Algo que você não saberia em nenhum outro lugar
Na quinta-feira assisti a uma palestra sobre a importância de conhecer o seu cliente, dada por uma fábrica de pincéis. A palestrante mostrou um pincel, líder de mercado há mais de 70 anos. E estava tudo bem; o pincel vendia, a fábrica lucrava e as pessoas eram felizes.
Mas ela resolveu se aproximar de seus clientes, saber melhor quem usava os pincéis de sua fábrica. Entrou então num curso de pintura em tecido, e notou algo curioso. Antes de começar a aula, a professora de arte mandava que as alunas cortassem um pedaço do cabo do pincel fora. E todas faziam prontamente. Ela ficou intrigada com o fato. Por que haveriam de cortar o cabo do pincel? Ele era inofensivo, oras.
Foi então que ela descobriu o que acontecia: o cabo era tão comprido que... bem, vivia esbarrando nos seios das mulheres quando elas pintavam muito próximas ao tecido. O fenômeno vinha acontecendo há mais de setenta anos, sem que ninguém da fábrica houvesse percebido!
Estupefata, ela voltou à fábrica, e a partir daquele dia os pincéis começaram a ser fabricados com cabos menores.
Escrito por Fábio Yabu às 17h56
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Pérola
Uma pequena pérola que ouvi durante o almoço:
- Garçon! - Oi, amigo! - Você tem Guaraná sem gelo, sem ser diet e sem
laranja? - Hummm... quer dizer normal?
O cara pensou por uns dois
segundos e respondeu:
- É!
Escrito por Fábio Yabu às 22h27
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Rapidinhas
- Juntamente com "A vida de Pi", estou lendo "O diário de Débora", da Liliane Prata. Independente do livro ser dirigido a mim ou não, posso dizer que ele é muito bacana e gostoso de ler.
- Manja CSI? Então, eu assisto de vez em quando. Sabe o que me passa pela cabeça quando assisto? Será que o seriado, aliás, os seriados (CSI, CSI Miami e CSI NY) não servem pra dar pelo menos uma noção de como cometer um crime? Pelo menos de como NÃO cometer? Eu por exemplo já sei como apagar rastros de sangue, o que fazer com as minhas roupas depois de quebrar um vaso na cabeça de algum desafeto, como proceder caso eu coloque um corpo dentro do triturador de madeira, etc. Também sei que, se eu for um ex-atirador de elite do exército americano, não é nada inteligente esconder um cadáver no porta-malas do carro quando a polícia de NY inteira está atrás de mim.
- O mês de maio tem nada menos que OITO aniversários e um casamento. O mês das mães ainda traz o aniversário da pessoa mais importante da minha vida. Haja presente!
- Além das coisas que odeio, listadas no meu profile, esqueci de falar sobre o gerúndio. Putz, ontem e hoje no curso foi um tal de "o que posso tá fazendo", "como posso tá procedendo", "o que o cliente pode tá querendo" que quase morri. Não consegui ficar calado diante de tamanhas aberrações, e "pude tá corrigindo" o pessoal o tempo todo, que agradeceu e disse que "vai tá se policiando pra podê tá melhorando". Juro que ouvi isso.
- Enfim, acho que vô tá indo dormir pra podê tá descansando. Beijos a todos.
Escrito por Fábio Yabu às 22h11
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Cansado
Passei os dois últimos dias participando de um "curso" de liderança empresarial chamado LAV - Líder de Alto Valor, realizado pelos meus amigos e sócios da Cempre. É muito legal ver que cada vez mais empresas se preocupam em fazer muito mais do que "prestar serviços" e viver em função de acumular capital. Ainda são poucas - mas estão crescendo a cada ano - as chamadas "empresas progressistas", cujo principal objetivo é contribuir com a sociedade ao invés de apenas extrair.
Por outro lado, minha paixão pelo meu trabalho "artístico" cresce cada vez mais. Não gosto muito da palavra "arte" para definir o que faço, mas ao menos ela serve para elucidar as pessoas. Estou numa fase de transição, deixando o lado "negócios" um pouco de lado para reabraçar meu lado "artístico", o que está sendo muito bom. Novos personagens e livros vêm por aí, aguardem!
Falando em separação, acho que foi muito bom separar o blog do site dos Combo Rangers. Além das vantagens óbvias, aqui vou ter espaço para publicar alguns desenhos novos, textos mais "maduros" e também a versão uncut da minha história publicada no álbum Mangá Tropical. Mas isso fica para outro dia, tem bastante coisas legais para postar nos próximos dias.
Esse fim de semana tem festa, e não é no meu apê, e sim no do meu querido amigo Marcelo Ballona. Nos vamos amanhã, np!!
E quanto a vocês... a gente se vê logo logo! ^_~
Escrito por Fábio Yabu às 20h49
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Mania de louco
O rádio-relógio do meu quarto está sempre uma hora adiantado. Assim, todo dia quando acordo posso olhar pra ele e falar: "Que bom que ele tá adiantado, isso significa que ainda dá pra dormir mais uma horinha..."
Acredite, isso faz milagres pelo seu bem estar!
Escrito por Fábio Yabu às 01h26
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Crássicos - Lições de uma parede laranja
A pedido da Diana, que sei lá como lembrou desse capítulo infeliz da minha vida.
Esses dias resolvi pintar o apartamento. Foi uma experiência MUITO legal e enriquecedora, de verdade. Acho que dá pra aprender coisas legais em cada ato humano... vou tentar partilhar com vocês alguma coisa do que aprendi, mas primeiro, deixa eu contar das cores que escolhi: a sala pintei de uma cor meio salmão, meio creme. Ficou bem legal. O banheiro pintei a parede do espelho de ROXO, hahaha. E ainda coloquei um tapede azul com flores coloridas, e uma lata de lixo roxa. Tá, tá, ficou meio "Queer eye for the straight guy", confesso. Meu escritório ficou o mais estáile, pintei três paredes de azul claro e uma de azul marinho, para que eu fique literalmente imerso nos meus novos personagens, que como você já deve saber, vivem no fundo do mar... ou não.
Bom, tudo ia bem, até que resolvi pintar uma das paredes da sala de... laranja, o que eu defino como a maior estupidez que já fiz na vida.
Pois é, ficou HORRÍVEL! Mas, como eu aprendi no programa "Minha casa, sua casa", sobre dicas de decoração, resolvi pintar uma parede inteira e esperar secar, pra ver qual que era...
Putz... sabe um outdoor do Terra? Pois é, minha sala ficou parecendo isso.
Daí, corre pra lavar a parede antes que a tinta seque totalmente. Limpa daqui, lixa dali, repinta tudo de branco, e consegui reverter a CAGADA com 5 horas de lavagem e umas 10 demãos de tinta branca. Mas foi uma experiência MUITO legal. Vamos as lições que aprendi:
1. "Há uma diferença entre saber o caminho e trilhar o caminho." Não dá pra comparar o que os decoradores do "Minha casa, sua casa" fazem com soluções domésticas mambembes. Quando estiver na dúvida sobre que cor pintar sua sala, chame alguém mais experiente. O que não quer necessariamente dizer que você mesmo não possa fazê-lo, aliás, quebrar a cara é a melhor forma de aprender QUALQUER coisa.
2. "Lixar parede é lixar parede." E, como TUDO, requer concentração e FOCO. Quando eu estava lixando a parede, resolvi fazer que nem o Daniel-san em Karate Kid, com movimentos circulares com a mão, tentando me concentrar ao máximo para não me distrair. Não consegui muito bem, às vezes pensava numa música, numa pessoa especial ou mesmo em bobagens. NESSAS HORAS, a tinta saía com mais dificuldade. No final, ao olhar para a parede, eu soube dizer EXATAMENTE em quais partes eu estava realmente concentrado naquilo, ou não. E foi muito bacana perceber isso. Você sabia que você tem em média 60.000 pensamentos inúteis por dia? Pois é!
3. E, o mais importante: a não ser que você seja dono do Terra ou da Nickelodeon, NÃO PINTE SUA PAREDE DE LARANJA. É ESTÚPIDO, DE PÉSSIMO GOSTO E DÁ UM TRABALHÃO PRA TIRAR!!!!!
Escrito por Fábio Yabu às 00h52
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Bom...
É isso. Agora o blog e o site dos Combo Rangers estão definitivamente separados. Qualquer eventual novidade relacionada a eles será comentada lá e somente lá. Esse espaço é para minhas experiências, reflexões e idéias. Se você está procurando por Combo Rangers, utilize o site deles, ok?
Isso também vale para os "revolucionistas" de plantão. Pessoal, eu fico lisongeado por vocês gostarem tanto das minhas histórias. Mas eu não pretendo e nem quero voltar a escrever Combo Rangers tão cedo. No futuro, talvez. Mas hoje meu foco está nas Princesas do Mar, na minha carreira de escritor e no meu novo empreendimento, a Flamma Filmes. Pela enésima vez, peço que respeitem isso.
Afe, até parece que adianta.
Escrito por Fábio Yabu às 00h20
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Ironic
Eu: Cê viu o "tsunami" que teve em Santos? Alex: Minha mãe me falou. Onde foi? Eu: Lá no Canal 7. Alex: Nossa, nem sabia que tinha Canal 7. Eu: Agora não tem mais.
Escrito por Fábio Yabu às 13h47
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Hmmmm
Primeiro li "No coração do Mar", que fala sobre um baleeiro afundado por uma cachalote. Depois, vi, sem querer um filme de tema parecido, "Barco sem Rumo". Agora estou lendo "A vida de Pi", que fala sobre... um náufrago. E ainda teve "tsunami" em Santos? Oh-oh.
Idéias, alguém?
Escrito por Fábio Yabu às 13h31
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Alguns desenhos
Já que agora tem espaço, eis aqui alguns desenhos novos das Princesas do Mar. Talvez entrem no segundo livro, talvez não.
 Polvina e seus amiguinhos os... peixes-borboleta duplicados digitalmente.
 Tata (abaixo) e Dona Judite. É, eu gosto de nomes estranhos!
  Eletropaula e Estér. Trocadilhos, só em nome de personagens. E olhe lá!!!
 Juli e Mari. Não me pergunte.
 Lia e Marli. Lia é de peixe-leão, Marli de Marlin. Hã hã hã?
Lia também é o nome de uma das minhas melhores amigas, que a essa hora deve estar arrumando algum barraco na Europa. É isso aí, girlfriend! Awesome!! Estamos morrendo de saudade.
Escrito por Fábio Yabu às 12h33
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Olhar de Buda
Uma das práticas mais belas do budismo que consegui incorporar à minha vida (e que inconscientemente eu já seguia há muito tempo) é o olhar de Buda, ou, como gosto de chamar, "sentir as coisas pelo cheiro".
Há muito deixei de acreditar nas palavras, de tentar entender um monte de letras que tentavam em vão explicar uma cor, um sentimento, uma vida. Resolvi olhar no que tinha por trás daquilo, por trás das pedras e do caminho, e descobri algo totalmente novo.
Pro infermo todos aqueles que tentam explicar a beleza de um amanhecer. Não tentem me fazer ver com os seus olhos, isso é impossível e desajeitado.
O mesmo vale para as pessoas. Eu simplesmente não dou a mínima para o que elas falam, para suas palavras inúteis e seus gerúndios insuportáveis.
O que realmente vale pra mim é o cheiro das palavras, o que tem por trás daquele amontoado de sílabas, espaços, pontos.
"Quando fulano disse isso, na verdade queria dizer tal coisa!". Que nada. Ele não queria dizer nem isso nem aquilo. Ele só diminuiu com palavras algo muito maior, por isso fica no ar esse mistério, essa ambigüidade. Por isso o não-dito é mais fácil de entender. Como um abraço apertado, que de olhos fechados diz muito mais coisa do que um "eu te amo" ou uma carta de amor. Com um abraço desses você fecha os olhos e consegue sentir a outra pessoa sorrindo.
Mas não falo só das malditas palavras. O mesmo se aplica às situações do dia-a-dia. O Buda disse que somos todos grãos de areia no deserto. Que qualquer um que levante o pescoço, só um pouquinho, vai conseguir ver por cima dos outros e perceber como somos todos iguais, não apenas no sentido fraternal, mas como somos pequenos, nada.
Grãos de areia no deserto.
Eu vejo as pessoas se prendendo a tão pouco, a coisas tão pequenas. Minhas histórias são pequenas, minha vida é pequena e eu sou menor ainda. Não é questão de humildade (lembre-se de como as palavras são inúteis e desajeitadas), e sim de uma visão mais ampla do problema.
Meu livro não é um livro. Não é papel encadernado vendido por 25,90. É uma mensagem, um cheiro, uma emoção sentida por crianças que a transformam em sorriso. Essa é a magia do olhar de Buda.
É como se a nossa vida, tudo o que a cerca e até o planeta fossem como a lua no céu. Que é pequena e com o polegar, conseguimos escondê-la.
Olhar as coisas com o olhar de Buda é ao mesmo tempo, ver como elas são minúsculas e como a existência é grandiosa, infinita.
Escrito por Fábio Yabu às 00h55
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Barco sem rumo
Respondendo à Debora, que por sinal é uma gracinha, descobri o nome do filme que conta a história do Cap. Alexander Holmes. Ele se chama "Barco Sem Rumo", e está na programação do Cinemax esse mês.
Barco sem rumo (Abandon Ship!)
Ano de Produção: 1957 País de origem: Grã Bretanha Gênero: Drama Duração: 97 Direção: Richard Sale Elenco: Tyrone Power, Mai Zetterling, Lloyd Nolan, Stephen Boyd
Maxprime-DL 10:00 Dom 1/5/2005 Maxprime-DO 13:00 Dom 1/5/2005 Maxprime-DL 02:15 Qua 18/5/2005 Maxprime-DO 05:15 Qua 18/5/2005 Maxprime-DL 18:00 Sex 27/5/2005 Maxprime-DO 21:00 Sex 27/5/2005
Escrito por Fábio Yabu às 18h18
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Quote
"Oh, come on you guys, this is SO September 10th..." (Eric Cartman)
Escrito por Fábio Yabu às 12h17
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Outra história de náufragos: Alexander Holmes
Em março de 1841, o navio americano William Brown partiu de Liverpool em direção à Philadelphia, nos EUA. Trinta e cinco dias após sua partida, o navio contendo 17 tripulantes e 65 passageiros, bateu num iceberg e, menos de uma hora e meia depois, já havia afundado completamente levando mais de 30 passageiros consigo.
Os sobreviventes se dividiram em duas embarcações: um barco à vela, e um bote salva-vidas, com 33 passageiros, sob o comando do capitão Alexander Holmes.
O barco do capitão Holmes havia sido projetado para no máximo 15 pessoas, e continha alimentos e água já escassos para esse número. Nenhum sinal de SOS havia sido enviado, e, devido ao peso de seus 34 passageiros, o barco enchia d'água rapidamente. Para piorar, o tempo também estava muito ruim, anunciando a chegada de uma tempestade.
Então, o capitão Holmes tomou uma difícil decisão: jogar ao mar aqueles que estavam feridos ou incapacitados de remar. Eventuais motins vieram a ser controlados sob a mira de um revólver, e imediatamente os escolhidos começaram a ser jogados para fora do barco.
Entre eles estavam duas mulheres (uma ferida e uma de idade) um casal, cujo filho pequeno foi salvo, e um senhor que havia ingerido uma grande quantidade de óleo na explosão. Todos foram "entregues nas mãos de Deus", e deixados para trás com nada além de um colete salva-vidas.
O barco enfim pôde atravessar a tempestade, e seguir a longa viagem prevista pelo capitão Holmes, equivalente a mais de 1000km em mar aberto até a África.
Porém, no dia seguinte após o abandono dos passageiros, o barco foi avistado por um navio e logo em seguida resgatado.
O capitão Holmes foi julgado e condenado culpado pelas mortes dos 14 passageiros jogados ao mar, ainda que sua decisão tivesse salvado a vida de todos os outros. Mesmo com os apelos populares pelo perdão presidencial, sua pena (extremamente benevolente dadas as circunstâncias) foi de 6 meses de prisão além de uma multa, que veio a ser cancelada em seguida.
Essa é uma história verídica. Há um filme muito bom de 1957 passando no Cinemax, não sei como ficou o nome em português mas o original se chama "Abandon Ship!" (Abandonar o navio). Parece que houve uma refilmagem em 1975 com Martin Sheen, mas não descobri muitas informações sobre ela.
Escrito por Fábio Yabu às 15h15
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Ação e Reação
Conforme os anos vão passando, a gente vai perdendo um monte de coisas, que não são necessariamente compensadas com outras novas. Eu sinceramente nunca vi ninguém pulando de alegria por estar ficando mais velho.
O que eu mais sinto falta hoje - e olhe que eu só tenho 25 - é o jeito com que eu conversava com as pessoas. Não sei por que, mas chega uma hora em que tem cada vez menos pessoas reagindo ao que você fala, e cada vez mais apenas abaixando a cabeça, fazendo "aham" e esperando a sua vez de falar.
Como quando você comenta algum assunto importante, que não requer lá muito conhecimento da pessoa além de um pouco de senso crítico, e tudo o que você ouve de volta é um "Então" - seguido de outro assunto totalmente nada a ver.
Ou quando você está defendendo um ponto de vista, e por alguns segundos o papo é interrompido - seja por um garçon, um caminhão passando na rua, uma ligação no celular - e pronto. No segundo seguinte a outra pessoa já está falando de outra coisa, e não te dá a menor vontade de continuar o assunto.
Ou então quando eu uso esse espaço para exercitar um pouco a minha liberdade criativa, extravasar sentimentos, ou falar bobagem mesmo e, depois de tudo o que eu fiz - e disse - neguinho posta comentários como "Legal, legal, você é gente, tem sentimentos e tal, mas vem cá... quando você vai voltar a fazer os Combo Rangers?"
Se é que isso me serve de consolo, ao menos hoje eu tenho uma visão mais clara de quem realmente são meus amigos, de quem realmente importa pra mim. Não é difícil, basta ver quem reage ao que eu falo e quem só aguarda a sua vez de falar.
Escrito por Fábio Yabu às 21h27
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O problema de desenhar
Eu sempre gostei de desenhar. Desde pequeno. Tenho memórias bem claras de eu estar desenhando na mesa da cozinha enquanto minha mãe assistia TV na sala, grávida de meu irmão três anos mais novo que eu.
As memórias se estendem por toda a vida escolar, através de concursos de desenho, trabalhos de educação artística e desenhos durante o recreio, que eu fazia só para impressionar as menininhas. Nem isso serviu pra Lígia me dar bola, mas enfim...
Na época era legal, ter algo em você que as pessoas eventualmente procuravam ou precisavam.
Mas, depois de um tempo, sinceramente, encheu o saco!
Neguinho pensa que só porque você desenha você domina todas as formas e expressões artísticas. É um tal de "me desenha", "você faz caricatura?", "faz o logo da minha padaria", "o site da minha banca de jornal", que, aaaaaaaaahh, me deixa louco!
Olha, nem o logo da minha empresa eu fiz, nem o logo das Princesas. Fazer logo é bem diferente de fazer site, gibi ou caricaturas. Eu gosto sim de desenhar, mas pra mim, e só. Eventualmente as pessoas gostam e conectam com o meu trabalho, como foi o caso dos Combo Rangers e agora, das Princesas do Mar. Mas se alguém tivesse me "contratado" para fazê-los, pode apostar, o resultado seria BEM diferente. Não teria nem metade do envolvimento, paixão e senso de humor que coloco nos meus trabalhos. Seria algo pasteurizado, sistêmico, talvez até interessante, mas tão espontâneo quanto o Super15, da Telefônica.
Não que hajam segredos ou fórmulas para se criar. Não há. Mas o mínimo que você pode fazer é fazer com paixão, senão, babau.
Por isso, quando algum amigo chega pra mim e fala "Faz a capa do meu CD?" eu já corto antes de ele terminar de dizer "CD". "NÃO DESENHO PROS OUTROS!!" já digo rispidamente, e, se ele insiste digo "EU NÃO FIZ NEM O LOGO DA MINHA EMPRESA!! SÓ DESENHO OS DESENHOS DO MEU LIVRO E OLHE LÁ!!!" e se ele se atrever mais uma vez, meto-lhe a mão na fuça e o pé no estômago.
A Lígia nunca deu bola pra mim mesmo...
Escrito por Fábio Yabu às 23h34
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No coração do mar
Depois das 117 páginas iniciais, que mais pareciam uma provação digna de um náufrago de tão chatas, devorei as 244 páginas seguintes de "No Coração do Mar" em menos de uma semana.
Livrão, ó!
Pra quem não sabe, o livro traz o relato verídico sobre o naufrágio do navio baleeiro Essex em 1820. A tripulação se dividiu em 3 botes, e por três meses foi exposta a sacrifícios e provações inimagináveis.
O que mais me marcou no livro foi o devastador relato do autor sobre a sede e seus efeitos sobre o corpo. Segundo os náufragos, nada, nem a fome, nem o medo de estarem perdidos no meio do oceano ou as terríveis tempestades que eles enfrentaram se comparavam com a dor da sede e da desidratação que seus corpos passaram. Os lábios murcham e se tornam apenas pele solta, a língua seca, incha e gruda no céu da boca, tornando a fala e a respiração quase impossíveis. A pele fica cinza e cheia de rachaduras, enquanto os órgãos internos vão murchando e encolhendo de tamanho até levar à morte do sujeito.
Afe!! Nunca mais vou olhar para um copo d'água do mesmo jeito.
O livro também traz uma verdadeira aula sobre geografia, história, navegação e, principalmente, disciplina. O desastre só pôde ser contado pelos seus sobreviventes devido à sua extraordinária determinação em sobreviver, que os obrigou a consumir diariamente durante três meses apenas uma bolacha de 80 calorias e um gole d'água de 300ml (equivalentes a uma maçã e uma latinha de refrigerante). Mas as provações perseguiram, o que os obrigou a incluir no cardápio os cadávares dos amigos mortos pela fome e desidratação.
Quem tiver interesse (e estômago, principalmente, o livro é superpesado) pode achar o livro no Submarino.
Escrito por Fábio Yabu às 01h25
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Novo blog
Aqui está! Ainda tem coisas para terminar, mas faço isso depois. I'm gonna window shopping and get high now. See ya!
Escrito por Fábio Yabu às 18h16
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A família da noiva
A quem interessar possa, está no ar a minha crítica sobre a bomba cinematográfica da semana, estrelada pelo nosso amigo Kelso, vulgo Ashton Kutcher. Aonde? No meu, no seu, no nosso, Omelete, claro!
Escrito por Fábio Yabu às 13h19
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Segundo livro
Esses últimos dias foram bem emocionantes para mim. No sábado passado comecei a digitar o primeiro dos três últimos capítulos do meu novo livro. Durante meses eu havia ido e voltado àquelas páginas digitadas no meu Gmail (assim, eu poderia continuar escrevendo de qualquer computador, sem ter que ficar copiando arquivos), e agora finalmente eu estava terminando!
Sempre que estou no pico de um momento criativo, eu páro e vou fazer outra coisa. Meio que para não deixar aquele entusiasmo contagiar demais as páginas, meio que para deixar que outras idéias, às vezes melhores, surjam. Então, quando faltavam apenas dois capítulos, dei uma freada. Vi TV, joguei Mario Kart, fui ao boliche.
No domingo acordei quase em êxtase, querendo de qualquer jeito escrever os últimos capítulos do livro, 15 e 16. Nem senti fome e comecei a escrever alucinado o capítulo 16, deixando o 15 por último. Então, quando o texto estava ficando mais legal, levantei, tomei um banho e corri para uma das minhas padarias favoritas, a Quintas do Morumbi.
Ahhh, eu não poderia ter feito coisa melhor naquela tarde de domingo. Peguei uma mini-torta de morango, uma xícara de café e sentei no balcão, com nenhum desejo em mente senão simplesmente relaxar e curtir aquele momento. Meus ombros amoleceram, minha cabeça pendeu pra baixo enquanto eu sentia o cheirinho do café. Então, um monte de novas idéias, inesperadas mas muito bem vindas me vieram à mente. Anotei num caderninho que eu havia levado, e, horas depois, finalmente escrevi o capítulo 15, totalmente diferente do que eu havia imaginado.
Na segunda feira imprimi o texto, e tudo o que me passava pela cabeça era pegar aqueles 16 capítulos e... guardar. É. Ainda não era a hora de ler; porque eu tinha quase todo o texto decorado na cabeça e dificilmente veria erros e incoerências. Para "limpar a mente", assisti American Idol, Lost e CSI. Li mais um bom bocado de "No coração do Mar". Esperei, esperei, até o dia seguinte, terça, às 11 da manhã.
Voltei com o calhamaço de papel à padaria Quintas do Morumbi, sentei, tomei meu café e só levantei três horas e meia depois, quando havia terminado de ler e fazer as correções.
Como esse dia foi especial para mim... eu fiquei realmente orgulhoso do meu novo trabalho. Acho que consegui dizer tudo o que eu queria de uma maneira mais fácil e fluente que no primeiro, coloquei mais personagens e emoção na história.
Ainda tem muito pela frente. Agora o texto segue para o editor, que lê depois manda para a consultora literária, que me devolve com comentários, que eu aceito ou não, então mando para a revisão, que me devolve, então mando para a diagramação, que me diz mais ou menos onde devem entrar as ilustrações e... começa então o longo processo de criar as imagens, que foram mais de 70 no primeiro livro e devem ultrapassar um pouco nesse segundo.
Up up and away!!
Ah, e o livro ainda não tem nome =P.
Escrito por Fábio Yabu às 02h26
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Mé
Nem curti o novo papa, ó. O cara também é contra o casamento gay, a clonagem, o divórcio e o aborto, e ainda por cima acha que rock é coisa do capeta. Pô, o antigo pelo menos curtia U2...
"O diabo é o pai do rock. Se deus é brasileiro, o diabo com certeza é americano, por isso as nossas letras são todas em inglês." (Massacration)
Escrito por Fábio Yabu às 18h26
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Bizarro
Eu dou graças à Deus por a Directv não ter Globo nem SBT. Assim, não preciso nem ficar sabendo do que está passando nesses canais. Para assistí-los, eu preciso necessariamente mudar o canal de audio e vídeo, coisa que só faço acidentalmente ou quando vou jogar videogame ou ligar o DVD.
Bom, hoje aconteceu um acidente. Eis que vejo a Gretchen no Gugu, falando sobre o seu implante de silicone no peito. Daí o Pedro de Lara a corrige dizendo para não dizer "peito" e sim, "seio". Então ela responde: "Sabe o que é, é que eu digo 'peito' por causa do meu público, que é povão mesmo, não posso usar termos TÉCNICOS porque senão eles não entendem!"
Adivinha o que o "povão" fez?
Bateu palmas, lógico.
Eu quase me joguei pela janela.
Escrito por Fábio Yabu às 01h37
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De mudança
Andei pensando esses últimos dias, e vou mudar o site dos Combo Rangers e o blog. Vou separar os dois. Fique ligado, as coisas vão mudar por aqui.
Escrito por Fábio Yabu às 19h58
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Lê, a filósofa
Eu e a Lê, filosofando sobre a minha tosse que domingo faz seu primeiro aniversário de 1 mês:
Eu: Então, tô com uma tosse chata... já tirei raio-x, tomei antibiótico e nada... acho que é psicológico. Lê: Tá, só não fala isso pra sua psicóloga, senão ela vai achar que é mesmo!
Escrito por Fábio Yabu às 19h07
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Coisas que os amigos dizem...
- E aíiii, cara? Como é que você tá? O que tem feito de bom?
- Tô bem, cara. Tô escrevendo meu segundo livro, logo logo tá saindo.
- Legal! Mas cê trabalha, ou não?
Escrito por Fábio Yabu às 18h56
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Oi!
Estava eu, cansado, chegando no meu condomínio quando vejo uma linda menininha pulando corda. Ela olha pra mim e diz:
"Oi..."
E eu digo "Oi, tudo bem?"
E ela continua pulando, ofegante:
"...tenta e um, oitenta e dois..."
Escrito por Fábio Yabu às 18h45
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No coração do mar
Afe, levou quase 120 páginas, mas finalmente "No coração do mar" está se tornando uma leitura agradável. Um fato curioso, dentre as centenas deles narrados no livro me chamou a atenção.
Em ocasiões de naufrágio ou queda de avião, onde existem poucos sobreviventes, os grupos que tiverem uma liderança autoritária e centralizadora têm muito mais chances de sobrevivência do que aqueles que decidem as coisas na base da democracia, do voto popular do tipo "quem acha que a gente deve tentar nadar até a próxima ilha levanta a mão". Interessante, não?
Lembre-se disso na próxima vez em que seu avião cair! Democracia nunca foi uma boa idéia mesmo...
Escrito por Fábio Yabu às 12h27
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A piada que eu sempre quis fazer
Eu havia combinado de almoçar com a Lê no shopping. Lá de cima do terceiro andar, vi a dita subindo pela escada rolante, e resolvi pregar uma peça.
Corri até a frente de uma loja, fiz uma pose e fiquei lá, paradinho, imitando um dos vários manequins expostos, igualzinho nos filmes do Jackie Chan ou desenhos do Scooby Doo.
Ela cruzou a esquina, passou por mim e olhou por uns dois segundos até entender a piada e cair no riso.
Foi mágico. Estamos rindo até agora. Quá quá quá.
Escrito por Fábio Yabu às 00h17
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É o que eu sempre digo...
... não sabe sobre que conversar? Ficou aquele silêncio constrangedor no ar? Siga meu conselho: fale de espiritismo ou de Seinfeld.
Nunca falha.
Escrito por Fábio Yabu às 23h22
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O Clã das Adagas Voadoras
Fiquei embriagado, desnorteado, apaixonado por "O Clã das Adagas Voadoras", de Zhang Yimou, que também nos presenteou com o fantástico "Herói".
Tudo o que você tem que fazer é entrar na sala, sentar e se deixar levar por um dos filmes mais bonitos dos últimos anos.
Interessante notar como o oriente e ocidente estão se fundindo, principalmente com obras como o Clã. Já faz muitos anos que as pessoas e o cinema flertam com o oriente, desde os filmes de Kurosawa, passando pela importância do Dalai-Lama, o fetiche pelo budismo, as terapias alternativas, o advento de "Matrix" e a bizarrice juvenil disseminada pelos mangás e animes.
Já no Clã, vi exatamente o contrário. Não que o filme tenha devolvido o troco com a bizarrice "ocidental", como os school shooters americanos, o consumo desenfreado e a fascinação pela vida alheia em reality shows. O que realmente chama a atenção no filme é o jeito com o qual é tratado o Amor entre homem e mulher, tema que nunca teve grande relevância no oriente. Triângulos amorosos então, nem se fala. Ou você se lembra de algum Romeu e Julieta de olhos puxados?
Aquele quê de Shakespeare que senti vendo "Herói" se tornou escancarado assistindo o Clã. Amor, paixão, tragédia, traição, está tudo lá, não do jeito chato e clichê que estamos acostumados a ver, mas de um jeito novo, carregado de valores um tanto quanto desconhecidos desse lado do globo como honra (no sentido literal da palavra, não aquele proferido pelos Thundercats) e lealdade (idem).
Pra completar, uma direção fantástica, coreografias soberbas e uma fotografia que só perde para "Herói".
"Wow" é a palavra ocidental para definir "O Clã das Adagas Voadoras". Será que significa alguma coisa em chinês? =P
Escrito por Fábio Yabu às 23h15
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No Globo Repórter desta noite...
Desde que comecei a trabalhar com as Princesas, tenho assistido a vários documentários no Discovery Channel e no Animal Planet sobre a vida marinha. Bom, sexta-feira resolvi arriscar o tal Globo Repórter, que eu não via desde... a morte de Chico Mendes? Por aí. O tema era a vida marinha, não custava nada dar uma chance, não é?
Bem, o programa estava interessante, com boas tomadas do fundo do mar, mostrando um cardume de meros, barracudas, peixes-morcego e recifes artificiais criados pelo homem para ajudar a minimizar os danos causados pelo "progresso". Eis que, com estardalhaço, o repórter anuncia que eles haviam acabado de ver um mero branco, cuja existência era desconhecida até pelos pesquisadores. Veja bem, não era um "mero branco", e sim um "MEEEERO BRANCO", com uma entonação tão exagerada que era capaz de deixar Marco Bianchi sem graça.
Peixão grande, de uns 300 quilos, branco, calmo, majestoso. Bonito mesmo de se ver. Raríssimo. Inédito. Único. Ou não.
Acabou o Globo Repórter, mudei para o Travel and Living... onde tem uma australiana, gracinha mesmo, mergulhando no meio de um cardume de meros brancos, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Anyway...
Escrito por Fábio Yabu às 22h52
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Zapping
O que eu tenho lido/assistido/fazido:
Livro: estou lendo "No coração do Mar", de Nathaniel Philbrick... afe. Ainda estou esperando as coisas acontecerem. Já estou na página 117 e até agora, nada. A bem dizer, o livro até agora está um saco, mas eu tenho esperança de que ele vai melhorar, por se tratar de uma história emocionante, um relato real que inspirou Moby Dick. Vamos ver no que vai dar.
American Idol: a temporada atual está fantástica. Carrie Underwood, Anwar Robinson e os roqueiros Bo Bice e Constantine Maroulis são meus favoritos.
Lost: Cuspi pra cima e caiu na testa. Eu tinha me prometido que não assistiria Lost porque não queria outro vício em minha vida... e cá estou eu, babando espamódico pelo próximo episódio. Oh my.
Smallville: desisti. A série prometia muito na primeira e segunda temporada, agora já descanbou. Quem aguenta aquela Lana Lang e seu namoradinho insuportável? Quantas vezes Lionel Luthor vai morrer, ficar cego, perder a memória, ficar bom, ficar mau....? Esse acontece/desacontece de Smallville já irritou. Fiquei sabendo que no final da quarta temporada, "todos àqueles que Clark ama poderão morrer". Tá, de novo?
Liga da Justiça Sem Limites: maior legal a nova temporada do desenho da Liga. Rápido e direto, sem aquela enrolação de histórias divididas em dois episódios. Gostoso, agradável, muito legal mesmo
Escrito por Fábio Yabu às 22h39
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Sobre os comentários
De vez em quando me perguntam por quê eu não modero os comentários do blog ou simplesmente não os tiro do ar.
Eu prefiro não fazê-lo por dois motivos principais. Primeiro porque os comentários não me incomodam, por mais que alguns insistam em espernear e amaldiçoar minha família. Segundo, e mais importante, é porque eu não tenho o direito de calar a voz de ninguém.
Não estou sendo demagogo, nem bancando o santo. Eu realmente não me importo com nada do que dizem. O que eu realmente não abro mão é que isso se torne público. Que fique registrado, para quem quiser ler, o que as pessoas estão pensando.
O que as incomoda, o quão pequenos são seus sentimentos, onde estão aqueles pequenos pontos luminosos de bondade, se é que eles realmente existem.
Do que as gerações anteriores foram feitas? O que as deixava revoltadas, o que fez com que elas enfrentassem os que vieram antes? Rock 'n roll, sexo, drogas, política, ou será que era só a farra mesmo? Por mais que existam figuras memoráveis que decidiram e mudaram o mundo em sua juventude, nunca houve uma oportunidade como a que temos hoje de conhecermos e acompanharmos sua história, desde o início.
O que essa geração disser, blogar, fotografar, comentar, ficará gravado para sempre. Dá pra sentir o quanto essa geração vai ser diferente das outras, o quão poderosas podem se tornar suas palavras se vocês fizerem uso delas?
E, ao mesmo tempo, o quão pequenos nos tornamos quando só olhamos para o próprio umbigo? O quanto perdemos ao usar algo tão poderoso para proferir ofensas àqueles que discordam de nossos gostos pessoais? Ao comprar briga por tão pouco? Por nada?
É por isso que não tiro os comentários.
Estamos de olho!
Escrito por Fábio Yabu às 22h33
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Punk-o-Matic
Sempre quis ter uma banda punk mas não sabia como? Siga essa dica enviada pelo Cilon. Genial. Punk-O-Matic!
Escrito por Fábio Yabu às 22h37
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100% atitude
Diálogo entre eu e a Lê, sobre a nossa rica cultura televisiva:
Fábio: - Ah, eu gosto da Joan of Arcadia. Todo mundo lá é bonito e tal... ela tem o namoradinho dela, eles se amam... Lê: - E The O.C. então? Nunca vi tanta gente bonita junta, pelo amor de Deus! E Dawson? Quanta gente linda. É irreal. - Eu gosto de My wife and Kids. É bobinho e tal, é engraçado. - É, mas eu acho racista! Como pode só existir negro na série? - Ué, e tem desde quando tem negro em Friends? Lá todo mundo é branco, bonito e rico. My Wife and Kids todo mundo é negro, bonito e rico. Oras. - Eu não gosto. As piadas são muito forçadas. - Ah, eu gosto. Então, mas a Joan gosta do namorado dela. Eles até iam transar outro dia. - Mas não transaram? - Claro que não. Tavam num trailer, depois de um show, ele deitado em cima dela... mas sabe como é, não tava na hora. Ela começou a chorar e tal... básico. - Ai, essas coisas me irritam. Quando eu tinha quatorze anos, tudo bem, eu até acreditava. Mas pelo amor de Deus! Já tô velha! Essas historinhas de "não tá na hora", The O.C, Everwood, Dawson's Creek. É tudo igual. - É, o Dawson não quis transar com a Joey. - Ah, não? - É, não tava na hora. - Ah, quer saber? É por isso que a gente tem que ver Seinfeld. É mais real. Lá todo mundo é ruim que nem a gente, fala mal dos outros, mente, sacaneia... é isso aí. - Ei, eu não sou ruim. - Ah, não? Lógico que é...
Escrito por Fábio Yabu às 00h36
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Coisas que deveriam ser banidas da TV...
... para todo o sempre:
1. Comercial do Activia: mas que coisa nojenta!! Eew! 2. Comercial de absorventes femininos que "eliminam possíveis odores". Deus do céu! 3. O Sidney e a Livia Prestes, que apresentam as notícias musicais na Sony. Cara, eles não falam inglês! Aliás, nem português! A tal da Lívia Prestes não sabe falar "entertainment". Tanto que no começo, ela falava "Aqui, no Sony 'einterteinmeinte' televíjion", e agora ela fala só "Aqui no Sony". Hahahaha, bizarro.
Escrito por Fábio Yabu às 00h18
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Homem-Aranha
Estava lá eu, no conforto do meu lar assistindo American Idol. O programa terminou, comecei a zapear os canais... e eis que vejo o filme do Homem-Aranha passando na Globo... com Peter Parker e Norman Osborn falando em português, ou melhor, poRRtuguêix.
Apertei o SAP. Homem-Aranha e Duende Verde voltaram ao normal.
Então desliguei a TV.
Oras. Falta de respeito!
Escrito por Fábio Yabu às 00h07
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Bilbo
Enquanto algumas pessoas são como o Gollum, apegadas, que vivem tomando coisas para si e as admirando repetindo "My preciooous", eu quero cada vez mais ser como o Bilbo.
Acho que cumpri a minha demanda. Agora só quero ir para uma ilha cheia de elfas loiras, lindas e imortais e escrever meu livro. Não quero saber de anel nenhum, missão nenhuma, gibi nenhum, site nenhum.
Quero escrever meu livro. Que aliás, está ficando muito legal, visse?
Depois de escrever e lançar o primeiro, estou conseguindo soltar mais meu texto. Como já disse antes, é muito diferente escrever um gibi e um livro. Livro é muito, mas muuuuito mais difícil. Você vai e volta um monte de vezes, lê e relê os capítulos exaustivamente, muda daqui, corta dali. O trabalho de um escritor nunca acaba, pois sempre há algo a ser ajustado, melhorado ou corrigido.
Pra você ter uma idéia, acho muito mais fácil ilustrar o livro do que escrevê-lo, mesmo que às vezes eu leve um dia inteiro fazendo uma única ilustração.
Tenho muitas idéias para muitos livros. Além dos vários livros sobre as Princesas do Mar, também tem um romance, para jovens adultos. Outro sobre crianças que fazem coisas geniais: pintam, escrevem músicas, cantam. Quero escrever sobre tudo, sem me prender a um único tema. Admiro muito as pessoas que fazem isso, como por exemplo o diretor Robert Rodriguez, que fez um filme genial sobre vampiros como "Um drink no inferno", uma trilogia família como "Pequenos Espiões" e é claro, "Sin City", recheado de violência e que promete ser o filme do ano. Ou então como Richard Linklater, que dirigiu os geniais "Antes do amanhecer" e "Antes do pôr-do-sol" e se mostrou muito competente dirigindo comédias com o delicioso "Escola do Rock".
Não quero ser um "One Hit Wonder". Quero ser como Chuck Barris: apresentador de TV, produtor e... agente secreto da CIA. Tem coisas que eu faço que vocês nunca vão saber. Textos que eu jamais vou publicar. Porque é assim que eu quero viver a minha vida, cheia de histórias novas, mistérios, surpresas.
A vida é muito curta. Daqui a pouco podem me chamar em outro lugar, e eu vou ter que ir, fazer o quê? Eu lá sei se vou ter tempo de escrever lá?
Bom, vou voltar ao meu livro.
Beijos a todos.
Escrito por Fábio Yabu às 01h17
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Reencarnação
Hoje assisti ao filme "Reencarnação". Olha, não é nem tão ruim nem tão polêmico como dizem. É bem razoável até. Não assistiria de novo, mas pode-se dizer que foram 15 reais que não joguei no lixo. Nicole Kidman manda muito bem, o garotinho Cameron Bright também, o filme tem um clima muito bem construído... enfim, entre "Miss Simpatia 2", "O Casamento de Romeu e Julieta" e "Reencarnação", acho que saí no lucro assistindo ao último...
Escrito por Fábio Yabu às 00h55
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The Blowers Daughter....
Tem coisa mais linda que a música tema do filme "Closer"?
"I can't take my eeeeeyes of yooou..."
Todo dia coloco essa música para tocar antes de dormir, seguidas por: A waltz for a night (Julie Delpy), Come Here (Kath Bloom), Lord of the Dance (Michael Flatey), Dueling Violins (Michael Flatey) e Mantra (Nando Reis e os Infernais).
"I can't take my mind of yoou..."
Escrito por Fábio Yabu às 12h56
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Novo episódio
Tá aí, o segundo episódio da fase zero. Enjoy it.
Um aviso para os mais aflitos: o serviço prestado por esse site é totalmente gratuito. Eu não ganho absolutamente nada para mantê-lo no ar, e só cuido dele nas horas vagas, especificamente, fins de semana. Os episódios são atualizados no sábado ou domingo, dependendo do meu tempo livre. Não adianta ficar esperneando nos comentários nem mandando e-mails mal-educados para mim. Essas coisas só me desmotivam ainda mais a continuar com essa história.
Eu sei que vocês gostam do meu trabalho, e sou muito grato por isso. Mas não se esqueçam que eu não SOU o meu trabalho. Sou uma pessoa normal, como qualquer um de vocês.
Bem, a maioria, pelo menos.
Àqueles que não estão satisfeitos, a porta é a serventia da casa.
Escrito por Fábio Yabu às 12h40
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Papa
Sabe, eu não entendo porque tanta gente rezando pelo estado de saúde do Papa. Pra mim é quase contraditório, irônico.
Ele não é o representante de Deus na Terra? Ele é "assim" com o Homem, oras. Se ele está morrendo é porque o Chefe dele tá chamando, quem somos nós para ficar pedindo prorrogação do jogo?
Ele é o PAPA! Dedicou a vida inteira à Deus, agora vai pra lá trocar uma idéia com Ele pessoalmente, direto e sem escalas. Vai se livrar de um corpo doente e moribundo e ganhar uma nuvem confortável com tratamento VIP! Poxa, é muito egoísmo e apego achar que a morte dele é algo ruim.
Escrito por Fábio Yabu às 14h52
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