Celular
L.G. é um lindo menino de 10 anos, que mora num lar para crianças órfãs ou tiradas dos pais por maus tratos. Ao me ver olhando as horas no celular, L.G. pergunta:
- Tio, posso jogar? - Pode, claro.
Coloco pra ele um joguinho bem sem graça que faz seus olhos brilharem por cerca de 5, 6 minutos. Depois disso, ele resolve mudar de brincadeira:
- Vou fingir que vou ligar, tá? - Tá.
Ele põe o telefone no ouvido e começa:
- Oi, mãe. Por que você nunca mais veio me ver? Ah, você tá trabalhando muito, né? Vem domingo, tá? Vai estar trabalhando? Traz o Július, o Marcelo, o Pedro. Tô com saudade, mãe. Vem me ver, mãe.
Depois de uns três minutos de uma conversa imaginária, desliga e explica:
- Ela trabalha numa loja de 1,99, de manhã e de noite. Faz tempo que ela não vem me ver, mas domingo ela vem.
Domingo ela vem...
Nada na vida é sem propósito. Basta olhar pra ver. Fazer as perguntas certas. Mas cada vez que me deparo com situações como essa não consigo ir muito além de um "Por que?" angustiado, impotente e vazio.
Escrito por Fábio Yabu às 13h23
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Verdades, mentiras e afins.
Sabe.
Eu não sei o que me incomoda mais.
A verdade me incomoda porque não gosto/não sei mentir. Quer dizer, com um pouquinho de esforço eu até consigo, mas essencialmente é uma coisa que eu odeio fazer. Mas tem sempre umas situações muito desagradáveis em que você até está disposto a dizer a verdade, mas não para a pessoa errada. Perguntas do tipo "como vai a vida amorosa?", "e aí, já superou aquele trauma de infância?", "qual é a sua renda mensal?", "foi bom pra você?", "vou te ver de novo?", "aí bacana, tem um real?", essas coisas.
E as verdades cruéis então? Do tipo "1 bilhão de pessoas não tem água potável", "você tem seis meses de vida", "não te amo mais". Esse tipo de verdade machuca, marca, tira o sono, rende terapia que é uma beleza.
O que nos leva à próxima questão: a mentira, que consegue ser tão ruim ou até pior que a verdade em alguns casos. Mentiras desonestas, de gente querendo levar vantagem, empurrar seguros, histórias e vidas. Mentirinhas bobas, sobre cachorros que comem deveres de casa, mulheres de batom que esbarram no metrô, tias distantes que ficam doentes de repente.
Ao mesmo tempo a mentira pode consolar, curar. De repente até virar verdade. Qualquer um com um pingo de sentimento sabe disso. "Você vai ficar bom", "Papai Noel vai vir", "Essa camisa combina com essa calça", "O problema não é você, sou eu." Enquanto estiverem encobertas, essas mentiras tem lá seu propósito, e sinceramente eu prefiro que algumas continuem assim.
E tem ainda aquela parte nebulosa. Que me deixa com a pulga atrás da orelha, também machuca, não consola lá muito não, e contra a qual não tem argumentação; não é verdade mas não é mentira. É aquela área cinzenta entre as duas, onde se encontram os discursos religiosos, partidos políticos, visões dualistas entre bem e mal, certo e errado, tão distintas e pessoais que tornam impossível se traçar um paralelo ou um "caminho do meio".
Tem vezes que não dá pra discutir. Não há propósito, objetivo claro, ganho real, uma solução pacífica entre duas partes. Cada um tem suas crenças, inclinações pessoais, milhões de variáveis, reações químicas incompreensíveis à nossa matemática, funcionando em nossos cérebros apenas em função do caos. Talvez o verdadeiro propósito esteja aí. Perceber que às vezes é melhor simplesmente calar e sentar. Ou então mandar tomar no ** e sair andando.
Escrito por Fábio Yabu às 00h18
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Sobre a esperança, com a qual tive uma discussão muito séria
A vida é cheia de coisas estranhas. A regra número um, segundo os budistas, é não querer nada dela que ela te dá tudo.
Não que exista algum fiscal celestial anotando o que a gente quer e o que não quer num bloquinho de papel para decidir se vamos ter ou não. Ou que seja uma pegadinha, ironia do destino, nada disso. Depois de muito pensar a respeito, acabei entendendo que as coisas simplesmente, são. E é aí que está o pulo do gato.
Os manuais de sobrevivência avisam: a esperança é a pior inimiga de um náufrago. Não tente nadar até a praia, não espere ser resgatado milagrosamente, não espere pela divina providência. Aparentemente pessimista, esse pensamento pode no mínimo, te tirar de muitas enrascadas. Não ter esperança é a melhor forma de tê-la, quando ela se torna um plano, um objetivo, um desejo de sobreviver.
Tem gente que durante anos espera por resgates, telefonemas, beijos e amores que jamais chegam. Alimentam sentimentos sinceros mas infundados (e quais não são?), constróem fantasias, castelos de cartas, mundos. Confortam-se com pensamentos otimistas e esperançosos, encontram algo tão íntimo e sincero dentro de sua esperança que podem fechar os olhos, sorrir e... esperar.
Esperar sofrendo, esperar amando, esperar sentado, esperar olhando pro teto, esperar esperando mesmo, pra no final descobrir que mesmo esperar esperando é uma ação, e pra ela existe uma reação, que pode ser um aprendizado, duro, mas valioso: às vezes ter esperança não é uma boa idéia.
Escrito por Fábio Yabu às 02h52
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Então, essas são as coisas que eu esqueci de dizer...
Apontar lápis é uma coisa deliciosa, tanto com apontador tradicional quando no elétrico.
Alguém pegou um cheque meu, adulterou e descontou. O banco devolveu. Como o valor era maior que R$ 100,00, o cara colocou o nome no cheque, então já sabemos quem foi o danadinho. Sei lá o que vão fazer com o cara, eu espero que ele... sei lá, que ele ponha a mão na consciência. Isso é feio demais.
Feio? Feio é lavar a calçada com mangueira.
Feio é negar um aumento de 100 reais pra um pai de família que ganha 600 trabalhando 10 horas por dia.
Vou pintar a sala. Vai ficar lindo: roxo, verde e branco.
Vou pintar o banheiro: cor de rosa. Ui, ui, ui!
É o pai de família quem vai pintar! E vou pagar direitinho.
White Stripes é maior legal.
Dia 10 a Lia volta da Europa.
E antes tem show do White Stripes.
E depois, aniversário do Reynaldo.
Thayz é uma menina especial. A turma de fisioterapia que o diga!
A Ana Letícia é outra que vou te contar, viu?
Conheci a Thayz quando tínhamos 13 anos.
Eu amo meus amigos.
A Ana Letícia 17.
Fui padrinho de casamento do Forlani!
18 ou 19.
Ouvi tanto Frank Sinatra nos últimos dias que fiquei meio enjoado. Daqui a uns 3 meses volto a ouvir.
Saramago... êee, Saramago. Esse é o cara.
Não. Marcelo Forlani é o cara. Meu amigo, meu irmão, meu cumpadre.
Eu adoro chuva.
Adoro meu irmão também. Os dois.
Queria que chovesse toda noite.
É bom tomar café com chuva.
Fazer terapia também foi uma ótima idéia.
Será que vai dar pra andar de bicicleta no feriado?
Comprei massa pra fazer esculturas de biscuit.
Caipirinha de sakê com kiwi é bom demais.
É levinha.
Eu gosto mesmo é de bater papo.
Tinha mais coisa, mas esqueci.
Ah, lembrei.
Acho que tô feliz.
Escrito por Fábio Yabu às 02h36
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Pipoca
Esses são os últimos filmes que vi:
Oldboy: incrivelmente, esse filme só está sendo exibido em 3 salas em São Paulo. Se eu fosse você, correria para assistir agora mesmo. Muito, muito bom. Roteiro maravilhoso, direção cabulosa, como dizem em Santos. Não leia nada sobre o filme, vá e assista ao fenômeno que faz a violência de Kill Bill parecer um show do Zezé di Camargo e Luciano. Ah, e a censura é 16 ou 18 anos, não lembro.
Star Wars - Episódio 3: acho que esse não deve estar sendo exibido em apenas 3 salas em São Paulo. É bom? Ah, é, né? Não curto muito Star Wars, achei o Episódio 1 um lixo, o 2 nem assisti (obrigado por me explicar o que acontece, Natz! =*), mas reconheço a importância da saga de George Lucas. Até que o 3 é legalzinho, apesar do começo sonolento. Os últimos 40 minutos fazem valer a pena. Ao final, na cabeça desse quase leigo, ficou a pergunta que não quer calar: quando sai o 4?
(E é lógico, isso é uma piada. Sem graça, mas ainda é uma piada.)
Bob Esponja - O Filme: perdi no cinema, mas consegui ver em DVD. Não é nada mais do que um episódio da TV bem mais longo - o que de forma alguma é algo ruim. David Hasselhoff está na melhor atuação de sua carreira. Vai um amendobobo aí?
Escrito por Fábio Yabu às 01h00
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Publicitários
Esses dias eu estava vendo a intensa campanha de divulgação de um certo modelo de celular, aproveitando o embalo do lançamento do Episódio 3 de Star Wars. É Yoda pra cá, Vader pra lá, na cidade inteira. Então na TV eu vejo: "o celular X é tão avançado que parece uma nave espacial".
Afe.
Relembrando as aulas da faculdade de publicidade (das quais a única coisa boa que trouxe comigo foi a amizade da Ana Letícia), me lembro dos professores cheios de frases feitas do tipo "temos que conquistar o consumidor", "a publicidade move o país", "temos que construir marcas", "agregar valor" e mais um monte de baboseira imbecil e zumbificante.
Ao ouvir a frase que ecoa e regurgita em meus tímpanos até agora, fiquei imaginando o publicitário genial que acha que alguém, em sã consciência, vai comprar um celular porque ele "parece uma nave espacial". Imagina o diálogo numa mesa de bar:
- Olha só esse meu celular: tem agenda. Toques polifônicos. Faz download de joguinhos sem graça. - E olha o meu: parece uma nave espacial, cara!!! - e faz o barulhinho com a boca, movendo o aparelho no ar - "vriuuuummm".
Não me canso de repetir, e ainda vou fazer uma camiseta: a melhor coisa que fiz na vida foi largar o curso de publicidade. Deus é pai.
Escrito por Fábio Yabu às 00h47
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Mais Liga da Justiça

Aquaman

O cara da feira da fruta

Flash

Chefe Apache, exemplo de caráter, homem, mito, índio, sinônimo de super-heroísmo! O mais famoso dos Superamigos!
Escrito por Fábio Yabu às 18h54
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Liga da Justiça

Lanterna Verde

Ajax

Mulher-Maravilha

Esse não lembro o nome.
Escrito por Fábio Yabu às 17h55
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A infinita sabedoria infantil
A Andressa me perguntou:
- Tio, você é casado? - Não. - Eu sei por quê! - Por que? - Porque você é feio! Hihihihi!
Escrito por Fábio Yabu às 13h53
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E3
Após ver as primeiras imagens e informações sobre a nova geração de videogames, tenho ainda mais certeza de que vou ficar de fora dela.
Acho que a Microsoft, a Sony e a Nintendo iniciaram uma verdadeira corrida armamentista, onde o objetivo não é muito claro, apenas chegar em primeiro. A geração de 128 bits deixou os consoles numa sinuca de bico; pois os jogos já beiram a perfeição. Final Fantasy X-2, Resident Evil 4, Metroid Prime 2... o que dá pra melhorar nesses jogos? Eles não ficam muito atrás dos melhores filmes de cinema em 3D. De que adianta lançar um console 35 vezes mais rápido que o anterior se o anterior já era quase perfeito?
Fora os custos de produção, imagine, hoje um jogo pode levar até quatro anos para ser feito. Alguns não ficam nem um pouco atrás de filmes, vide Enter the Matrix, que tem uma cacetada de cenas inéditas dos filmes da trilogia meia-boca dos Wachowsky. Videogames mais potentes requerem jogos mais potentes, com custos mais altos. Eu é que não vou pagar 500 reais num jogo, so sorry.
É claro que dá pra melhorar uma coisinha aqui e outra ali, uma renderização mais perfeita, texturas mais suaves mas o fator diversão é de longe o mais importante em qualquer videogame. Quem joga GBA sabe do que estou falando, afinal, o "estojinho de maquiagem" da Nintendo é o console mais vendido do mundo. Não tem gráficos 3D, não tem conexão com internet, USB, 200.000 botões... mas é divertido, gostoso de jogar. Eu mesmo prefiro alguns jogos do GBA aos do GameCube.
Vamos ver no que vai dar. Tomara que eu esteja falando uma grande besteira e a os novos consoles realmente tragam uma revolução. Ou não.
Escrito por Fábio Yabu às 13h49
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A vida de Pi
Já faz um tempinho que queria comentar mais profundamente sobre esse livro, e cá estou. A vida de Pi, de Yann Martel, conta a história de Piscine Pattel, um menino de 16 anos filho do dono de um zoológico na Índia.
Pi, como é chamado carinhosamente, é um apaixonado devoto do islamismo, hinduísmo e cristianismo, seguindo de coração todos os ensimamentos das três religiões. Seu conhecimento sobre os animais é "enciclopédico".
Um dia, sua família decide se mudar da Índia para o Canadá. A viagem é feita de navio, transportando junto vários animais, ex-moradores do zoológico. Então, uma terrível tragédia acontece: o navio afunda e somente Pi, um orangotango, uma zebra com a pata quebrada, uma hiena, moscas, um rato e um tigre de bengala chamado Richard Parker sobrevivem. Todos se amontoam num bote salva vidas e então... e então, meus caros amigos, começa uma das histórias mais bonitas que já li nos últimos tempos.
A vida de Pi é uma história sobre animais, vontade de viver, verdade, triunfo e sobre como cada um tem o direito de escrever a própria história ao invés de se deixar levar pelo destino. Ao contrário do que pode parecer, não se trata de uma fábula esopiana. O livro é assustadoramente real. Durante os mais de 200 dias de viagem em alto mar, Pi precisa se preocupar em não ser devorado pelo tigre Richard Parker. Cada capítulo bem sucedido nessa missão é um triunfo, tanto para Pi quanto para o leitor. E o final vai fazer você perder o rumo de casa.
Tem no Submarino. Leia antes que vire modinha.
Escrito por Fábio Yabu às 14h55
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Operação Babá
Olha só, não é que a comédia com o Vin Diesel é legal? Saiu a minha crítica no Omelete.
Escrito por Fábio Yabu às 17h19
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A maior alergia de todos os tempos
Tinha que ser comigo, mesmo. Ontem, por volta das duas da tarde, eu estava mexendo em algumas roupas que não usava há um bom tempo. Peguei, separei e levei para a máquina de lavar.
Quando voltei para o quarto, apenas alguns minutos após ter tocado nas roupas, fui acometido por intermináveis espirros, tosse e coceira no olho. Eu disse ontem às duas da tarde? Agora são 23:13 do dia seguinte e eu continuo do mesmo jeito, com o nariz entupido e acredito que um pouco de febre.
Já fiz lavagem das vias nasais e nada. E não pode ser gripe, porque tomei vacina esse ano. Nossa, foi impressionante. Coisa de poucos segundos já me deixou assim. Afe. Eu sempre soube que era alérgico a pó, mas não sabia que era hardcore assim. =(
Escrito por Fábio Yabu às 23h16
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Lixo
O ser humano tem uma notória capacidade de tentar resolver os problemas da maneira inversa, atacando o sintoma ao invés da doença.
Esses dias eu estava assistindo TV, quando uma entusiasmada reportagem sobre reciclagem foi exibida. Nossa, como a repórter sorria. Dava gosto de ver. Na dita matéria, era mostrado como a reciclagem de garrafas plásticas, latinhas de refrigerante e papel velho ajudavam a uma comunidade pobre, que era ensinada a recolher o lixo do rio e transformá-lo em araras, vestidos, canecas e máscaras de papiê-machê. Até um vestido feito de camisinhas foi mostrado que, não sei quanto a vocês, mas me deixou um tanto quanto enojado.
No final, tudo era lindo e maravilhoso. O rio talvez tenha até ficado um pouquinho mais limpo, as famílias ganharam uns trocadinhos e todos ficaram felizes a sorrir, pois haviam aprendido a bela lição da reciclagem do lixo.
Só haviam se esquecido de um detalhe.
Não foram eles quem sujaram o rio, não foram eles quem emporcalharam suas margens com garrafas pet e camisinhas usadas. Eles estavam ocupados demais passando fome e bebendo água suja.
Sabe quem foi?
Fui eu, oras.
Portanto, quero a minha parte em araras feitas de plástico e máscaras de papiê-machê (o vestido de camisinhas eu dispenso). Quem eles pensam que são? Esses pobres, sem estudo, saneamento básico, educação e água potável? Já não basta enfeiarem a cidade, lotar os ônibus e hospitais públicos, ainda querem pegar o MEU lixo e transformar no que quer que seja?
Acho essas iniciativas de uma ingenuidade tão grande que quase me soam como crueldade. Elas ensinam os pobres a reciclar o lixo dos ricos, dando a eles potinhos de Yakult e embalagens de Toddynho em troca de um contentamento vassalo, enquanto eu vivo um estilo de vida insustentável ecologicamente, sujo, poluo, solto pum e produzo quase uma tonelada de lixo por ano.
É muito (e cada vez mais) fácil fechar os olhos e jogar a responsabilidade e o preço por nossos atos em cima dos mais pobres. Acontece que a natureza, ao contrário do homem, cobra seu preço de maneira homogênea e verdadeiramente democrática.
Escrito por Fábio Yabu às 02h10
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Serviço - Aula de mangá
Quem estiver a fim de
aprender a desenhar mangá, fica aqui a dica do Omelete. Quem ministra o
curso é minha amiga Cláudia Medeiros, cujo trabalho alguns de vocês conhecem da
revista dos Combo Rangers.

Sábado tem aula gratuita de mangá em São Paulo
A galeria de arte Art Café, localizada no bairro do Tatuapé,
São Paulo, abriu inscrições para a sua nova turma do curso de
mangá.
As aulas são ministradas por Claudia Medeiros (Combo
Rangers).
O método é bastante descontraído e segue o desenvolvimento do aluno. Serão
abordadas técnicas dos quadrinhos japoneses, incluindo anatomia, movimentação,
arte-final, perspectiva e diagramação de páginas. O aluno aprenderá ainda a
criar seus próprios personagens, ilustrações e histórias. Tudo sempre no estilo
dos mangás.
A primeira aula será aberta a quem quiser participar e acontecerá
gratuitamente sábado (14 de maio), na própria galeria, às 13h30. Faça sua
inscrição porque as vagas são limitadas!
Serviço: Aula grátis - Curso de mangá 14/5 às 13h30
Local: Galeria Art Café Rua Serra de Bragança, 860 Tatuapé - São Paulo -
SP Mais informações, fone: 11.294.3790
Escrito por Fábio Yabu às 12h14
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Historinha - Parte 1
É uma história para o Dia das Mães. Acho que ficou pouco convencional, talvez eu mude algumas coisas antes de ir ao ar hoje, mas queria algumas percepções... quem puder colaborar...
Como sempre, a Rainha Polvo havia acordado cinco minutos antes do despertador tocar. Ela olhou as horas. Ainda era cedo, mas rapidamente se levantou, deu uma gostosa espreguiçada e foi até o banheiro.
Ao se olhar no espelho, estranhou. Havia algo de diferente em seu rosto, mas não sabia dizer o que era. Seria o cabelo? Ela virou de lado, olhou para baixo, viu que seu corpo estava diferente também. Estranho. Teria engordado? Antes que pudesse dizer o que havia de errado, alguém apareceu à porta:
- Mãe?
Era sua filha, a Princesa dos Polvos. Uma linda menina com um polvo na cabeça, que representava o futuro de seu reino. Mãe e filha compartilharam um gostoso abraço:
- Oi, filhinha! Bom dia!
- Bom dia mãe. Papai já saiu.
- É, ele tinha que estar cedinho lá no Reino das Baleias. E, já que hoje você não tem aula, sabe o que isso significa?
- Sim! Que é o nosso dia de ficarmos juntas! - sorriu a princesa, que esperou pacientemente por aquele momento.
- Isso mesmo, filhinha! Vamos tomar café da manhã? Nosso dia vai ser muito agitado hoje!
Então elas foram até a mesa, onde um gostoso desjejum estava servido. Havia torradas fresquinhas, geléia, bolachas, pão, pudim, bolo, suco, chá e café. Tudo o que a rainha e a princesa gostavam, preparados cuidadosamente pelo atencioso mordomo Aldo.
Aquele não era uma manhã qualquer. As duas haviam planejado passar o dia inteirinho juntas: após o café iriam ao parquinho, depois almoçariam numa lanchonete. À tarde iriam ao shopping, então ao cinema e só voltariam para o castelo à noite, para jantar com o Rei Polvo quando ele voltasse.
Ambas estavam muito felizes com aquele momento especial. Por causa dos afazeres de rainha e da vida escolar da princesa, as duas praticamente só se viam à noite e aos fins de semana, isso quando a rainha não tinha que viajar para longe. Quem acha que é fácil pertencer à família real dos polvos está muito enganado. O que a rainha menos fazia era ficar em seu castelo com a filha, e isso a deixava muito triste.
- Mamãe, será que a gente pode ir à livraria?
- Claro, filha. Podemos ir na livraria do shopping mesmo. Vamos fazer o seguinte? Você escolhe um livro bem legal, e eu compro pra você, que tal?
- Viva! - comemorou a princesa.
Então elas começaram a bater papo, a falar coisas sem graça para qualquer um que estivesse ouvindo, mas hilariantes para as duas. Coisas que só elas entendiam.
A rainha saboreava seu gostoso café quando alguém resolveu interromper a conversa:
- Majestade? - chamou discretamente o mordomo Aldo.
- Sim, Aldo?
- Tem uma ligação urgente para a senhora!
Mãe e filha se olharam e torceram para que fosse apenas um problema rotineiro, como um polvo entalado num coral ou então a Rainha Estrela do Mar, querendo fazer fofoca.
- Eu atendo - disse, pegando o telefone com uma mão e uma torrada com a outra.
De repente, e sua expressão ficou séria. Era sim, a Rainha Estrela do Mar, mas era algo muito mais grave que uma fofoca. Sabe o que era?
Era um problema.
A Rainha Polvo ouviu atenciosamente enquanto passava manteiga na torrada. Ela fez um sinal com a mão e a filha abriu a boca, para morder um pedacinho.
- Certo... eu já estou indo para lá! - disse a rainha, desligando o telefone.
Ela e a princesa se olharam:
- Filha... eu preciso ir. Não vamos mais poder passar o dia juntas, tem uma emergência no Reino dos Tubarões.
- Mas mãe... hoje é o nosso dia - a princesa não havia gostado da notícia. Logo naquele dia, que tinha tantas coisas planejadas?
- Eu sei, filha, mas você tem que entender! Além de ser a sua mãe, eu sou a rainha! Tenho muitas responsabilidades com todo o reino! Eu tenho um problema para resolver, entendeu?
- Você vive com problemas... - disse a princesa, frustrada.
As duas se olharam com tristeza. Sem dizer uma palavra, a filha levantou da mesa e voltou para o quarto.
- Filha... - lamentou a rainha, que já se preparava para sair.
Escrito por Fábio Yabu às 11h07
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Historinha - Parte 2
II
Alguns minutos depois, a Rainha Polvo estava com suas amigas, a Rainha Estrela do Mar e a Rainha Tubarão.
- Ah, a minha filha nunca me entende! - reclamou a Rainha Polvo - Eu vim até aqui para resolver esse problema, e ela ficou chateada comigo.
- É... a minha também não é fácil! - respondeu a Rainha Estrela do Mar. A Rainha Tubarão concordou com a cabeça.
- O que as crianças não entendem... é que nós somos adultas! Não é verdade? - disse a Rainha Polvo.
- Sim, somos adultas responsáveis e maduras! - respondeu a Rainha Estrela do Mar.
- Mas é difícil, elas são apenas crianças, não é mesmo? - disse a Rainha Tubarão - Isso tudo me lembra da nossa infância. Não foi muito diferente, não é?
A Rainha Estrela do Mar riu:
- Era legal ser criança, não era? A gente se divertia. Vocês se lembram das nossas aventuras?
- Claro, eram muito emocionantes! - riu a Rainha Polvo.
Então as três começaram a se lembrar de tudo o que haviam passado na infância. Aquela época mágica, cheia de descobertas e surpresas. Quando conchinhas eram tesouros valiosos, cavalos-marinhos eram o meio de transporte mais rápido e qualquer passinho ou distância percorrida sempre levavam a algum lugar novo.
O futuro parecia muito distante para as três jovens amigas, mas ele veio tão depressa que mal deu tempo de se despedirem das brincadeiras e das risadas. Junto com ele, vieram também novas descobertas e alegrias, mas aquela sensação mágica de que tudo era a primeira vez nunca mais voltou.
- É bom ser rainha, mas ser princesa era melhor ainda - disse a Rainha Polvo.
- Pois é... e a nossa escola, então? Era muito legal... - lembrou a Rainha Tubarão.
- Sabe... eu nunca quis ser adulta. Preferia ter ficado criança. Tudo era bem mais fácil. Agora tudo é diferente. Eu tenho um reino para cuidar, um marido, uma filha... - disse a Rainha Polvo, com uma pontinha de decepção na voz.
- Mas você não gosta da sua filha? - perguntou a Rainha Tubarão.
- É claro que eu gosto. Eu amo a minha filha, e daria tudo para estar com ela agora ao invés de estar aqui... resolvendo... problemas! Adultos tem muitos problemas, não é?
- Também acho, Polvina.
A Rainha Polvo estranhou o comentário da Rainha Estrela-do-Mar:
- Estér, do que você me chamou?
- Polvina, ué! É o seu nome, não é?
- Polvina... eu sou a Polvina?
- Tá biruta, prima? Bateu a cabeça? - perguntou a Rainha Estrela do Mar - Você é Polvina, a Rainha dos Polvos!
- Não... eu não sou rainha! Não sou! Está... está errado! Eu sou a princesa!
- O que é que você tem? - perguntou a Rainha Tubarão - Eu também queria ser princesa ainda, minha filha... mas a idade veio... olha só, tenho até rugas! - disse, apontando para a própria testa.
- Não! Não é verdade, isso não está acontecendo!
- Vem, Polvina! Temos mais um problema para resolver! - disse a Rainha Estrela do Mar, puxando-a pelo braço!
- É! Muitos problemas! - riu a Rainha Tubarão.
- Não, não!!
III
- Não! - gritou Polvina em sua cama.
Ela estava assustada, ofegante. Olhou para os lados e viu seu quarto cor-de-rosa. Seus móveis em forma de polvo, a decoração cheia de corações. E o mais importante, olhou para suas mãos e seu corpo pequenino, e viu que ainda não era rainha, mas sim, princesa.
- Foi tudo um sonho... eu sonhei que já era rainha... - disse baixinho, percebendo o ocorrido.
Sua mãe entrou no quarto:
- Polvina? O que foi, filha? Você teve um pesadelo?
Ela olhou para a mãe e ficou sem jeito.
- Não foi nada, mãe... está tudo bem.
A rainha não acreditou muito, e deu um abraço apertado na filha:
- Que bom, então! Vamos tomar café da manhã? Lembre-se de que hoje é o nosso dia juntas.
Polvina respirou aliviada por estar ali com sua mãe. Por ser criança e ainda ter tanto a fazer, aprender e viver. Lágrimas começaram a cair de seus olhos, não de tristeza, mas de alívio. Lágrimas de quem se perdeu num sonho que não queria e depois voltou.
- O que foi, filha? - perguntou a rainha, preocupada.
- Nada não, mãe... só queria dizer que eu te amo, tá? - respondeu, com os olhos fechadinhos e o nariz atento ao cheirinho do perfume da mãe.
- Eu também, filha... eu também! Vamos, temos um monte de coisa pra fazer. Depois do café da manhã, vamos ao parquinho, e depois vamos almoçar no shopping...
FIM
Escrito por Fábio Yabu às 11h07
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Mãe e filha

Esboço e arte-final de um desenho para o Dia das Mães. Dizem que a relação humana mais próxima que existe é a de mãe e filha, então tentei fazer um desenho muito sincero, como se as duas fossem grandes confidentes. Por isso as roupas brancas e simples. E a mãe da Polvina é "gordenha" mesmo. Até o dia das mães tem mais!
Escrito por Fábio Yabu às 22h58
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Homem de fases
Atualmente tenho escutado muito Elton John. Minha playlist no ITunes inclui clássicos como Rocket Man, Don't let the sun go down on me, Tiny Dancer e Daniel. Elton John é maior legal, tá? And I can't explain, but there's something about the way you look tonight...
Escrito por Fábio Yabu às 10h07
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Personagem
Essa é uma nova personagem, a Rainha Tartaruga. Seu cabelo foi inspirado na personagem Bree, de Desperate Housewives. Ela deverá ter uma participação no segundo livro das Princesas do Mar.

Escrito por Fábio Yabu às 13h43
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