinto por ela que eu acho muita sacanagem viverem dizendo por aí, a torto e a direito que o amor é poético, romântico, à primeira vista. Ninguém ama ninguém à primeira vista, nem filho, cara.
Tinha mais duas mães naquela mesa, e ambas concordaram em gênero, número e grau com minha desbocada nova amiga. Sinceramente sou muito propenso a concordar com elas, mas não me vejo numa posição muito confortável em opinar já que não sou pai e muito menos mãe. Mas sem dúvida foi uma opinião interessante e muito bem defendida.
Escrito por Fábio Yabu às 00h40
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