Lord of the dance
Uau! Acabou de sair em DVD o show "Lord of the Dance", de Michael Flatey, considerado um dos maiores dançarinos e coreógrafos do planeta. Recomendo fortemente que você saia correndo pela rua agora mesmo e não pare enquanto não encontrar esse DVD, ou então, que compre no Submarino.
É um espetáculo. Eu não sabia se fechava os olhos para poder ouvir a música ou se ficava com eles grudados na tela, vendo os mais de 100 bailarinos sapateando ao som de música celta. Apaixonante.
Escrito por Fábio Yabu às 23h40
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Herói
Hoje assisti "Herói", ou, "Quando Shakespeare encontra O Tigre e o Dragão".
Lindo, poético, sutil, belo, impressionante. Fotografia maravilhosa, roteiro amarradinho e gostoso, cenas de ação magistrais, Jet Li chutando bundas e falando monossílabos incompreensíveis, mas cheios de significado quase intraduzível. Foi uma grata surpresa. Bom demais!
Escrito por Fábio Yabu às 22h45
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Lia!!
Será que você vai ler isso? Um beijo pra você e pro Tomy!! Aproveitem bem a Europa, não esquece de tirar as fotos em Paris e Viena, tá bom??
Remember, you are stardust!!
Beijos, branquela! Miss you!
Escrito por Fábio Yabu às 03h10
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Tyler Durden was here
E apagou meu Office, junto com o Outlook, 4 anos de e-mails (umas 8000 mensagens?) e meu Address Book. Na hora eu fiquei meio chocado, mas agora me sinto aliviado. Taí. Viva Tyler Durden!
Escrito por Fábio Yabu às 03h03
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Chuva
Sabe a chuva? Eu gosto da chuva.
Santos, onde nasci, dizem ser a cidade em que mais chove no Brasil. Era comum termos duas ou três semanas de chuva ininterrupta. Não eram torrenciais, mas uma garoinha constante que com um pouquinho de boa vontade, deixava você encharcado em dois minutos.
Eu morava um tanto quanto longe da escola onde fiz o colegial. Era prático (e inteligente) pegar um ônibus para voltar pra casa, coisa que eu fazia geralmente, exceto quando chovia. Eu adorava voltar andando, pelas ruas meio vazias, geladinhas, tranquilas. Acho que a grande beleza da chuva, principalmente quando ela é oculta pela selva de pedra em que vivemos, está nas reflexões que ela nos traz, nas coisas que só pensamos quando estamos sentindo aquelas gotinhas geladas no rosto. Histórias, pessoas, vidas.
Há alguns dias chovia durante a madrugada. Eu estava dormindo, acabei acordando com aquele cheirinho e barulho característicos. Pelo som não devia ser muito forte. Então abri um pouco a janela, o suficiente para poder receber no meu rosto aquelas gotinhas deliciosas.
Voltei a dormir, com a janela aberta e tudo.
Ok, isso foi estúpido. Atchim.
Escrito por Fábio Yabu às 02h41
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Meu irmão
Sabe, eu tenho um grave problema com o meu irmão. A gente não pode nem chegar perto um do outro. Não podem nos deixar no mesmo quarto. Porque senão a gente começa a falar e não pára mais.
Quantas vezes depois de apagar a luz eu ia lá dar um abraço nele, dizia "Boa noite!", deitava, me cobria e...
"- Ah, então, tá ligado aquela música assim..."
E a gente fica conversando noite adentro, pra parar só quando o sono faz um dos dois calar a boca. E no carro, então? Na estrada pra Birigui? Não tem BR que possa com a gente. Vamos batendo papo durante todos os quilômetros, paradas e postos de gasolina no meio do caminho.
O engraçado é que somos tão diferentes em tanta coisa. Ele gosta de reggae, Bob Marley, Snoopy Dogg, eu tenho reações alérgicas a esses. Eu gosto de American Idol e Joan of Arcadia, enquanto ele não tira do Travel and Living. Ele quer rodar o mundo com uma mochila nas costas, eu quero morar perto de um Starbucks. Apesar de tantas diferenças, a gente conseguiu uma sintonia fina muito gostosa... uma admiração mútua que guardo como um dos tesouros mais importantes da minha vida.
Eu amo meu irmão, cara.
Escrito por Fábio Yabu às 02h06
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Sete anos
Foi o que dediquei da minha vida aos Combo Rangers. De 97 a 2003. Nesses sete anos eu cresci, mudei de faculdade duas vezes, de apartamento cinco, de escritório cinco também, conheci o Stan Lee, perdi a saúde, ganhei amigos, caí de cabeça na vida adulta enquanto meus amigos viraram pais, mães, maridos e mulheres frustados. As crianças que eu conhecia na época em que comecei hoje já tem carteira de motorista. O Lula é presidente, as Torres Gêmeas caíram, já teve umas quatro guerras, o Senhor dos Anéis ganhou uma trilogia magnífica, minha ex-namorada já é mãe, minha madrinha avó de três. Foram sete anos em que encontrei coisas e pessoas que nunca imaginei, mas ainda tenho dúvidas quanto ao meu lugar no mundo.
Sete anos.
Por favor, não me peçam mais que isso.
Escrito por Fábio Yabu às 01h49
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Meu problema com Nemo
Após assistir novamente "Procurando Nemo", finalmente descobri o que me incomoda no filme e o que na minha opinião o faz infinitamente menor que "Os Incríveis".
Em "Procurando Nemo", a história é totalmente linear, sem altos e baixos, sem nuances, sem tons nas emoções e evoluções dos personagens. É uma história excessivamente segura, na qual você pode tranquilamente dormir na metade e acordar no final sem ter aquela sensação de que perdeu alguma coisa. O filme é quase uma colagem de situações improváveis acontecendo com os personagens, que acabam se solucionando rapidamente mas não adicionam nada nem a eles, nem à história.
Mas a grande falha está nos personagens. Nemo, o personagem principal, é um deficiente físico. Mas a sua "nadadeira da sorte" não lhe traz nenhum tipo de desafio, ou seja, o roteiro não ousa, a nadadeira está lá por estar, não faz diferença. As crianças não o maltratam nem o discriminam por ele ser diferente. Isso seria ideal num mundo ideal, mas é só dar uma olhada nos comentários desse blog para ver que o mundo está longe de tal condição.
Além de tudo, Nemo é muito linear em suas emoções, o máximo que o roteiro extrai dele é um "eu te odeio" despropositado, forçado e perdido no meio da história. Não dá pra "acreditar" que ele existe, seus defeitos são fabricados e pasteurizados como simples detalhes de sua personalidade. Basta comparar com o Flecha, dos Incríveis, esse sim, um garoto crível, metido, chatinho e apaixonante. Com o perdão do trocadilho, Flecha dá um banho no Nemo.
Já o Marlin, o pai no Nemo, é outro personagem muito fraco, passivo, que não evolui durante a história. Pensa bem, para alguém que passa um filme inteiro tentando salvar o filho, esperava-se um pouco mais de carisma, não? Mas ninguém lembra do Marlin ao pensar em "Procurando Nemo". Para mim, isso já serve para invalidar a história toda. Tudo bem, ele aprende a ouvir o filho mas... só. Ele não ensina e não mostra nada para o público, como o Sr. Incrível, que tem um milhão de defeitos, é vaidoso, apegado e mente para a mulher.
Mas é claro, eu não deixo de tirar o meu chapéu para a impressionante qualidade gráfica do Nemo. Plasticamente ele é sublime, mas só. Os Incríveis consegue ser tão belo quanto e ainda trazer uma história e personagens (In)críveis (como eu odeio trocadilhos...).
Escrito por Fábio Yabu às 22h30
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Fase Zero
Pronto, tá no ar. Satisfeitos?
Escrito por Fábio Yabu às 14h50
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BUM! BUM! BUM!
Alguém aí tem ou tem como gravar da TV a música das Quartas de Bum, da Sony? Hahaha, eu adoro aquela música, quando começa a passar o comercial eu começo a cantar junto e a dançar. Valendo uma revista autografada, hein???? ^_~
Olha aqui a letra dessa maravilha:
Você já tá convidado pra essa noite especial, ver sua série começar, sei que você vai se amarrar Vendo umas gatinhas bem gostosas, uma bandidagem perigosa (ALIAS, CSI, LAS VEGAS) O jogo corre em minhas veias e o coração salta do peito BUM! BUM! BUM! Chegando a quarta, eu tô feito BUM! BUM! BUM! Ah, então.. só falta falar que.. Não, não perca, as quartas de BUM! BUM! BUM! BUM!
Escrito por Fábio Yabu às 14h35
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O Chamado 2 - Crítica
Ei-la aqui.
Escrito por Fábio Yabu às 14h34
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X-Men
Faz anos que não leio um gibi dos X-Men. Esses dias estava na banca e dei uma folheada nas revistas, e sabe o que eles estavam fazendo? Jogando basquete! É por isso que não salvaram o mundo até hoje. Ou eles estão na piscina, ou estão jogando basquete, desde 1963! Pode conferir!
Escrito por Fábio Yabu às 12h34
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O Chamado 2
Hoje assisti à exibição para a imprensa de "O Chamado 2", continuação de um dos filmes de terror mais estilosos dos últimos anos. Apesar de não ser tão bom quanto o primeiro, até que é bem divertido. Quinta-feira publico minha resenha final no Omelete.
Escrito por Fábio Yabu às 16h43
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Constantine
Gostei. Esperava mais. E desde quando a minha opinião importa? Vá ao cinema, oras.
Escrito por Fábio Yabu às 01h53
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Conversa
Eu queria falar com você há tanto tempo...
Bom dia! Oi! O que você acha? Olha... Boa noite... até amanhã.
Tanta coisa que eu te disse sem você estar lá. Coisas importantes, bobagens, piadas, fofocas. Não precisava ter falado, mas eu falei e de alguma forma eu achava que você iria escutar.
De alguma forma eu acreditava, como eu antes acreditava que a capa do Super-Homem era um tapete mágico, que a gente vivia no centro do planeta, que o mundo tinha no máximo 20 anos e que inglês era português ao contrário.
Depois de tanto tempo, de tanta coisa dita e não dita, acabei gastando as palavras. O assunto não acabou, mas as palavras sim. Contraditório para um escritor, não?
O fato é que eu ainda tenho tanta coisa pra te dizer. Sobre os meus pais, meus irmãos, a minha vida. As pessoas com quem conectei, as vezes que sorri, que chorei, que toquei almas que hoje não estão mais aqui. Eu queria te falar sobre o amor e tudo que descobri sobre ele. O quanto Shakespeare arruinou meus dias com suas idéias desiludidas, e no quanto eu teimei e ainda teimo em acreditar nesses dois últimos.
Queria te contar tudo o que fiz numa vez que resolvi andar em linha reta e só fui parar 10 quilômetros depois. Da vez que fechei meus olhos e vi uma enorme luz branca me envolvendo, do barato natural que deu em mim quando sentei em flor de lótus e tentei ver o amor.
Das pazes que fiz, das desculpas que pedi, e da meia dúzia de gatos-pingados que ainda não me convenceram. Das músicas da Lisa Loeb que ouvia em loop, dos filmes que eu deixava tocando no DVD enquanto eu trabalhava, só pra poder ouvir os diálogos, over and over again.
Queria comentar com você sobre os filmes que vi. Sobre os que quero fazer e sobre os papéis de desisti de representar.
Também te dizer o quanto você é importante para mim, mesmo que eu tenha deixado de acreditar em você.
Mas eu vou continuar te procurando.
Quando eu achar, vamos ter muito o que conversar.
Escrito por Fábio Yabu às 01h49
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Acabou meu café
Meus dias estão acabados. Segundo o senso comum, "se não faz melhor, não critique". Quem disse isso foram alguns leitores desse blog, que pelo visto vão pagar a minha aposentaria, projetar a minha casa e fazer o meu implante de células tronco. Então é melhor eu ficar quieto e obedecer.
Não vou mais poder tomar café no Fran's, porque, apesar de não gostar muito do atendimento algumas vezes, não posso reclamar. O café é uma delícia, mas, sabe, às vezes demoram pra atender... e não te dão aquele atendimento cordial e personalizado, típico das padarias de São Paulo. Bom, mas é melhor eu calar a boca. Não sei fazer e nem servir café.
Afe, metrô, metrô... às vezes é tão bom, às vezes é tão ruim... muita gente, sabe? Mas já que não tenho a menor idéia de como se cava um túnel e coloca um trem lá dentro, é melhor ficar quieto.
Olha só, "Legalmente Loira 3". Hummmm, deve ser ruim de doer, mas xiiiiu! Todo mundo que não sabe operar uma câmera, fazer storyboard, editar, sonorizar e dirigir, cale a boca agora!
O mesmo vale para todo mundo que foi mal atendido em hospitais, restaurantes, que já foi assaltado, que paga juros exorbitantes para os bancos, que anda de ônibus, que tem os filhos em escolas públicas. Nada de reclamar, afinal, ninguém aí faz melhor, não é?
Hitler ficaria orgulhoso.
Escrito por Fábio Yabu às 00h30
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Preconceito
Alguns chamam de lente, outros de uma palavra um pouco mais óbvia e auto-explicativa: preconceito.
Todo mundo tem preconceito, e quem diz que não tem só pode estar mentindo ou ser Jesus. Você aí, também, viu, ô?
Preconceito nada mais é do que o jeito que a gente vê o outro, as conclusões precipitadas que tiramos sem saber o suficiente. Aliás, acho que nunca ninguém sabe o suficiente sobre ninguém. Como saber se eu não sou um assassino serial? Um terrorista taleban? Uma bailarina do Circo du Soleil? O rapaz da informática, quem sabe?
Tudo o que as pessoas fazem é isso. Pegar minúsculas porções de informação e construir uma imagem ideal para se amar ou, principalmente, odiar. Ah, somos bons nisso. Muito bons.
Quer um exemplo? A opinião de alguém sobre filmes. Pra começar, eu já acho que a opinião alheia não deveria valer de nada pra ninguém. A verdade é algo subjetivo, que deve ser alcançado por cada ser humano, individualmente. Um rapaz que conheci, chamado Sidarta Gautama é quem disse, e olha que o cara manjava das coisas.
Pois bem, um monte de gente diz que eu "só falo mal dos filmes". E isso é um preconceito injustificável, grosseiro e intolerante, bem típico da raça humana. Quer ver? Conta aí: desde que coloquei os comentários no blog no começo do ano, fiz comentários sobre exatos 15 filmes. Desses 15, "falei mal" ou não gostei (mais apropriado) de apenas 4. Os outros 11 receberam os merecidos, redundantes e rasgados elogios.
Agora, adoram me apedrejar quando eu digo, na cara dura que não gostei de "Menina de Ouro", explicando meu ponto de vista honesta e sinceramente. É só ver o número de comentários a respeito do tema. Mas, se eu falo de amor, amizade, sabe, as coisas que realmente importam pra mim e não essas porcarias de filmes, vai ver quantas pessoas se manifestam.
Depois neguinho vem dizer que o problema sou eu?
"Homo sapiens and their guns..."
Escrito por Fábio Yabu às 00h13
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Menina de Ouro - O filme à prova de macho
Acabei de voltar do cinema, fui assistir "Menina de Ouro", o vencedor do Oscar ou "o Prêmio da Academia", como a TNT adora dizer.
Direção? Linda, maravilhosa. Palmas para Clint Eastwood. Atuações? Perfeitas. Hillary Shwank continua mandando bem, e deve ter merecido o Oscar de melhor atriz mesmo.
Só que o filme... o filme? Um lixo.
Clint Eastwood tentou fazer o que eu chamo de "filme à prova de macho", que aproveita todas as oportunidades possíveis para arrancar lágrimas e soluços da platéia. Quando tudo já está suficientemente ruim pra te deixar de mau-humor por uma semana, eles vão lá e pioram mais ainda. A troco de quê? Não sei. Mais lágrimas, acho. Eu olhava à minha volta e os marmanjos choraaavam. "Eu pareço ridículo assim também quando eu choro no cinema?" - me perguntei. Certamente, sim.
A personagem de Hillary Shwank, apesar de muito bem interpretada, não tem profundidade nenhuma. É só um produtinho, uma caricatura pra fazer você ter pena da pobre menina que quer ser lutadora de box. É lógico que não faltam problemas. É lógico que a família dela é nojenta e vagabunda, é lógico que ela vive num muquifo, é lógico que o treinador durão vai ensiná-la a lutar. É clichê em cima de clichê, recheado de situações dramáticas, muitas delas sem sentido algum, e com um final que... oh my. Desconexo. Antagônico. Piegas. Ruim. Afe...
Não, não, não. Quase levantei do cinema e fui embora.
Escrito por Fábio Yabu às 02h04
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Coelhinho da Páscoa...
Eu acredito que as pessoas tenham boa vontade e que lá dentro elas queiram um mundo melhor. Mas acontece que nem sempre elas conseguem fazer isso direito.
Voluntariado, por exemplo. Já trabalho com isso há algum tempo, e acho que posso fazer alguns comentários a respeito.
Você já tentou ser voluntário alguma vez? Conseguiu? Acho que não.
É difícil. Pode procurar creches, ongs, o que for. Conseguir ser voluntário às vezes é quase tão difícil quando arrumar um emprego.
Porque as pessoas tem uma visão meio equivocada do voluntariado. Muitas vezes, fazem isso como um paliativo moral, para eximir-se da culpa da zona que está lá fora, para se auto perdoar por todos os famintos que nos pedem comida diariamente, ou o pior, "só pelos sorrisinhos das crianças".
Daí elas procuram as ongs, orfanatos, creches, hospitais, e acabam mais atrapalhando do que ajudando. Chega na época da Páscoa, o pessoal do orfanato em que eu trabalho tem um trabalho desgraçado com as CENTENAS de doações de ovos de páscoa, número dezenas de vezes maior do que o número de crianças. As pessoas chegam na porta, deixam as caixas (ou mandam entregar) e vão embora. Muitas vezes acaba sendo melhor assim, porque alguns insistem em entregar os ovos pessoalmente para cada criança, sem imaginar que dezenas de pessoas já tentaram fazer o mesmo naquele dia, esquecendo de que criança tem que ter horário e quantidades certas para comer, principalmente as que são ou estão doentes. Depois as pessoas partem, só para aparecer de novo no Dia da Criança ou no Natal. Com caixas e caixas de brinquedos que acabam não sendo aproveitados devido à sua quantidade absurda, enquanto o leite em pó periga acabar a qualquer momento.
Não estou dizendo que é errado levar ovos de páscoa para crianças órfãs. É até legal. Mas não custa perguntar o que elas estão precisando. Muitas vezes é algo bem mais simples. Lá por exemplo precisamos de argila, massinha, leite em pó e bolas de futebol.
Voluntariado é coisa séria. Não é um programa de milhagem que vai te dar uma passagem para o céu, não é só levar presentes em épocas específicas do ano que acabou. Ser voluntário pra mim é entender que estamos todos no mesmo barco, que é "obrigatório" fazer algo voluntariamente pelo nosso planeta e nossos irmãos, antes que ele exploda e eles invadam nossas casas para nos tomar à força o que é por direito, de todos. Ou seja, ser voluntário é ser um pseudo-egoísta. É entender que para salvar a própria pele, precisamos salvar a todos.
Por isso acho errado aqueles que dizem que ajudam pelos "sorrisinhos das crianças". Acho sim, isso egoísta. Ajudar em troca do sorriso alheio, de alguma recompensa moral. Eu não saio de casa pelos sorrisinhos das crianças, e sim por um mundo onde eu e elas possamos sorrir juntos. Fazer criança sorrir é fácil, é só falar "pum". Se quisesse só isso eu as entupiria de ovos de páscoa.
Escrito por Fábio Yabu às 03h12
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Conexões
Sabe o que me fascina nas pessoas?
Não é a beleza, não é uma pele sedosa, a cor dos olhos, o sorriso, o lápis preto nos olhos tristes que escondem tanta coisa... não é o jeitinho de andar, de falar, de rir e sorrir.
Não é nem mesmo o papo, o assunto.
Não importa o quão ruim são os candidatos a American Idol, ou o quão lindo é o "Antes do Amanhecer", nem qual é o melhor episódio do Seinfeld, ou as opiniões adversas sobre política e religião, nem mesmo as coisas que fizeram nossa visão ficar turva e a gente ver quem realmente importava para nós. Não. Nada disso importa. Tudo é apenas desculpa, cenário, para algo muito maior acontecer, e é isso que me fascina nas pessoas.
Conexão. O jeito que elas vibram umas com as outras. As diversas maneiras de você ser você mesmo dependendo de com quem você está. As diferentes cores que a sua voz toma quando você conversa com seu melhor amigo, seu irmão, sua mãe, sua amiga, sua vida.
Todas as diferentes e longas conversas que você pode ter enquanto toma um café. Os diferentes, irrelevantes mas deliciosos assuntos que fazem você mergulhar madrugada adentro falando sem parar, todas as diferentes maneiras de olhar e andar pela Avenida Paulista, as piadas sem graça que só fazem sentido para você e para o outra parte, esteja ela no MSN ou na Brunella.
Quando vejo filmes, além de olhar para a tela eu olho para o rosto de quem está ao meu lado. Gosto de ver as reações, os sorrisos. Só não olho quando sei que estão chorando, porque isso é meio chato. Mas aposto comigo mesmo que sei quando as lágrimas vão começar a rolar. Por dentro, eu rio um pouquinho. E acabo chorando também.
Tem gente pra quem eu falo tudo e mais um pouco. Pra outros, tenho segredos. E pra uns raros, não preciso falar nada.
Mas com cada uma dessas poucas pessoas, que passam por mim e fazem com que eu vibre em frequências novas e coloridas, eu tenho uma relação única e especial. Graças a elas a minha vida tem cor, e a minha fascinação pelas conexões se renova a cada dia.
Escrito por Fábio Yabu às 02h32
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Não
Eu pensei que fosse boato. Depois uma piada. Depois uma piada de péssimo gosto. Mas é verdade. O Tele Cine vai ter um horário em que as legendas serão na "linguagem da Internet", como "flw", "blz", "aki" e outras aberrações.
"Tda terça, na faixa das 23h, o Telecine Premium traz novos filmes, gdes sucessos - smpre c/ as legendas falando a linguagem rápida típica da Internet. Vc n pode perder!
Próximo filme: Terça, dia 1/3, às 0h00: + Velozes + Furiosos
Um policial c infiltra no mundo das corridas de rua em Miami, em um filme c/ mta ação em alta velocidade."
Eu juro que queria saber quem teve essa idéia genial.
Escrito por Fábio Yabu às 11h19
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Crise
O ser humano vive inventando crise. Crise econômica, crise no relacionamento, crise da meia idade, crise nas infinitas terras.
Recentemente, descobri que estou em crise também. Ou que inventei uma, que seja. É uma sensação estranha. Eu não sei para onde estou indo, nem até onde vou, mas a sensação de que já estou na metade é ao mesmo tempo reconfortante e assustadora.
Os budistas dizem que a gente só deve olhar para o agora. Eu tento, geralmente eu consigo. Mas existem algumas brechas, alguns buracos de fechadura que você simplesmente não consegue deixar de espiar, enquanto você não olhar, aquela luzinha vai continuar passando e te incomodando. Fechar os olhos para ela pode ser uma saída, mas por hora, eu resolvi olhar.
Por uma fechadura, eu vejo gente que amei, que abracei. Gente que encostou a bochecha no meu rosto e me aqueceu, gente cujo cheiro eu lembro até hoje, cujos dedos se entrelaçavam com os meus. Lembro de detalhes como o pulso, o pé, uma machinha na barriga. Sim, eu devia ter feito como os budistas mandaram e ter fechado os olhos. É, talvez.
Daí eu olho por outro buraco, e me vejo na casa de outra gente. Vendo televisão, jogando videogame, bricando, sendo moleque. Outro buraco, e lá está a praia de Santos, cinzenta, com seus prédios tortos, mas com meia dúzia, meia dúzia de sorrisos cujos donos hoje eu mal consigo lembrar os nomes. Eu até tenho todos anotados, mas para esse buraquinho eu não quero olhar por enquanto.
O que estou fazendo? Por que tantos buracos? Deixa eu olhar só mais esse...
... e me vejo lá longe. Mais velho ainda. Bem mais velho. Me olhando hoje, com 25 anos, por outro buraco. E descubro que não tem nada de errado em espiar esses buraquinhos de vez em quando, afinal eu não morri disso. E que algumas coisas vão virar pó, outras, saudade, mas acontece que aquele beijo, aquele abraço, aquele cheiro, aquela conversa gostosa vão continuar aqui, para sempre, mesmo que tanta gente já tenha partido. E que logo logo, vai ser a minha vez.
Por isso eu me despeço. A cada dia um pouquinho. A cada dia vou mandar beijos e abraços, chocolates, flores, e-mails, presentes. Hoje mesmo comprei uma pipoqueira com cara de pato. É para um amigo que gosta de pipoca. Espero que ele goste. Pra Ana Letícia vou levar um livro. E pra você eu deixo um beijo.
Tchau.
Escrito por Fábio Yabu às 02h43
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Spanglish
A quem interessar possa, aqui está a minha resenha para o Omelete do filme Espanglês, com Adam Sandler, Téa Leoni e a absurda, ilegal e vergonhosamente linda, Paz Vega. Deviam prender essa mulher. Geez.
Escrito por Fábio Yabu às 01h53
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Eu, ator
Essa semana fui assistir a uma aula de teatro, com minha amiga Aline. Foi muito, muito, mas muuuuito legal. Me senti praticamente um novo talento, hahaha. As pessoas do curso me perguntaram "há quanto tempo eu fazia teatro", quando eu nunca havia feito curso antes.
A aula inclui uma introdução com Tai-chi e relaxamento, e depois parte para os exercícios em grupo e então em dupla. Em um dos exercícios, eu tinha que andar até uma pessoa do grupo com a intenção de dizer algo, depois mudar de idéia e virar de costas. A pessoa então chamava pelo meu nome, e eu tinha que reagir de acordo. Tudo isso sem fazer gestos ou usar a voz, apenas o olhar, apenas o "interno". E não é que eu consegui fazer? Meu professor até falou "Faz de novo porque eu quero ver se não foi sorte!", hahaha!
Mas, infelizmente, não vou poder fazer o curso por enquanto... os horários são meio incompatíveis com a minha agenda e meu curso de inglês, que já vai recomeçar e mais dois cursos que estou fazendo esse semestre. É, eu gostei de voltar pra sala de aula. Mas, assim que der uma brechinha na agenda, volto correndo para o teatro. Adorei, adorei.
Escrito por Fábio Yabu às 01h50
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A boa e a péssima notícia
A boa notícia é que a banda mais patética, irrelevante e irritante do rock nacional, o Charlie Brown Jr. acabou. A péssima notícia é que o vocalista mais patético, irrelevante e irritante do rock nacional, Chorão, vai seguir carreira solo.
Se eu fosse o Jor-El, mandaria meu filho para outro planeta rapidinho.
Escrito por Fábio Yabu às 12h46
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