YabloG


Contagem Regressiva

Tá aí, o primeiro episódio da série que conclui a fase bolinha, "Contagem Regressiva". Leia, divirta-se e depois esqueça tudo o que eu falei sobre a origem do Luke... porque em pouco tempo nada mais vai fazer sentido algum, hahaha!

Na história eu digo que o Luke veio do futuro. Eu não digo qual é a idade dele, mas eu imaginei ele sendo um pouco mais velho que os outros personagens. Daí é uma confusão só, nem eu sei direito o rolo que eu fiz, ficou mais confuso que "Cidade dos Sonhos", de David Linch. Na próxima temporada o Luke vai para a escola junto com os outros, mas peraí, ele não era mais velho? Ou era mais novo? Sei lá! =P

O que você queria? Eu escrevi isso em 98, não fazia idéia do que iria acontecer depois, nem comigo nem com os personagens. Mas foi divertido, tanto para mim quanto para as milhares de pessoas que acompanhavam meu trabalho naquela época.

Escrito por Fábio Yabu às 15h23
[ ] [ envie esta mensagem ]


Espanglês, Peixe Grande e A vida de David Gale

Rápidos comentários sobre os filmes que vi esse final de semana:

Espanglês - com Adam Sandler, Téa Leoni e Paz Vega. Estréia na próxima sexta-feira. Não é "oooh, que filmão", mas é divertido, ainda mais para um filme com Adam Sandler. A história mostra a família de John (Sandler) e Débora (Leoni), que precisa de uma babá em casa e contrata a mexicana Flor (Vega) para o trabalho. O único detalhe é que ela não fala uma palavra em inglês. As piadas sobre o abismo cultural entre os personagens são boas e, até certo ponto, honestas. O problema é que as vezes o filme se perde um pouco, cai em alguns clichês e sub-aproveita alguns personagens, tornando-os totalmente irrelevantes na trama (eu por exemplo não lembro da cara do filho do casal...). Mas é uma boa diversão. Eu conheço uma pessoa que também trabalhou na casa de americanos que vai adorar esse filme... ^_~

Peixe Grande: gostei, mas esperava mais. É bonito, bem filmado e dirigido, um grande trabalho de Tim Burton mas... esperava mais. A história peca um pouco, tem muitos clichês e é bem previsível. Acho que poderia desafiar um pouco mais a audiência, ser mais ousado. Sabe o que Peixe Grande me lembrou? Um dos meus livros favoritos, "A Casa da Madrinha", de Lygia Bojunga Nunes. Não leu? Pois deveria.

A vida de David Gale: ah, esperava mais. Meio previsível, meio fácil demais. Vale pelo Kevin Spacey e Kate Winslet, ótimos como sempre. Mas...

Escrito por Fábio Yabu às 15h09
[ ] [ envie esta mensagem ]


Templo

Essa semana, visitei um templo budista, num culto/palestra/não-sei-o-termo ministrado pela Monja Coen Sensei, autora do livro "Viva Zen" e do prefácio de "Para uma pessoa bonita". Ela é bem conhecida no Brasil e no mundo, e uma pessoa de uma serenidade quase que enigmática.

A coisa que eu mais gosto a respeito do budismo (pelo menos do histórico, que é o que me interessa) é que ele não é uma religião. Acho que já tem religião e religioso demais por aí, e eu é que não quero ser mais um.

Num certo momento, foi feita uma oração, e o monge disse: "Oramos a Buda - ou a Jesus, ou a quem quer que você queira colocar aqui - que nos proteja e blá blá blá..."

Achei aquilo genial. Um lugar que teoricamente era para "abrigar" os seguidores de uma religião, fazendo a mesma oração para diferentes credos, cabendo a cada um escolher o seu.

Taí. Quem sabe o mundo não melhora assim?

Escrito por Fábio Yabu às 01h23
[ ] [ envie esta mensagem ]


Hello-o?

Sabe o que eu estava reparando esses dias? Nos filmes americanos, todo mundo fala inglês. Até aí tudo bem, não me incomoda o fato de que mexicanos, japoneses e chineses falem inglês em hollywood. A única coisa que acho estranha é que, independente do sotaque do cara, e da natureza de sua língua, ele SEMPRE faz as construções gramaticais certinhas. Ele nunca engasga na hora de falar, chega recitando discursos inteiros na lingua do "countre" dele e ai de quem interromper. A única coisa que entrega é o sotaque. Já reparou?

Ele sabem tudo: past participle, perfect, phrasal verbs, irregular verbs, quando é has been, had had, but, however, whereas, therefore, thus, tudo! Pô, se o cara tem uma gramática tão boa, a primeira coisa que ele teria perdido seria o sotaque, não? =P

Whatever...



Escrito por Fábio Yabu às 01h13
[ ] [ envie esta mensagem ]


Old school

- Então ninguém gostava de mim na sexta-série? Tipo, ninguém tinha um "crush on me"? - perguntei eu, preocupado.
- Ah, naquela época ainda não tinha dessas coisas, né? A gente tinha onze anos, poxa. - ela respondeu.
- Sei. Mas eu gostava da Lígia. Achava que gostava, né? Mas era segredo, só se tornou público na oitava série.
- Ah, é? Nossa, ela era bonitinha.
- Eu até voltei a estudar lá por causa dela, acredita? Foi a maior cagada, o outro colégio era bem mais legal. Eu troquei uns e-mails com ela esses dias. Abriu uma rave.
- Você chegou a ficar com ela?
- Claro que não. "Estraga a amizade", hahaha.
- Básico. E a Dafne, lembra da Dafne? Você odiava ela.
- Hahaha, você lembra disso? Eu nem lembro porque. Por que eu odiava ela?
- Por causa de um trabalho... ela não fez a parte dela, a gente tirou sete e você ficou todo "meu pai vai me matar, meu pai vai me matar!". Cara, e a gente tinha tirado sete.
- Geez...
- Você lembra do Fernando? Nossa, ele ficou bonito!
- Ah, vá! Como pode? O do óculos?
- É!!
- O das... perebas?
- É, é! Tá o maior gatão.
- Caramba, quatorze anos. Quatorze anos é o que tem uma adolescente.
- Quatorze anos tem o meu afilhado.
- E o Felipe? Ele gostava do Guns and Roses. Hoje em dia...
- Hoje em dia eu vejo uns moleques com a camiseta do Guns e me sinto velho. Dá vontade de ir lá e dizer na cara dele: "Eu pedi o Use Your Illusion 1 e 2 de presente de dia das crianças quando eu era mais novo do que você, moleque!!"
- Não teve nenhuma banda depois do Guns que nem eles, né? Nada que valesse a pena.
- Ah, não do mesmo jeito. Tipo, teve o quê? Pearl Jam? Nirvana? Hoje tem Audioslave, Coldplay? Mas nenhuma banda tinha a magia deles. Eles nem eram tão bons. Nem precisavam.
- Eu fui no show deles do Rock in Rio, sabia?
- Ah, vá? Putz, eu queria tanto ter ido.
- Eu não perderia um show deles por nada. Mesmo que fosse só o Axl, gordo. Eu também queria ir no do Aerosmith qualquer dia...
- Aerosmith? Ah, pelamordedeus. Canta Cryin.
- Cryyiiiinngg...
- Agora canta Crazy.
- Crazyyyy...
- Agora canta Amazing
- Amaaaaziiing...
- É tudo igual, pô!
- Eu sei! Mas é legal...

Fazia anos que eu não tinha uma conversa tão gostosa... um beijo, minha querida Maya! ^_~

Escrito por Fábio Yabu às 01h00
[ ] [ envie esta mensagem ]


Gollum

Tem gente que é meio Gollum, sabe?

Se prendem a algumas coisas tão bobas e pequenas, as colocam na palma da mão e correm pra uma caverna, repetindo "My precious, my precious" sem perceber que o que elas pensam que possuem acaba as possuindo.

Pode ser a coisa que for. Dinheiro, bens materiais, hobbies, amor, sexo, carreira, fanzines. Eu realmente sinto muito por todos aqueles que levam as histórias dos Combo Rangers a sério demais. São apenas histórias, gente. Não se rebaixem por causa delas, respeitem a sua e a minha inteligência.

Eu vejo as pessoas me maledizendo nos comentários do blog, porque eu não atualizo mais o site, porque não escrevo mais histórias, e fico muito triste, não pelo que as pessoas dizem de mim, mas pelo que elas estão fazendo a si mesmas. Por causa de tão pouco.

Enquanto isso, eu vou levando a vida. Aluguei 4 filmes essa semana: Sete anos no Tibet (muito bom!), Escola do Rock (excelente, eu até esqueci que não suporto o Jack Black!), Peixe Grande e A vida de David Gale. Esses dois últimos ainda não vi, devo ver amanhã ou no fim de semana.

Sugiro aos Gollums de plantão que façam o mesmo. Aluguem bons filmes. Tenham conversas um pouco mais inteligentes. E arrumem uma namorada, pelo amor de Deus.

Escrito por Fábio Yabu às 23h14
[ ] [ envie esta mensagem ]


O episódio dessa semana...

... tem um pequeno problema. O título não aparece, nem as telas de "carregando", mas dá pra assistir. Na verdade, eu me lembro do dia em que terminei de desenhar essa história, no longínquo 1998... meu computador deu pau e acabei perdendo o arquivo onde estavam os desenhos "fonte". Resumindo, mesmo que eu quisesse eu não poderia mais arrumar os problemas da história. É isso! Volto mais tarde!

Escrito por Fábio Yabu às 13h58
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: coisas de irmão

Ontem a noite meu irmão me ligou dizendo que viria para uma balada em SP e que dormiria na minha casa. Ele disse que chegaria bem tarde, por isso pediu que eu deixasse a porta aberta.

Acordei às sete para atender ao interfone. Estranhei não ter visto meu irmão dormindo na sala. Liguei no celular dele, caixa postal. "Deve estar na casa da namorada", pensei.

E voltei a dormir, meio com a pulga atrás da orelha.

Daí acordei 10 e 30, preocupado. Fui até a porta do quarto, e nada de ver o Teco no colchãozinho que é a "cama" dele, no meio da sala.

"#@!#" disse.

Daí corri pro celular, ligando pra tudo quanto é número onde meu irmão poderia estar, e nada. Comecei a ficar realmente preocupado. Tinha ainda a possibilidade dele ter dormido na casa da namorada e não ter me ligado, mas o número do telefone estava aqui no escritório.

Mas ele tinha deixado claro que dormiria lá em casa! Ele havia pedido pra eu deixar a porta aberta! Ele sabe como eu sou, ele não faria isso sem me avisar!

Após alguns momentos de indecisão e uma preocupação crescendo em PG, resolvi levantar e correr pro escritório procurar o telefone da Ana.

Passo pela porta do quarto, olho em direção à porta da sala e uma imagem me assusta.

Um par de tênis. Ele não estava lá quando levantei às sete.

Meu coração dispara.

Dou mais um passo e então...

O japonês tava lá. Deitadão, só de cueca. Acontece que antes ele tava coberto e a anta aqui não tinha visto. ^_^'

Daí abracei ele, que acabou acordando com as palavras que saíam da minha boca sem parar. "ôo Yabu...ôo Yabu", dizia ele, sonolento e confuso, para me consolar. (sim, ele também me chama de Yabu).

Voltei pra cama e agradeci ao cara lá de cima por ter cuidado do meu irmão direitinho.

Escrito por Fábio Yabu às 23h52
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: Tudo de bom

Esse escrevi em 2001, para um amigo que achei que tivesse perdido. Brigamos feio. Hoje somos irmãos, de novo.

-----------------

Amor. Paz. Amizade. Compreensão. Saber ouvir. Saber entender. Gostar. Honestidade. O que é certo. Eu amo. Eu adoro. Eu te amo. Eu te adoro. A brisa do outono. 21 graus. Dizer sim. Ajudar. Eu te ajudo! Eu te amo! Entenda. Eu te entendo. Calma. No stress at all. Respeite.

Um sorriso sincero. Um abraço ao sair de casa. Um beijo ao voltar. Um telefonema. Eu te amo. Um pão de queijo no caminho. Deixa que eu pago.

Eu confio. Zelo por você.

Choro por você.

Me importo.

Ame o próximo.

O próximo joga uma pedra. Estenda a mão. Sorria!

Sorria sempre. Supercampeão!

Calma.

Quero dormir. Quero ouvir. Quero sorrir!

Palavras. Sem sentido.

Sorrisos que dizem tudo. Eu sorrio!

-------------------------

Não te esqueças. Eu te quero bem.

Escuto.

Paz. Muita paz. Muitos sorrisos no teu caminho, muitas lágrimas, quase todas de alegria! Um futuro brilhante. Uma estrada bonita, cheia de flores, feita de sinuosas pedrinhas brancas, onde dá pra andar descalço e massagear os pés enquanto a brisa bate em teu rosto.

A brisa, sempre ela.

Ela sempre esteve lá. Sempre estará, e é isso que quero para ti!

Que ela refresque teu rosto todos os dias. Que leve embora tua mágoa, tua dor. Que leve embora as nuvens que insistiram em nublar teu caminho, e te mostrem o quão lindo o sol pode ser...

...que do lado de tua estrada, belas árvores te façam sombra e que um belo lago te refresque nos dias mais quentes. Ao cair da noite, encontrarás um abrigo confortável, e dormirás ouvindo a canção as aves noturnas, dos grilos, dos sapos.

Não terás insetos pentelhos para te incomodar.

Somente vagalumes, pois teu caminho é de luz enquanto trilhares o caminho do bem, o caminho das pedrinhas brancas.

O futuro é brilhante, e nele há muitos vagalumes para embelezar teu sono.

Acredite nas pessoas! Ame! Goste! Adore! Elas gostam de ti. Fizeste por merecer.

Caminhaste tanto. Lutaste contra monstros e dragões.

Sorriste!

Apertaste a mão alheia.

Apertaste a mão de quem não lhe queria bem e transformaste o inimigo em irmão.

Tentaste. Foste bom.

-------------------------

Escute. Escute mais do que diz. Não fale muito. Ouça.

Porque teu irmão tem muito a te dizer. E você tem muito o que escutar.

Palavras machucam.

Mas escute mesmo assim. Vale a pena.

Ele te quer bem.

Não há vilão. Há um final feliz, um pote de ouro no final do arco-íris para aqueles que acreditarem.

Eu acredito.

Eu acredito em ti.

E te perdôo.

-------------------------

Chore. Chore muito, pois é bom chorar. É bom sentir. É bom viver.

Carregue contigo tuas lágrimas. Litros e mais litros. E, durante teu caminho, vá as despejando e deixando-as para trás.

Que tuas lágrimas te tragam alívio. Que teu sorriso o traga aos outros.

É o que mereces. É o que vieste fazer aqui, nesse mundo de ódio, rancor, dor, sofrimento, injustiça, gente falando alto, gente gritando, gente brigando, gente morrendo.

Vieste sorrir!

Vieste despejar tuas lágrimas, vieste sentir a brisa bater em teu rosto, vieste sonhar com os vagalumes à noite.

Vieste caminhar.

Vieste viver.

Viver.

-------------------------

Eu vivo! Eu quero.

Contigo.

-------------------------

Me importo. Não podes ver. Não me importo.

-------------------------

Fazer o bem. Ser do bem.

-------------------------

Não ser do mal. Falar baixo. Escutar. Ouvir. Entender.

-------------------------

Quer ajuda?

Eu sei. Eu entendo.

E ajudo. Não precisava pedir, eu já estava fazendo.

Não precisa agradecer, não!

Mas leva pros outros.

Estenda a mão também, e saiba que quem fez isso por ti fez com sinceridade.

Fez com amor.

Fez com um sorriso no rosto e amor no coração.

Amor. Amor de irmão.

Minha mão. Eu estendi. Pode pegar.

-------------------------

Ter o poder nas mãos e só lutar pelo bem.

Lute! O poder está contigo.

Deus está contigo.

Eu estou contigo.

Nós estamos contigo, e vamos torcer com toda força, vamos acenar nossas bandeiras e gritar "whuhuuuuuuuuuuuu" quando estiveres lá lutando.

Esqueça o que te ensinaram. Te ensinaram a odiar. A desconfiar.

Aprenda uma lição ainda mais antiga!

Aprenda a amar. A confiar.

Confio em você.

-------------------------

Vou pra casa. O supermercado fica pra outro dia. Deixo aqui a mágoa. Amanhã volto com um sorriso.

Até amanhã.

Escrito por Fábio Yabu às 23h49
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: Eu contra a felicidade

Ah, essa vida de supervilão...

Já fiz muitas coisas terríveis. Não paguei a taxa do lixo, acabei com os fanzines, com os Superamigos, com o Natal, os sonhos e a Wanessa Camargo. Só não acabei com o Felipe Dylon porque.. bem, eu gosto daquela música "ôoo menina deixa disso..."

A minha próxima grande maldade é acabar com aquilo que a humanidade e os poetas mais querem: a felicidade.

Não quero que ninguém seja feliz. Nem você, nem eu, nem minha mãe, nem ninguém.

No novo mundo, construído à minha imagem, controle e semelhança, todo mundo vai ser japonês, careca, feinho e ninguém vai ser feliz.

A partir de agora, estou substituindo a felicidade pela plenitude.

Enquanto você fica aí, amarradinho, suspenso em cima de um enorme caldeirão incandescente que vai acabar com a sua felicidade, eu vou explicar qual é a diferença entre ser feliz e ser pleno. Pra começar, um segredo:

Essa história de ser feliz para sempre não existe. Ninguém é feliz para sempre ou mesmo por muito tempo. Nem mesmo as crianças. Do contrário, não nos preocuparíamos tanto em fazê-las felizes o tempo todo.

Pois a felicidade é uma coisa passageira, extasiante, gostosa, mas por definição, temporária. É algo que você até consegue se quiser, se buscar. Depois você acaba perdendo-a, e tendo que buscar em outro lugar.

Já a plenitude é diferente. Ela é permanente, serena, é um estado de graça que, por mais que você busque, você nunca alcança. Mas se ao invés disso, você deixar que ele venha até você, ah, pode crer que ele vem.

Tirar férias é ser feliz. Trabalhar com o que você gosta é ser pleno.

Assistir a um bom filme é ser feliz. Assistir ao nascer do sol é ser pleno.

Ler a um bom livro é ser feliz. Viver uma bela história é ser pleno.

Acabar com os Superamigos é ser feliz. Ficar o dia inteiro sentado no alto de uma montanha, tomando uma taça de vinho vendo o Aquaman ser chicoteado é ser pleno.

Ser pleno é ter todas as coisas que Mastercard não pode comprar.

Então, eu, no direito de supervilão e líder da Legião do Mal, revogo permanentemente a felicidade humana. A partir de hoje, todo mundo vai ser pleno. E tenho dito.

Agora, se me dão licença, tenho um homem-peixe para chicotear, ao som de "ôoo menina deixa disso...".

Escrito por Fábio Yabu às 23h41
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: Eu, destruidor de sonhos

Na minha infindável luta contra as forças do bem, resolvi criar mais uma terrível arma para acabar com aqueles malditos Superamigos.

É simples. Não se trata de um raio congelante (muito caro e corrói a camada de ozônio), muito menos kryptonita (dá câncer).

Basta destruir-lhes os sonhos! Basta eu dizer para aquele pateta do Superbobo: "Você não pode ter filhos porque nem sequer tem 46 cromossomos!" ou para o Batbobo: "Estatisticamente o mundo jamais será um lugar sem crime!".

Pronto! Acabou! Viu como é fácil destruir sonhos?

Principalmente os de mentira. Mas os de verdade, nem supervilões como eu, nem pais, nem professores, nem ninguém consegue destruir. Desistir de um sonho por causa de outrem é admitir que eles valiam ainda menos a opinião alheia.

Hummm, mas quem sabe um raio encolhedor... ?

Escrito por Fábio Yabu às 23h41
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: Eu, vilão

Andam falando coisas engraçadas sobre mim. Que sou inimigo dos fanzineiros, traidor da raça humana, anticristo, membro da Opus Dei, seguidor do capeta, reencarnação de Hitler, petista.

Tudo porque tenho uma opinião diferente do que chamam de "senso comum".

Como vêem, meu plano deu certo. Agora é só esperar sentadinho no meu QG, o Salão do Mal, gargalhando histericamente enquanto observo num telão de 2000 polegadas a raça humana se destruir.

"Olha lá, aquele cara ali não gosta de fanzines!" - bomba nele. "Judeu! Judeu! " - crucificação na certa! "Aquele não gosta do Batman!" - guilhotina. "Aquele torce pro Parmera!" - perdeu os testículos. "Aquele outro ouve Wanessa Camargo!" - câmara de gás (bom, esse eu confesso, fui eu que mandei).

Enquanto isso eu continuo rindo, levando a vida uma boa no Salão do Mal. O maior dos meus problemas é Solomon Grundy, que também quer calças...

Escrito por Fábio Yabu às 23h41
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: a melhor coisa que fiz hoje..

... foi acordar às 5:30 da manhã. Estava meio sonolento, mas não o bastante para continuar na cama. Olhei pra fora, ainda estava escuro e o sol começava a pintar de amarelo os espaços entre as nuvens.

Não perdi tempo, escovei os dentes, tomei um copão dágua (faz bem, apesar de não descer direito logo cedo), pus uma blusa e corri pra rua.

A cor das nuvens já estava mudando, indo prum vermelho amarelado. O céu era uma mistura de preto com roxo. O legal também era reparar como essa luz fraquinha reagia com as cores do ambiente. O vermelho era mais brilhante, o azul e o lilás pareciam acender. Eu já estava a três quadras de casa quando começou a acontecer.

O nascer do sol.

Cara, eu adoro ver o sol nascer. Sempre que posso gosto de olhar. Uma vez vi do avião. Era lindo ver ele nascendo por cima das nuvens. Numa hora, estava tudo claro à minha frente, mas era só olhar para trás e ainda era noite.

Todo mundo deveria parar pra ver o nascer do sol de vez em quando. Não é a mesma coisa que o pôr. Não tem barulho, não tem carro, é friozinho (pelo menos em SP), o ar é diferente, a luz é diferente, o som é diferente. É mágico.

Depois que o sol nasceu ainda caminhei por quase duas horas. Fui até a Praça Vinícius de Morais, um lugar cheio de verde aqui pertinho de casa. Dei altas voltas, pensando na vida, pensando em nada, cantando Lisa Loeb, pensando na vida, pensando em nada. Parei na padaria pra tomar um suco, e às 8:30 da manhã, meu dia começou.

Escrito por Fábio Yabu às 23h40
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: Amor ao próximo

Uma coisa que as pessoas dizem e repetem mundo afora é que a gente tem que ter amor ao próximo e estender a mão a ele.

Eu discordo.

Eu acho que ajudar ao próximo não tem que ter nada a ver com Amor. É muito fácil ajudar a quem se ama. Até morrer por quem se ama. Mas e aos outros que a gente sequer conhece?

Não sou hipócrita. Eu já vi um menino de 15 anos morrer de câncer. Quando ele morreu, tínhamos nos falado três ou quatro vezes. Eu o amava? Não, não amava. Sofri porque ele morreu? De jeito nenhum. Eu rezei para que ele agora esteja num lugar melhor (tenho certeza que está), e fiquei aliviado por todo aquele sofrimento ter finalmente acabado.

Mas não foi porque eu não tinha uma relação afetiva com ele que deixei de visitá-lo no hospital e ter tido a honra de distraí-lo por um punhado pequeno de minutos. Se dependesse de Amor, pelo menos da forma que o conhecemos mais habitualmente. nada disso teria sido possível.

O Amor precisa de tempo, energia e abrigo para florescer. A fome não, nem a dor. São fáceis, rápidas e letais. Talvez por isso elas estejam vencendo. Não deixe que o Amor seja incoscientemente uma desculpa para não se fazer o que é certo.

Escrito por Fábio Yabu às 23h39
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: ser grato a

Com o passar do tempo, passei a entender melhor o sentido de você ser grato por alguma coisa.

Os católicos/cristãos ensinam que a gratidão tem um quê de medo. Que a gente tem que ser grato a Deus pela comida que tem, pela roupa que veste e tal. Ponto pra eles. Mas discordo que Deus me deixaria pelado se eu não agradecer clara e especificamente em minhas orações pela minha camiseta do Bob Esponja.

Já os orientais têm um sentido mais amplo para a gratidão, já desprovido do medo. Você tem que ser grato pelo amor e também pela dor. Tem que aceitar e se alegrar por cada ganho e cada perda. O que também tem seu lado bom, mas isso pode ser facilmente confundido com conformismo, o famoso "aconteceu porque Deus quis" dos cristãos.

Ser grato não é ter medo, nem tentar ser educado ou gentil, muito menos ser conformista e passivo.

Eu acho que ser grato é ser pleno e sincero. Que não tem sua razão de ser na educação, política, medo ou conformismo. Ser grato pra mim é ser feliz com tudo de bom e ruim que a vida nos traz. entender o propósito das coisas e de si mesmo, e ao mesmo tempo sempre buscar o melhor, aproveitando e valorizando o potencial que nos foi dado.

Escrito por Fábio Yabu às 23h38
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: Peça tocada...

Quando criança eu gostava muito de jogar xadrez com meu pai. Nunca ganhei uma partida do velho, o máximo que conseguia era um empate ou uma partida um pouco mais demorada, inevitavelmente perdida.

Às vezes, quando eu estava levando uma surra, com apenas umas quatro ou cinco peças e o jogo praticamente perdido, meu pai virava o tabuleiro e trocava de lugar comigo. Surra de novo.

Uma das lições mais importantes que aprendi jogando xadrez com ele é que "peça tocada é peça mexida". Se você tocar a peça mas mudar de idéia uma fração de segundo depois, tem que mexê-la do mesmo jeito. Não tem volta. Assuma seu erro e vá até o fim com ele, honre a sua palavra.

E recentemente reparei que isso influenciou muito a minha vida (mesmo quando parecida estúpido). Quando tomo uma decisão que afeta outras pessoas, mas me arrependo depois, vou até o fim. Só na outra rodada é que eu tento "consertar" a cagada. Por exemplo, outro dia eu passei um endereço errado para o motoboy, que por duas vezes tentou fazer uma entrega (tudo bem que ele podia ter me perguntado antes de ir a segunda, duh!). Mas na terceira, eu mesmo peguei o material e levei pessoalmente. Fazer o quê? Errou, assuma!

Escrito por Fábio Yabu às 23h37
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: Amor e Ódio

Pouco antes do surgimento do Homem, o Amor e o Ódio se encontraram para conversar sobre o tempo que se aproximava. O Amor, sempre otimista, começou:

- O Homem será uma criatura fantástica. Amará as artes, a música e a literatura.

O Ódio, triste pelo fardo que teria que carregar, aparentemente injustificável em sua própria essência, lamentou:

- Como pode dizer isso? O Homem odiará desde o momento que deixar o ventre. Odiará o frio, a fome, a dor! Seu nascimento será marcada por lágrimas e sangue.

- Sim - respondeu o Amor - mas não se esqueça de que todo Homem nascerá de um ato de Amor.

- Não, meu bom amigo. Nós dois lemos no livro do Criador. Nem todo Homem nascerá do Amor. Haverá aqueles que nascerão do Ódio.

- Mesmo aqueles que nascerem do Ódio, aprenderão a Amar durante suas vidas! Tenha um pouco de fé, amigo! O Homem espalhará sua semente, a semente do Amor, e está destinado a cobrir esse mundo como um grande tapete colorido. Como... flores!

- Flores? O Homem não será como as flores, que amarão suas cores. Dê a ele uma cor diferente, e ele logo estará odiando aquele que é diferente de si. Também não será como os animais, que amarão seus criadores. Dê-lhe mais de um criador, ele logo perseguirá e matará todos aqueles que crerem em outro Deus.

Por um instante, o Amor, que sabia que tudo aquilo também era verdade, hesitou:

- Está me dizendo que tudo o que o Homem precisa é uma pequena desculpa para odiar?

- Sim! Meu fardo é pesado, meu bom amigo. Cabe a mim distribuir o Ódio ao Homem, e eu devo dizer que minha tarefa será muito fácil. O Homem odiará quando houver uma boa desculpa. Por causa da cor, por causa da terra, por causa do ventre. Até mesmo você será motivo para isso. O que amará o Sol odiará o que ama a Lua, o que amará o verde da mata odiará o que ama o azul do céu.

Então, o Amor ponderou e respondeu:

- E é isso que diferencia nosso trabalho, amigo. O Homem só precisa de uma desculpa, uma pequena diferença entre seu semelhante para odiar. Já o Amor pode ocorrer entre semelhantes, entre iguais, entre opostos.

Quando ele for improvável, é que sua verdadeira natureza vai se mostrar. Quando houver poucas chances de crescer, ele crescerá, e será mais forte.

Minha missão realmente é mais difícil que a sua, mas o Criador me deu uma irmã caçula. Disse que ela me ajudará.

Seu nome é Esperança.

Escrito por Fábio Yabu às 23h34
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: Meu sonho bisonho

A música "Like a Prayer", da Madonna, tem uma parte que diz: "É como um sonho, sem começo e nem fim." Pois é, mas alguns sonhos meus são esquisitos, eles têm começo, meio e fim, alguns até enredo, do tipo que o que acontece no começo do sonho influencia no final. Teve uma vez que sonhei uma história completa do Batman, onde ele ia até as montanhas onde o Coringa cumpria pena de prisão perpétua. No final, os dois morrem, e apareceu FIM e tudo. Hahahah.

Pois é, hoje tive mais um sonho desses.

Eu sonhei que o LION, dos Thundercats, estava enfrentando um inimigo pra lá de poderoso. Ele já havia derrotado todos os Thundercats, mas por algum motivo, ele não os machucava, apenas atordoava e capturava. O Lion levou a maior surra desse cara, e, no final, foi revelado sua identidade: ele era o próprio Lion, vindo do futuro. Ele disse que voltou para ensinar ao jovem Lion que ele precisava ser forte, mas que alguns tipos de força só vinham com o tempo; portanto também deveria ser humilde e deixar a arrogância de lado(!!).

Então, eles se abraçaram, o Lion do futuro voltou. Mas, sem antes, ele vir falar... COMIGO. Ele disse que havia vindo de lá, e que me contaria o que quisesse. Então eu perguntei:

"Valeu a pena?"

E ele respondeu:

"Claro que valeu, você sabe disso! Mas seja paciente, a estrada é longa."

Wow.

Escrito por Fábio Yabu às 23h31
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos: Minha casa da madrinha

A Casa da Madrinha, de Lygia Bojunga Nunes é um livro que conheci tarde, quando muito do meu pensamento já havia sido atrasado e cristalizado pelo mundo em que vivemos e pela vida adulta que veio tão de repente.

Mas felizmente, ainda há algo em mim capaz de entender pelo menos uma parte dessa obra tão importante e complexa.

A história fala de um menino, Alexandre, e seu pavão, que partem em busca da casa da madrinha, um lugar mágico, onde todos os seus sonhos podem ser realizados. Não quero falar muito do livro, pois só mesmo lendo para entender.

Me perguntei como seria a minha casa da madrinha... como seria um lugar mágico de onde eu não precisaria sair nunca mais.

É uma casa, não muito grande, não. É maior em comprimento do que em largura, e tem quatro quartos, uma sala grande, uma cozinha e um quintal enorme, com uma parte coberta e uma descoberta. Nesse quintal, apelidado de "barracão", tem bicicletas, alguns quartinhos para guardar tranqueiras e um onde ficam livros e gibis de todo tipo. É pequeno, mas lá cabe tudo o que já foi escrito e o que ainda não foi.

No barracão também tem uma árvore, alta e formosa, que dá frutas de todo tipo. É. É só subir e pegar. Bom pra dias em que você está indeciso sobre o que comer. Debaixo dessa árvore, fica a casinha do cachorro, que não tem nome. É um filhote de pastor alemão, lindo, que nunca cresce, nunca deixa de brincar e nunca fica doente.

Os quartos são confortáveis, com camas macias e quentinhas, perfeitas para aconchegar quem a gente ama e quer bem. Parece que é o seu coração que esquenta a cama, pro seu pai, pra sua mãe. É legal.

A cozinha é como qualquer outra, com fogão, panelas e tal. Os armários estão sempre cheios, você nunca precisa fazer supermercado.

Na sala, tem uma mesa grande, que não é muito usada, porque se come no sofá mesmo, a não ser quando tem visita. A mesa é mais usada por mim mesmo, para desenhar e escrever. Se bem que, quando estou a fim, pego o notebook e vou escrever no quarto, ou no barracão.

Mas o mais legal da minha casa da madrinha, é que, apesar de você nunca precisar sair de lá. de vez em quando você pode ir dar uma volta num ENORME campo com um lago que fica bem em frente à casa. Lá é um lugar lindo, ensolarado, onde bate um vento geladinho. Dá pra ler, brincar, correr, nadar, pescar. Dá pra fazer quem você ama feliz. Quando não tem ninguém na casa, estão todos lá. E vice versa.

Você sempre sabe que eles estarão lá. Sempre.

E todos os dias são felizes, na minha casa da madrinha.

Escrito por Fábio Yabu às 23h25
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crássicos

Enquanto o sono não vem, resolvi republicar alguns textos meus, já que não consegui importar pelo UOL Blog. Tão aí, com o subtítulo "Crássicos". Tchau!

Escrito por Fábio Yabu às 23h18
[ ] [ envie esta mensagem ]


638

Tá, 638 amigos no orkut. E o que eu faço com isso?

Escrito por Fábio Yabu às 23h03
[ ] [ envie esta mensagem ]


Vamos fugir?

Quero fugir. Te espero na rodoviária. Posso de sexta ou fim de semana. Não demora! Tchau!

Escrito por Fábio Yabu às 22h37
[ ] [ envie esta mensagem ]


Coragem

Tem coisas que precisam de coragem. Quase tudo, na verdade. Errar, acertar, perder, ganhar. E nem sempre a coragem vem. Pode levar anos pra você conseguir fazer algo que realmente queria, no meu caso, foram sete.

Uma vez eu escrevi para ela. "Você sabe que eu nunca te machucaria." Ela tocou meu ombro, me devolveu um papel escrito "Nem eu." Eu devolvi um ":)" e a amizade seguiu em frente. Mas palavras sempre foram inúteis, e brigamos de novo.

Queria poder dizer que nem lembro porque, mas eu lembro. Foi por causa de um garoto temperamental e inexperiente, que não sabia nada de nada da vida e de vez em quando, saía dando patada nos outros. Bom, esse garoto era eu.

Daí eu olhava para ela, longe, perto, e fingia que não via. Fingia que não me importava por não ter mais com quem fazer fofocas nem rir da ironia da vida, da estupidez dos relacionamentos, da inevitável estrada para a velhice. E olha que a gente não tinha nem 20.

Procurava saber dela. Quando sabia, ficava feliz. Torcia. E admito que ficava um tanto quanto preocupado.

Um dia ela foi embora e eu nem fiquei sabendo. Eu também tomei meu rumo. Droga. Estava errado. Não devia ser assim. Dor, dúvida. Foi tudo o que restou. Não devia ser assim.

Até que um belo dia, um turco maluco chamado Orkut Buyukkokten resolveu criar um site em suas horas vagas, e ele acabou me dando a segunda chance que eu precisava. Teve um empurrãozinho dela, mas assim que pude, agarrei com todas as forças a possibilidade de esquecer o passado e retomar aquela bela amizade.

Fui até o local combinado, liguei no celular dela. "Tô chegando, peraí!". Sentei. Esperei. Estava tranquilo. Minutos depois, vi lá longe uma silhueta magra, andando calmamente, ainda sem rosto. Antes mesmo de ele aparecer, veio o sorriso, e eu então sabia que era ela. Mesmo sem a tradicional camiseta e sainha branca, com a qual eu tinha sonhado um dia antes. Queria ter esperado sentado só pra fazer tipo, mas acabei levantando e então, pela primeira vez em sete anos nos vimos novamente.

"Oi!"

"Oi! Deixa eu te olhar. Nossa, você está linda!"

"Você emagreceu!"

Hoje ela está casada. Continua linda e surpreendentemente imune à gordura pós-nupcial. Continua igual. Segundo ela, eu também, mas eu acho que era só gentileza. Ficamos a tarde inteira fazendo fofoca. Rindo da ironia da vida, da estupidez dos relacionamentos e da agora mais próxima do que nunca estrada para a velhice. Que acaba de ficar um pouco menos dolorosa e muito mais divertida.

Obrigado, Lê.

Escrito por Fábio Yabu às 14h53
[ ] [ envie esta mensagem ]


Cara...

... maior legal esse "Britney Spears Megamix". Os refrões mais grudentos da cantora numa só música, hahaha! Ouvi sem querer outro dia e agora não me sai da cabeça.

Eu sou um caso perdido!

Escrito por Fábio Yabu às 14h41
[ ] [ envie esta mensagem ]


Quanto mais eu escrevo...

...mais eu percebo o quanto as palavras são inúteis e traiçoeiras, forças do caos, incontroláveis.

Tem gente que diz que não me reconhece mais, que eu mudei... só por ler os meus textos no blog. Pra começar, quem nunca passou pelo menos uma tarde conversando comigo não pode dizer que me conhece, quanto mais dizer que eu mudei!

Julgar, julgar... é tudo o que as pessoas fazem. Julgam pelo que as outras vestem, ouvem, escrevem. Às vezes me pego em situações extremamente desconfortáveis, com gente me julgando por causa das minhas opiniões a respeito de filmes inúteis como Rei Arthur. Come on! Vá ao cinema comigo, depois vamos jantar e tomar um café. O que eu achei do filme é o de menos, afinal, a Internet transformou qualquer mané sem ter o que fazer em crítico de cinema. Eu incluso, claro.

Sonhar. Eu sempre falei do sonhar. Eu sei bem o poder dessa pequena palavra, e justamente por isso, deixei de falar nela. Para não corrompê-la, para não simplificar algo tão grandioso em um simples texto, um gráfico, uma pizza. Muita gente diz que aprendeu a sonhar comigo, o que eu acho muito enaltecedor. Eu daria um abraço apertado em cada uma dessas pessoas, mas, por favor, não contem com isso. Não contem comigo. Sonhar se aprende sozinho. O máximo que você consegue de outros são dicas, sinais.

Combo Rangers? No orkut reclamaram que eu nem falo mais neles. Ué, mas eu vou falar o que? Só se eu virasse fanboy de mim mesmo e fizesse especulações, porque simplesmente não há nada para ser dito por enquanto. Não tenho escrito nada sobre eles, não tenho pensado em nada, porque a minha cabeça está em outra. Os Combo Rangers foram (são) uma parte importante da minha vida, mas na boa, minhas pernas, braços e sanidade são muito mais. Eu não vivo em função do meu trabalho, das malditas palavras ou das coisas que tanta gente espera de mim. Se você pensar bem, é muito egoísmo esperar de quem quer que seja uma manifestação artística ou literária não-espontânea. Quando eu voltar com os Combo Rangers, eu volto. Até lá, quero emagrecer um pouquinho, e me divertir pra valer.

E sugiro que todo mundo aqui faça o mesmo!

Escrito por Fábio Yabu às 14h54
[ ] [ envie esta mensagem ]


Mais Gmail

Ganhei mais alguns convites para o Gmail. Quem quiser, me mande um e-mail no endereço yabu@yabu.com.br, dizendo por que você quer uma conta lá. Peço isso porque tem muita gente querendo um Gmail há meses, mas sempre tem nego que quer só porque "é de graça". Não adianta postar nada aqui nos comments, ok?

Escrito por Fábio Yabu às 22h44
[ ] [ envie esta mensagem ]


Sideways

Uma delícia de filme. Simples, honesto, transparente. Tipo "Closer - Perto Demais" e, assim como este, não é um filme para "qualquer um".

O filme conta a história dos quarentões Miles e Jack. O primeiro é um professor de ginásio, que tenta há anos publicar um livro, sem sucesso, e Jack, que está a uma semana de seu casamento e apavorado com a idéia. Ambos resolvem fazer uma viagem de seis dias, em que vão celebrar a amizade ao sabor de garrafas e garrafas de vinho.

A premissa pode até te levar a pensar que se trata de um filme leve ou gentil, mas não é nada disso. Miles é um cara quase insuportável, depressivo, fracassado e medroso. Não há razão aparente para ninguém se apaixonar ou se identificar com ele, e acho que esse é um dos grandes lances do filme. Ele não te força a gostar ou deixar de gostar de ninguém, nem a torcer pelo mocinho ou bandido. É um filme sobre um cara fracassado. Pode ser como você ou não, mas isso pouco importa.

E, como são quase duas horas falando sobre problemas e vinho, nada melhor que sair do cinema e apreciar uma bela taça acompanhado de bons amigos. E foi isso que acabei fazendo, o que tornou minha sexta-feira memorável.

Escrito por Fábio Yabu às 01h12
[ ] [ envie esta mensagem ]


Em busca da Terra do Nunca

Oh, boy.

Acabei de chegar do cinema. Fui assistir a "Em busca da Terra do Nunca", inspirado no livro "The man who was Peter Pan", que por sua vez é inspirado na vida de James Mathew Barrie, criador da famosa obra.

O que eu achei? Putz, adorei. Achei muito bonito mesmo. O filme tem um roteiro gostoso (embora meio "amarrado" e previsível em alguns pontos), uma direção competente e uma história fascinante. Pena que se trata de uma adaptação, ou seja, muitos fatos foram colocados, tirados ou alterados drasticamente, então não dá pra saber exatamente o que é "real" ou não. Independente disso, o filme é uma delícia.

Minhas ressalvas: acho que Johnny Depp não está em sua melhor performance. Digo, ele está ok, mas não é nenhuma atuação genial como as que ele mesmo se acostumou a nos dar. O filme também usa alguns recursos bem facinhos e banais para fazer você chorar, meio que em detrimento da história. Mas passa.

Escrito por Fábio Yabu às 00h55
[ ] [ envie esta mensagem ]


Sobre a gente

Eu não sei como você chegou até aqui. Talvez seja meu amigo, talvez tenha lido algo sobre mim ou de minha autoria, talvez a gente tenha se esbarrado por aí, ou talvez eu até tenha te magoado alguma vez.

Talvez eu tenha me apaixonado por você. Talvez você tenha visto algo em mim.

De tanta gente que passou pela sua vida, eu espero ter significado algo para você, e que a recíproca seja verdadeira.

E espero também que a gente se encontre de novo por aí. Numa tarde ensolarada num parque qualquer. Longe daqui. Longe de casa. Sem querer, de repente.

Espero que você me ligue quando estiver pra baixo, e que comemore comigo quando eu estiver pra cima.

Espero que não espere nada de mim.

Eu não sei como você chegou até aqui. Foi a vida? O caos? O vento? O táxi?

Não importa. A partir daqui, a gente segue a pé. Até o horizonte. Com alguns reais no bolso pra tomar um café ou um suco de abacaxi. Sem hortelã, por favor.

Saiba que estou feliz por você ter vindo...

... mas se abrir a boca pra falar de animes, rua.

Escrito por Fábio Yabu às 22h39
[ ] [ envie esta mensagem ]


Top 5 "Coisas que eu gritaria em cima do Monte Everest:"

"Kal-El, it is time!"
(Jor-El)

"I'm going to Hollywood!!"
(Candidatos a American Idol)

"Everybody be cool, this is a robbery!!"
(Pulp Fiction)

"IARNOOOUUU..."
(Solange, BBB 4)

"DADINHO É O C***, MEU NOME É ZÉ PEQUENO, P***!!"
(Zé Pequeno, Cidade de Deus)

E você?? As frases mais legais ganham... uma estrelinha de "Fã" no orkut!

Escrito por Fábio Yabu às 12h38
[ ] [ envie esta mensagem ]


Crianças

Hoje eu estava conversando com meu "sobrinho" de 12 anos. Daí ele vira pra mim e diz:

"Tio, quando eu olhava as palavras em inglês, sabe o que eu pensava?"

No mesmo instante fui dragado no tempo e levado até meus 8 ou 9 anos. Respondi:

"Que está tudo ao contrário, e é só inverter que você consegue ler, né?"

"É!"

Será que todo mundo também pensava isso?

Escrito por Fábio Yabu às 12h28
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil





BRASIL, Homem



Histórico
01/05/2006 a 31/05/2006
01/04/2006 a 30/04/2006
01/03/2006 a 31/03/2006
01/02/2006 a 28/02/2006
01/01/2006 a 31/01/2006
01/12/2005 a 31/12/2005
01/11/2005 a 30/11/2005
01/10/2005 a 31/10/2005
01/09/2005 a 30/09/2005
01/08/2005 a 31/08/2005
01/07/2005 a 31/07/2005
01/06/2005 a 30/06/2005
01/05/2005 a 31/05/2005
01/04/2005 a 30/04/2005
01/03/2005 a 31/03/2005
01/02/2005 a 28/02/2005
01/01/2005 a 31/01/2005
01/10/2004 a 31/10/2004




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis