YabloG


Filosofia de táxi

Adoro conversar com taxistas. É uma relação engraçada, porque o cara não é teoricamente obrigado a conversar com você, e, mesmo que vocês conversem sobre coisas bacanas, é só o tempo de você chegar ao seu destino e chega. Nem um minuto a mais. O cara pode ter o segredo da vida, mas eu é que não vou esperar enquanto ele não desligar aquele taxímetro.

De vez em quando os taxistas me soltam umas que me fazem pensar. Hoje ouvi uma ótima. Como parou de chover em São Paulo depois de 15 dias, o clima acabou sendo a pauta do dia. O cara vira pra mim e diz:

"Todo mundo reclama da chuva. Mas olha ali na frente, tá vendo o mato? As árvores? Tudo fica mais bonito depois da chuva."

Fantástica.



Escrito por Fábio Yabu às 16h02
[ ] [ envie esta mensagem ]


O Casamento de Romeu e Julieta

Não vi, não vou ver, e nem gostei!

Me diz, pra que eu vou sair de casa pra ver esse filme se o trailer já mostra tudo? Romeu é oftalmologista. Corintiano. Ele se apaixona por Julieta, Palmeirense. Pra não ficar chato, ele diz que é palmeirense também. Daí ele conhece a família da moça, todos palmeirenses, com exceção da mãe, que odeia futebol. O pai da moça fica encantando pelo rapaz, mas descobre que ele é corintiano. Dá o maior rolo, mas no final eles fazem as pazes e Romeu casa com Julieta!

Cara, dá pra acreditar? Não é nem a falta de originalidade que me incomoda. Mas eles mostraram TUDO isso que falei aí em cima, e mais um pouco, no trailer! Onde já se viu mostrar o final do filme em trailer??

Escrito por Fábio Yabu às 17h35
[ ] [ envie esta mensagem ]


Coisas que me assustam...

A humanidade em geral, me assusta. Se tem 46 cromossomos, já é motivo pra eu olhar torto. Agora, tem um tipo específico de ser humano que me assusta mais que a menininha de "O Chamado". São os vizinhos.

Já reparou? Tem coisa mais assustadora que vizinho? Você olha pela janela, vê aquele gordo seboso, sentado no sofá vendo o Jornal Nacional. Brrrr! E no elevador, então? Você entra, fala "bom dia!" e as pessoas respondem com aquele olhar esquisito. Se for o gordo seboso então, eu nem entro, vou de escada.

E quando o vizinho te liga? Cara, meu condomínio tem exatos 288 apartamentos. Interligados por um sistema de ramal. Para falar com a portaria, o zelador, ou o vizinho, basta discar o número do prédio seguido do número do apartamento.

Toda vez que o ramal toca eu me escondo. Só pode ser vizinho! Eles me acharam!!

Quando vizinho te liga, nunca pode ser coisa boa. Ou é pra vender doces de Minas, ou é pra vender Natura, ou é pra chamar pra reunião de condomínio ou então pra brigar.

Certa vez, um vizinho pediu para o segurança me avisar que o táxi que eu tinha pego bateu no carro dele. Dado o recado, usei o ramal para ligar pro sujeito e dizer: "Será que eu posso ir aí no seu apartamento?" e tudo o que eu queria era obviamente me desculpar.

- "Peraí! Pera aí embaixo que nós vamos conversar! Lá na portaria! Tô descendo!!"

Ai, meu Deus. Daí o cara desce, eu desço também, vamos até a portaria, felizmente cercada de seguranças. Daí o cara começa:

- Porque isso foi um absurdo! O táxi bateu no meu carro, e agora? As câmeras filmaram tudo, pode ver!! Mostra pra ele! Mostra! - apontando pro guardinha na guarita.

- Tá bom, tá bom, não precisa mostrar nada, eu acredito em você. Me fala em quanto vai ficar o conserto.

- Você não tá entendendo!! O carro BALANÇOU com o impacto! Tá tudo gravado!

- Tá bom, não faz mal, me fala quanto foi. Aceita cheque?

- Porque eu moro aqui faz sete anos e tô saindo mês que vem!! Não quero arrumar confusão agora, mas isso foi um absurdo, o condomínio proíbe entrar de táxi e...

...

E o cara falou, falou, falou. Fiquei até sabendo qual era a velocidade da câmera, de onde ele vinha, pra onde ele ia. E tudo o que eu queria era fazer a porcaria do cheque e subir...

Humanos. Humpf.

Escrito por Fábio Yabu às 17h20
[ ] [ envie esta mensagem ]


Acabou-se tudo

Distribuí todos os meus convites pro Gmail, infelizmente não teve pra todo mundo, mas quando eu ganhar mais eu aviso aqui, ok? E, por favor, parem com essa mania de brasileiro de "ah, o que é? é de graça? então eu quero!".

Oras!

Escrito por Fábio Yabu às 16h53
[ ] [ envie esta mensagem ]


Minhas aulas de inglês

Essa semana tive a minha primeira prova, hahaha. Devia fazer uns 7 anos que eu não fazia uma. Foi divertido. Engraçado ver como as pessoas ainda esquentam a cabeça com essas coisas. Se nem pro vestibular eu estudei, eu lá ia estudar pra prova de inglês? Enquanto isso tinha aquelas pessoas tentando aproveitar os minutos do intervalo para dar uma última repassada na matéria... eu, hein?

Eu acho contraditório estudar para uma prova. Ela deveria servir para avaliar o que você aprendeu nas aulas, não no quanto conseguiu decorar no intervalo. Não acham? Enfim, eu e o sistema educacional nunca nos demos bem.

Escrito por Fábio Yabu às 00h56
[ ] [ envie esta mensagem ]


Gmail

Alguém aí quer uma conta no Gmail? Quem quiser escreve aí nos comentários que eu mando convites!

Escrito por Fábio Yabu às 00h51
[ ] [ envie esta mensagem ]


Shrek 2

Assisti essa semana. Não estava a fim de ir até o cinema pra assistir. E... mé. Tão fraco, previsível e besta quanto o primeiro. Com a voz do Bussunda então, ninguém merece. Eu passo.

Escrito por Fábio Yabu às 00h49
[ ] [ envie esta mensagem ]


Continuando...

Acho que não me fiz muito claro no último post.

Quando eu falo sobre não querer olhar com detalhes para o passado, não é sobre a dor que estou falando. A dor é uma consequência, apenas isso, assim como a saudade.

O que eu falo sobre ler sobre o passado, principalmente coisas extremamente pessoais, é mais ou menos como tentar descrever o nascer do sol. Você não consegue fazer isso. É impossível, pois ele não pode ser descrito com palavras. Eu fatalmente vou dizer que ele é lindo. Mas ele não é lindo. Apenas é. Assim como o passado. Quanto mais detalhes sobre ele eu (re)descobrir, mais longe estarei da verdade.

Por isso guardo o livro bem guardadinho. Deu pra entender agora?

Quanto à minha "Galerinha Fera", eu tenho reencontrado alguns amigos. Essa semana fui almoçar com a Aline, que sempre foi uma gracinha e hoje está ainda mais linda. Fomos almoçar e saímos do resturante às 7 da noite, hahaha. Foi muito bacana. É engraçado notar como os papos mudam com o tempo, mas essencialmente continuam os mesmos. Por exemplo, se antigamente a gente saía e não tocava no assunto "aula", hoje a gente faz a mesma coisa com o assunto "trabalho". A gente conversa sobre besteira, sobre nada, sobre tudo. Mas esses assuntos "chatos" ficam de fora.

Eu me pergunto como vai ser daqui a 20, 30 anos. 10 passaram num pulinho. Espero que eu continue tendo assunto para almoços tão longos. "Ah, amanhã eu vou no geriatra!", "Meu netinho de três anos pôs um pierging no mamilo" e assim por diante. ^_~

Escrito por Fábio Yabu às 00h47
[ ] [ envie esta mensagem ]


Meu primeiro livro

Antes de escrever o livro das Princesas do Mar, eu já havia escrito um livro. Foi no final do terceiro colegial, junto com meu amigo Fabiano. Relatamos secretamente tudo o que havia acontecido durante aquele mágico ano de 1996. No final do ano, entregamos uma cópia para cada um da nossa turma, nossa "Galerinha Fera".

Após nos despedirmos na praia, com um monte de sonhos na cabeça e já marcando o próximo encontro, voltei para casa com um enorme sentimento de perda. Guardei o livro junto com meus gibis velhos e nunca mais o toquei.

E ele está lá, até hoje, guardado em Santos. Esse fim de semana voltei pra lá e resolvi dar uma arrumada no armário, quando o encontrei. Bastou uma página, um "Yabu, Feliz 97!" para que eu fechasse o livro rapidamente e guardasse bem no fundo do armário.

Não dá. Algumas memórias têm que ser guardadas para sempre e lembradas vagamente. Tem coisas que não podem ser reconstruídas. Ler novamente aquelas páginas, tão ricas em detalhes, tão descritivas e passionais vai trazer cores, sons e cheiros a memórias que já são suficientemente dolorosas nos tons suaves que pintei em minha mente.

Ano que vem vai fazer 10 anos. Ouch. Isso dói.

Escrito por Fábio Yabu às 13h17
[ ] [ envie esta mensagem ]


American Idol

Viva! Começou a nova temporada de American Idol, o que acabou salvando a minha TV por assinatura do total esquecimento. Eu sei que quase ninguém aqui assiste, mas eu adoro! É muito engraçado, no começo é só palhaçada conforme os candidatos vão sendo destruídos na frente das câmeras por Simon Cowell e seus amigos. Mas depois, quando ficam os caras bons mesmo, o negócio esquenta e fica muito legal. Quem já viu Fantasia Barrino cantando sabe do que estou falando.

E o Gene Simons vai ser um dos juizes! Hahaha, essa eu quero ver!

Escrito por Fábio Yabu às 00h04
[ ] [ envie esta mensagem ]


Orkuts da vida

Cara, impressionante, cada dia me chamam pra uma nova comunidade-febre da Web. Beltrano, Link, Chance, mais uns três ou quatro que nem lembro o nome. Na boa, jogo todos os convites no lixo. O Orkut sozinho já dá um trabalhão, eu lá quero mais sarna pra me coçar? Já vou avisando, nem adianta me convidar.

Escrito por Fábio Yabu às 00h01
[ ] [ envie esta mensagem ]


Closer

Olha... eu vi "Closer - Perto demais" (como eu odeio esses subtítulos em português, argh!). Se eu gostei? Oh, yeah! Adorei! Achei o filme uma delícia, excelente, ótimas atuações e diálogos, mas, MAS...

... tome muito cuidado! O filme NÃO é o que a maioria das pessoas pensa, incluindo dezenas, DEZENAS de velhinhas que assistiram à mesma sessão que eu. Não é porque tem Jude Law e mais importante, Julia Roberts que o filme é outro "Uma linda mulher". Muito pelo contrário, o filme é uma baixaria só, pesada mesmo. É mais baixaria que xingar a mãe de coxinha e o pai de empadinha. Os diálogos são repletos de palavrões e referências a sexo, genitália e... secreções, que fazem Quentin Tarantino parecer o Gizmo, dos Gremlins.

Mas EU gostei muito, e talvez isso não seja necessariamente um bom sinal. Bom, não sei se tem censura, e, mesmo que não tenha, eu só vou deixar meu filho assistir depois que ele tiver pelo menos 23 anos. Assista por sua conta e risco!

Escrito por Fábio Yabu às 23h42
[ ] [ envie esta mensagem ]


Huuuum....

Como diriam os americanos... just in case. =P

O vídeo de "O chamado 2"

Escrito por Fábio Yabu às 01h25
[ ] [ envie esta mensagem ]


TV a cabo

Me dói o coração toda vez que olho meu extrato bancário e vejo que saiu um cadinho de dinheiro por causa da TV a cabo, quando eu raramente ligo a TV. Estou pensando seriamente em cancelar o serviço. Não tenho visto nem Smallville, nem Whose Line is It Anyway, nem nada.

Mas daí penso em todas as coisas boas que não aproveito nela, como os seriados citados acima, os desenhos da Nick, o Discovery Channel, Seinfeld, Everybody loves Raymond... que eu posso até não assistir, mas eles estão ali, disponíveis. Tem também os filmes em Pay-Per-View, que são mais baratos e mais práticos do que alugar na locadora... ai ai... que dúvida cruel.

Vamos ver o que acontece. Acho que esse ano assisti umas três horas de TV. Semana que vem começa o American Idol, quem sabe eu não me anime em voltar a assistir?

Escrito por Fábio Yabu às 14h33
[ ] [ envie esta mensagem ]


Everybody's gotta learn sometimes...

Está sendo muito legal voltar a estudar. Eu estava sentindo um pouco de falta disso. Cara, eu tenho lição de casa pra fazer. Uau! Fui superbem na minha última prova de redação, e semana que vem tem prova! Hahaha!

As aulas lá são bem legais, e a escola fica do lado do escritório. É só atravessar a rua, descer uma quadra e pronto, estou na sala de aula. E ainda assim, consegui me atrasar uma vez, mas eu estava do outro lado da cidade, com chuva, no horário do rush e sem poder usar meus poderes. Acontece.

Escrito por Fábio Yabu às 14h06
[ ] [ envie esta mensagem ]


Versão brasileira...

Uma das muitas coisas que não entendo nessa vida são as traduções de nomes de filmes. Tudo bem, nem todo mundo fala inglês e alguns realmente necessitam de tradução como "The Shawshank Remdeption" (Um sonho de liberdade), "Lemony Snicket's A series of unfortunate events" (Desventuras em série) e assim por diante.

Mas eu simplesmente não entendo o fetiche de alguns tradutores de consertar o que não está quebrado. Por exemplo, "Kill Bill", que virou "Kill Bill - O som vibrante da vingança" (???). Até parece que eu vou no cinema e falar: "Por favor, me vê uma inteira e uma meia de Kill Bill - O som vibrante da vingança!". E "A volta ao mundo em 80 dias", que agora também se chama "A volta ao mundo em 80 dias - uma aposta muito louca"?

Esses humanos...

Escrito por Fábio Yabu às 09h48
[ ] [ envie esta mensagem ]


Tempo, mano velho

A coisa mais difícil no mundo é me ver bravo, nervoso, numa vibração diferente. O consolo nessas horas raras e bem desagradáveis é que geralmente só fico bravo com que eu amo muito. Se eu não me importo com você, certamente não vou perder minha saúde e meu tempo encrencando contigo.

De uns tempos pra cá, parei de brigar com alguém que eu nunca me dei muito bem. Alguém que estava comigo desde que eu nasci, me olhando de longe, sempre se fazendo presente, se mostrando e falando do que eu tinha feito.

O tempo.

Um monte de gente já tentou explicar o que é o tempo, sem muito sucesso. Teorias e teorias, comprovadas ou não, muitas vezes contraditórias, mas unânimes em um aspecto: de que não somos mais que grãos de poeira esparramados no espaço-tempo. Quase imperceptíveis, irrelevantes.

Antigamente, eu corria feito um louco para escrever, desenhar, pintar. Falava ao telefone com a caneta da mão enquanto pintava uma página e fazia mais duas ou três coisas ao mesmo tempo. Virava a noite trabalhando, correndo contra um tempo que, bem... nem era tão importante assim. Na verdade ele só queria é ser meu amigo.

O jeito que eu lidava com o passado também era complicado. Eu vivia tentando evitar olhar para trás e ver que o tempo me sacaneou. Que ele havia tirado de mim amigos, amores, magia. Que todo aquele lance de eterno, pra sempre, não é uma prerrogativa minha, e sim, dele.

O futuro sempre foi brilhante também, pelo menos pela minha perspectiva. Não que eu tenha me decepcionado, até porque acho que tudo saiu como "planejado". Mas o futuro rapidamente se enquadraria na categoria acima, "passado". E o tempo não iria desistir até que eu estivesse sozinho, sem mais nada nem ninguém.

Então eu sentei com ele e comecei a conversar. Comecei a escutar o que ele me dizia, sobre aquele momento especial que durou alguns minutos, sobre a dor que durou anos, sobre a alegria que ainda estava por vir. Foi então que percebi que o tempo não era meu inimigo. Que o famoso "correr contra o tempo" é mais uma das infelizes frases chavões que pela simples força da expressão, podem acabar com você.

Percebi que o tempo não era meu inimigo. Mais que isso, que ele era meu amigo. Invisível. Que ele nem sequer existia, mas que, se fosse pra existir, que fosse a meu favor, oras.

A primeira coisa que fizemos juntos foi pegar meu potinho da ansiedade e jogar fora. Ah, esse foi que foi uma beleza. Hoje não fico mais ansioso, por nada. Me sinto até frio às vezes. Mas é porque comecei brincar com o tempo, com as variáveis da equação, e a jogar o futuro no passado. Por exemplo, se amanhã tenho uma reunião importante, ao invés de pensar nela, imagino que ela já aconteceu, e que estou já a uma semana de distância. Veja, não é uma fórmula, um método, uma terapia. Não gosto de nenhuma das coisas. É apenas uma percepção que tive, talvez outras pessoas também a tenham.

Bom, depois que joguei fora o potinho da ansiedade, usei o tempo para perceber a relevância de um monte de coisas ao meu redor. Olhei para tudo e pensei no que realmente importaria para mim em 10, 15 anos. E não vi quase nada. O resto, joguei no lixo.

E a faxina está rendendo. Com o tempo ao meu lado, também aprendi sobre aqueles momentos especiais que teimavam em ser eternos. Eu não sei se eles serão ou não, só sei que chega de poesia, cartas, confissões, segredos, taxidermia emotiva. Não vou mais eternizar nada, nem prever o futuro. Meu amigo é melhor nisso do que eu. Se "viver o agora" não fosse um chavão tão horrível e contraditório, já que o agora não existe mais, eu certamente o usaria.

Bom, talvez sobre alguma coisa que nem eu nem o tempo vamos conseguir nos livrar. Mas só porque eu não quero e sou burro.

Ou porque é pra sempre, mesmo.

(Burro de novo)

Escrito por Fábio Yabu às 01h26
[ ] [ envie esta mensagem ]


Filmes

Nos últimos dias dei uma surtada e vi um monte de filmes, alguns que já deveria ter visto, outros que acho que não precisava ter me dado ao trabalho. Vamos lá, alguns rápidos comentários a respeito deles:

Meu tio matou um cara
Filmes sobre adolescentes geralmente são com os jovens fazendo reflexões improváveis e bem colocadas sobre a vida, ou então falando de sexo e peidos. "Meu tio matou um cara" não se encaixa em nenhuma dessas categorias, aliás, não se encaixa em nada: você não sabe se é uma comédia, se é um filme romântico ou policial. Achei fraco, bem fraco. Atuações ruinzinhas, diálogos repetidos e sem graça e uma trama bem bestinha. Espere sair em DVD...

Uma noite alucinante (Evil Dead 2 - Dead by dawn)
Finalmente me redimi de um grande erro: nunca ter assistido Evil Dead. Sangue jorrando pra tudo quando é lado e muito humor negro justificam a fama desse filme como um dos maiores clássicos dos filmes de horror de todos os tempos. Fabuloso!

Um drink no inferno (From dusk till dawn)
Tudo bem, eu já assisti a esse filme umas 30 vezes e acredito que saiba todos os diálogos de cabeça. Mas é sempre bom compartilhar essa alegria com os amigos, e essa semana assisti novamente em DVD com meu querido amigo Alexandre. Ambos acabamos concordando que o primeiro filme de Quentin Tarantino é "Pulp Fiction", e o segundo, "Um drink no inferno". Bem mais legal que Kill Bill, tá?

O chamado (The Ring)
De novo? É, de novo! Me deu vontade de ver filmes de terror e mandei ver logo nesse que é um dos melhores dos últimos anos. Vi pela terceira vez, e o filme continua assustador e fascinante. Só espero que a continuação faça jus ao primeiro. Cara, eu me lembro das pessoas berrando de medo no cinema nos últimos minutos do filme. Berrando mesmo, de pavor. Quando vi pela primeira vez, fiquei quase uma semana com aquela maldita menina na cabeça. Eu tinha medo de olhar para as janelas, os espelhos e ver a danada lá! Maior legal!!! Seven days!

Antes do amanhecer/Antes do pôr-do-sol (Before Sunrise/Before Sunset)
E o melhor ficou por último. Assisti na mesma semana "Antes do amanhecer" e "Antes do pôr-do-sol", para poder aproveitar ao máximo a história de Jesse e Celine, dois estranhos que se conhecem num trem na Europa e descobrem que têm muitas coisas em comum. O encontro muda a vida dos dois para sempre. Tudo é um grande diálogo entre eles. Imagina, ficar olhando pra um cara e uma moça falando sem parar durante quase duas horas e depois uma hora e meia?

E é maravilhoso. Os filmes passam voando, e quando termina você anseia por muito mais. Mais uma prova de que o cinema (e a vida) não são feitos de fórmulas prontas, roteiros manjados, pontos de virada, atos, sacadinhas. Viva a espontaneidade e a sinceridade!



Tive um dia cheio hoje. Do que, não sei. Só sei que estou com sono e cansado. Boa noite pra vocês!

Escrito por Fábio Yabu às 22h22
[ ] [ envie esta mensagem ]


Escola

Eu confesso. Nove anos depois de concluir o colegial, eu admito publicamente: eu sempre fui um péssimo aluno.

Mesmo que na primeira série tenha sido o aluno do ano. Mesmo que na segunda eu não tenha tirado uma única nota que não fosse "A" em todas as provas, de todos os bimestres. Mesmo que eu tenha ganhado inúmeros concursos de desenho e redação, esse monte de baboseira que ensina a competir ao invés de cooperar. Mesmo que eu tenha ganhado bolsas de estudo por meu desempenho em inglês. Mesmo que eu tenha passado em primeiro lugar num "vestibulinho", mesmo que eu tenha dormido numa das cinco provas de vestibular que prestei e passado em todas. Minhas notas nunca eram diferentes de A a B ou 8 a 10. A primeira nota vermelha veio por pura farra no segundo colegial. Apenas para saber como era. Quando eu vi que não doía, mandei ver e meu boletim começou a gangrenar. Mas era só eu mexer um dedinho e pimba, literalmente tudo ficava azul e eu passava de ano direto, pronto para fazer tudo de novo no ano seguinte...

Eu sempre ia bem em tudo e sempre fui um péssimo aluno (na minha concepção, é claro, os professores me adoravam) porque a escola nunca foi um desafio para mim. Sempre levei a escola com a barriga, mesmo que ela só tenha aparecido aos 19 anos. Abria o caderno meia hora antes da prova e já bastava para tirar um 8, 9. Dez talvez, mas daí teria que ser duas ou três horas antes. Tinha dia que eu nem levava caderno pra aula. Pra quê, gastar papel? Eu já sabia as regras do jogo, a escola queria de mim um 10 e eu seria deixado em paz, para desenhar, ouvir música no walkman, ler gibis, conversar e jogar tarot no recreio. Eu dava pra ela o 10 que ela queria, eu eu tinha todas as mordomias que os "bons" alunos tinham. Eu era praticamente um deputado, um marajá, mamando nas tetas do governo e da diretora (que nojo!).

Por isso que eu acho que a escola não deu certo para mim. Acho que Escola não tem que ser massante, repressora, controladora, negociadora. Tem que desafiar, conquistar, mostrar caminhos ao invés de dogmas. Não tem que ensinar a ser "competitivo", nem "preparar para o mundo de hoje". Deus me livre colocar o meu filho numa escola que prepara ele pra um mundinho que nem esse. Eu quero que ele seja "cooperativo" e "mude a zona que está lá fora, urgente, antes que eu me mude para Birigui".

Os melhores professores que eu já tive na vida eram aqueles que saíam de trás da mesa e sentavam junto com os alunos. No mesmo nível, de igual para igual, como todo ser humano deveria ser. Pena que tive poucos.

Eu tive um professor na faculdade que dava nota 10 para todo mundo da sala e presença em todas as aulas. O que ele pedia em troca? Que quem não estivesse a fim da aula se levantasse e saísse. Essa é uma das atitudes mais sensatas que já vi em um professor, num mestre. Porque é claro, quem ia para a faculdade para fumar, beber e zonear, levantava na hora. Só ficava quem realmente queria aprender, eu incluso, com mais quatro ou cinco pessoas... de 30.

Quer mais uma prova de que eu sempre fui um péssimo aluno? Minhas professoras sempre disseram que eu era bom em redação. Só não percebiam que eu dava uma maqueada no final, que eu sempre colocava uma gracinha ou algo besta só pra não perceberem que eu não sabia como terminar o texto. Eu as chantageava com uma gracinha. Trocava, na cara dura, um 10 por uma risadinha.

E continuo fazendo isso, até hoje.



Viu?

Escrito por Fábio Yabu às 00h50
[ ] [ envie esta mensagem ]


Para denunciar os males da verdade e do amor!

Bom, já perdi as contas de quantas maldades já fiz desde que virei supervilão. Já acabei com os Superamigos, as Meninas Superpoderosas e agora adiciono mais um objetivo à minha listinha de atrocidades: vou capturar o Pikachu.

Para isso, me alistei à Equipe Rocket, e, como meus colegas Jesse e James, vou denunciar os grandes males da "verdade" e do amor.

Para começar, "verdade" deveria sempre ser escrita entre aspas. Não existe "verdade", muito menos absoluta. Quem disser que está dizendo uma "verdade" incontestável, certamente está mentindo, mesmo que muitas vezes não saiba disso.

Antigamente, a verdade era que a Terra era plana. Que, se você navegasse num navio em linha reta por muito tempo, cairia num abismo cedo ou tarde. E era incontestável, porque afinal, fazia sentido. E o mundo era um lugar mais seguro. Foi só descobrirem que a Terra era redonda que deu no que deu.

Newton achava que o tempo era uma linha reta, que corria em paralelo com o espaço. E comprovou por A+B, e funcionou. Virou uma verdade. Foi só chegar o Einstein e pronto, o espaço-tempo virou uma coisa só, curva. A prova? Mais cálculos. E mais verdades. Ele por sua vez achava que "Deus não joga dados com o Universo". E não é que o Stephen Hawking comprovou que ele joga?

Aliás, sobre Deus dizem muitas outras verdades metafísicas. Cada povo tem a sua, basta escolher, pôr na sacola e levar. Alguém está errado? Acho que não. Até os ateus tem sua dose de verdades.

A verdade são apenas palavras sem valor que lhe são ditas. A única maneira de experimentar a verdade, ou pelo menos chegar razoavelmente perto dela, é descobrindo-a por si só, sem palavras. Do contrário, alguém pode (e vai) desmentí-la, cedo ou tarde.

Você não encontra Deus numa igreja, numa bíblia. Encontra indícios dele, pistas soltas, às vezes sem valor. Mas procure dentro de si. Experimente a verdade por si mesmo e você verá o quanto as palavras são inúteis e desajeitadas.

O zen, por exemplo. Ninguém pode explicar o que é o zen, o que é meditação. Já está dentro de você. Tudo o que for dito serão mentiras, porque o zen é o nada mais puro e mais pessoal que uma pessoa pode experimentar.

Escola? Valha-me Deus, ninguém ensina nada em escolas, principalmente aqueles professores demasiadamente presos em "verdades", provas, chamada oral. Uma prova não prova nada, apenas que você estudou feito um louco no dia anterior e acertou um punhado de questões sobre a tabela periódica numa folha de papel. Agora me diga, qual é a divisão nuclear do carbono? O que fez José Bonifácio, mesmo? Que eu saiba era o nome do meu vizinho em Santos... verdade, ou não?

Nem o nascer do Sol escapa. Eu poderia dizer um monte de coisas sobre o nascer do Sol, que tanto gosto de olhar. Que as nuvens ficam roxas depois vermelhas, que as cores à minha volta ficam mais vibrantes, que o ar é geladinho mas vai esquentando devagar, que ao lado de quem você ama tudo fica mais colorido e o sol brilha ainda mais. Bonito? Talvez. Verdade? De jeito nenhum. Tenho certeza de que se você ver o Sol nascer, dependendo do dia, da hora, do humor, terá uma leitura totalmente diferente e, digamos, verdadeira.

Briga de namorado. "Ah, você sempre acha que está certo(a)!" e vice-versa. Um lado acha que o outro acha que é dono da verdade, quando os dois têm sua porção de culpa, de verdade, de mentiras. Engraçado que quando as pessoas percebem isso os relacionamentos ficam ou melhores ou piores. Deve ser a tal da verdade, que faz com que a pessoa pare de imaginar ou julgar o que a outra está pensando.

E o dinheiro? É uma das maiores mentiras já criadas pelo homem. Quer ver? Tire mil reais da poupança e deixe na gaveta. Daqui a 5 anos, quanto você vai ter lá dentro? Mil reais, certo? Errado! Alguém inventou uma "verdade" chamada juros, que "come" seu dinheiro, por mais que as notas tenham ficado guardadas bonitinhas dentro da gaveta. Intactas.

Juros, tempo (ou a falta dele), pressa, stress, mentiras, poesia, religião... tudo são pequenas "verdades" criadas pelo homem. Até o amor, que sempre foi avacalhado pelos poetas, românticos e pela Legião Urbana.

Não que o amor não exista. Aliás, eu acho que sou um dos poucos entusiastas a respeito dele. E se você também é, há de convir que o amor verdadeiro não precisa e nem exige palavras, poesias, provas. É como o amor de mãe. Minha mãe nunca me escreveu uma carta de amor, e confesso que seria meio estranho se ela o fizesse. E não há palavra que expresse o sentimento sagrado que nos une. Talvez "porescapricitosetildatitimentesca", mas essa não vale porque eu acabei de inventar.

Mais um motivo para tomar cuidado com as palavras, tão traiçoeiras. Dizer e ouvir que se ama alguém é deveras perigoso. É muito mais seguro e sensato não se preocupar muito com elas e sim com a ação.

Então, quando o assunto for verdade ou amor, fique sempre com um pé atrás. No caso desse texto, com os dois. Não acredite em verdades, em extremos, em convenções, em estatísticas, tabelinhas, infográficos, nada disso. É melhor ficar quieto e descobrir essas coisas, tão importantes, por si só. Olhando, procurando, sentindo, respirando, vivendo.

Enquanto isso, vou atrás do Pikachu.

Escrito por Fábio Yabu às 23h36
[ ] [ envie esta mensagem ]


Café

Não me admira que Joanne K. Rowling tenha escrito o primeiro Harry Potter num café. Sem dúvida, são os melhores lugares para se escrever. O lugar é calmo, você tem uma mesinha minúscula na sua frente (sem espaço para colocar tranqueiras, coisas que te distraiam), a qualquer hora você pode tomar um café e comer um croissant, não tem TV, telefone, nem nada para te atrapalhar. Eu adoro cafés. E padarias aconchegantes. Às vezes saio de casa de manhã cedinho, vou até a padaria Quintas do Morumbi ou a Delícias da Colméia, só para tomar um cafézinho. O McCafé também é bom, mas não tem nenhum por aqui... -_-

Escrito por Fábio Yabu às 23h33
[ ] [ envie esta mensagem ]


Eu contra os filmes

Tem gente que diz que eu sou chato com filmes, que só sei falar mal. Mas não é isso, em absoluto. Meu problema é com filmes que seguem obsessivamente os tais "três atos", introdução, conflito e resolução, "gravadas em placas de bronze por Syd Field" (Manual de Roteiro, da Fic, lançado pela Conrad ano passado).

É sempre a mesma coisa, geométrica, milimetrica e entediantemente chata! Nos primeiros 20 minutos, temos o primeiro ato, onde somos apresentados ao personagem principal e seu problema. Junto com o problema temos a tal "sacadinha número 1". Depois, temos o segundo ato, com talvez uma "sacadinha número 2" e o personagem partindo para o seu desafio. Depois, temos a resolução, onde o personagem se lembra das "sacadinhas" número 1 e 2, e consegue matar o filme, para o deleite da platéia e desespero da minha parte.

O que eu quero dizer é: por que raios nos últimos momentos do filme o personagem principal tem que se lembrar daquilo que alguém falou pra ele nos primeiros 20 minutos, ou perceber que o vilão tem o mesmo cagüete do seu amigo gago de infância, convenientemente escondido lá no começo da história? Pra quê? Pra você falar "Ahhhh"? Eu não. Eu digo "Méeee".

É chato. Massante. Não te desafia, não te leva para nenhum lugar novo. Pode analisar, a grande maioria dos filmes é assim. Nem todos são ruins, confesso, como "O Exterminador do Futuro 2" e "Os 12 macacos". Mas acontece que esse modelo já deu o que tinha que dar. Hoje em dia não rola assistir a "Piratas do Caribe", "Demolidor", "Minority Report", "Eu, Robô" e tantos outros que só procuram seguir a regrinha sagrada e pronto. Temos um filme ruinzinho, mas que ainda surpreende um ou outro gato pingado.

Por isso prefiro filmes que não seguem essa regra, e por isso mesmo são mais soltos, espontâneos, naturais, honestos. Veja por exemplo o filme da minha vida, "Encontros e desencontros". Qual é o "desafio dramático" do personagem principal? Aliás, quem é o personagem principal? Cadê as sacadinhas número 1 e 2? Não tem nada disso, e o filme é mágico. Ou então, "Amnésia", aquela doideira alucinante e muito louca. "O Clube da Luta", "O Agente da Estação", "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança", "Pulp Fiction", "Cidade de Deus", e tantas outras obras-primas que jogam no lixo a tal fórmulazinha mágica. Mesmo "Homem-Aranha 2", é genial justamente porque é ousado, não é preso a tantas convenções, o Homem-Aranha só sai na porrada com o Dr. Octopus depois da metade do filme, o filme é lento, não é só porrada, e flui que é uma beleza. Tem é claro uma "sacadinha" ou outra, mas usadas adequadamente para contar a história, não pra arrancar um "Ahhhh" sonolento da platéia.

Aliás, sonolento tô eu. Boa noite, crianças.

Tau!

Escrito por Fábio Yabu às 00h59
[ ] [ envie esta mensagem ]


Back to school

Minhas aulas de inglês começaram hoje. Foi muito bacana. Logo que entro na escola já reencontrei duas amigas, que coincidentemente iriam começar hoje também, mas em turmas separadas da minha.

Bom, logo depois tive uma pequena surpresa: fui informado que a minha turma (Advanced 2) não estava completa, portanto a classe não seria aberta. Minha alternativa era refazer o teste que fiz semana passada para me classificar para a turma mais avançada (Advanced 3). E não é que fui melhor na Advanced 3 do que na 2? Achei ótimo, assim pulei mais um semestre e agora estou a dois dos níveis mais overpower, como o Michigan.

Minha turma parece ser bem legal. Caí numa sala onde o professor tem uma coleção de 2000 livros de ficção científica. Tema da aula? Stephen Hawking, cujo livro estou lendo agora e... consumismo! Coincidência? Com certeza, não! ^_~

E viva a sincronicidade!

Escrito por Fábio Yabu às 22h11
[ ] [ envie esta mensagem ]


As aventuras do "rapaz da informática"...

Já que o Cássio "Spekkio" Mini-Me adora tirar uma com a minha cara, vou contar mais uma situação engraçada que passei por causa do meu alter-ego, o "rapaz da informática".

Há alguns anos dei uma entrevista pro Fantástico, falando sobre o meu trabalho com os Combo Rangers. Alguns de vocês devem ter visto. Enfim, na semana seguinte fui para o Rio de Janeiro, participar de uma feira... e não é que um senhor me pára no meio da rua e diz:

"Ei, você não é o cara que apareceu no Fantástico semana passada? É, eu vi você! E vou te perguntar uma coisa, porque eu sei que você entende!! Por que o meu CD-ROM não abre???"

Eu queria voltar pra São Paulo nadando. -_-"



Escrito por Fábio Yabu às 14h18
[ ] [ envie esta mensagem ]


Mais sobre o escrever...

Gente, fiquei realmente preocupado. Algumas pessoas me mandaram e-mails achando que estou ficando meio lelé, que quero jogar tudo pro alto e que não curto meu trabalho de escritor.

Devo dizer que eu AMO escrever. E que amo meu trabalho, e que não vou largá-lo tão cedo. Pra mim, escrever é brincar de ser Criador e criatura, é criar mundos e vidas pelo simples deleite de contar uma história. De servir. E, o melhor de tudo, é que não tenho chefe. Quem sou eu pra reclamar? ^_~

Seja escrevendo os Combo Rangers, as Princesas do Mar, o blog ou o que for, escrever é uma delícia, que me mantém são, íntegro e paga as minhas contas.

O que eu disse no post sobre o matemático é que meu único problema é que às vezes me pego roteirizando a minha vida pela simples força do hábito. Isso sim é um saco. Porque eu acho que a vida não se divide em atos nem capítulos, não tem roteiro nem pegadinhas, não tem tramas paralelas nem arqui-inimigos. A vida é o agora. E sobre o agora ninguém pode escrever, porque ele já passou.

Certamente faço essa palhaçada toda porque sou jovem e imaturo. Mas um dia passa.

Afinal, estou jogando meus potinhos fora.

Escrito por Fábio Yabu às 00h30
[ ] [ envie esta mensagem ]


O Pequeno Príncipe

Sabe quando você sabe que um livro é bom? Quando depois de lê-lo você começa a associar com tudo que está à sua volta.

Um dos livros que têm esse poder fenomenal é o Pequeno Príncipe, que certamente você já leu, do contrário eu já teria apertado um botãozinho escondido na minha cadeira e te mandado pro meu calabouço, com direito a um som engraçado e risadas forçadas ao fundo.

É um livro mágico, assustadoramente simples e transformador. Alegre e triste, muito triste. Ele te abre os olhos e faz ver que as pessoas não podem reconhecer o desenho número 1, porque foram corrompidas e diminuídas pela sociedade. Porque deixaram de ser pessoas e se tornaram empregos, deixaram de ver o próximo e passaram a ver só roupas. Por isso faço questão de usar camisetas surradas e calças amassadas na maior parte do tempo. Escandalizei algumas pessoas muito queridas no último Ano Novo, ao aparecer com uma velha camisa branca da Hering. Ficaram tão preocupadas com o que eu vestia que quase esqueceram de comemorar. E é lógico, isso só serviu pra eu fazer ainda mais birra e continuar esculhambado. Oras.

Não que eu ande "maloqueiro" o tempo todo. Bom, na verdade eu ando. Mas e daí? Eu não sou o que visto. As roupas não fazem o homem, e se o porteiro do meu prédio quiser continuar achando que eu sou o "rapaz da informática", fazer o quê?

As associações com o livro vão muito mais longe. Basta olhar à sua volta e ver que o mundo está cheio de bêbados, reis, homens de negócios. Cada um preso a um planetinha minúsculo. Às vezes eu me assusto quando vejo gente da minha idade, que cresceu e estudou comigo, mas que morreu, lá atrás e hoje é um corpo inerte numa baia de escritório. É difícil lidar com isso.

Mas não cabe a mim julgar ninguém. Cada um faz de sua vida o que acha que é certo. Eu vou sair por aí procurando o Pequeno Príncipe. Dizem que ele mora no fundo do mar. Talvez a Polvina o conheça, da próxima vez que eu encontrá-la vou perguntar.

Apenas um último comentário: pra mim, "O Clube da Luta" é o Pequeno Príncipe para adultos. Não acha? ^_~



Escrito por Fábio Yabu às 22h44
[ ] [ envie esta mensagem ]


Muito obrigado...

... a todos que comentaram sobre a minha carreira de matemático. Podem ficar sossegados, isso não vai acontecer, até porque eu sou péssimo em exatas.

Tudo o que me resta é seguir em frente, escrevendo minhas histórias, sorrindo e sofrendo com elas. "É meu dom, é minha maldição", como diria nosso amigo Peter Parker. ^_~

Esse ano pretendo lançar mais dois livros. E tem mais uma GRANDE história pra contar. Vocês não vão acreditar... me aguardem.

Escrito por Fábio Yabu às 22h38
[ ] [ envie esta mensagem ]


E o Último...

O Último é uma história de amor.

Escrito por Fábio Yabu às 21h48
[ ] [ envie esta mensagem ]


Hot hot hot

Está fazendo um calor infernal em São Paulo. E o pior é que não dá nem pra dizer que a culpa é da Marta.

Escrito por Fábio Yabu às 20h30
[ ] [ envie esta mensagem ]


Ser roteirista/escritor

Eu queria ser matemático.

Seria bem mais fácil. O problema de ser escritor é que você fica o dia inteiro pensando numa história. Brincando com seus próprios sentimentos e frustrações, escondendo seu amor e sua dor nas suas palavras, numa terapia estranha e pra lá de dolorosa.

Não é fácil escrever, principalmente se você faz isso com o coração. Quantas vezes eu já fui o Fox, a Lisa, o Ken, e repetia para mim mesmo que as coisas tinham sim, que dar certo no final. Quantas histórias de dor foram disfarçadas de situações engraçadas envolvendo os Combo Rangers e agora, as Princesas do Mar.

Escrever é como uma doença. Aquilo começa pequeno, depois vai se espalhando. Pelo seu corpo, pela sua casa, pela sua vida.

Estou de saco cheio de me pegar na desagradável situação de estar roteirizando a minha própria vida... geralmente, sem um motivo aparente, sem um ganho real, motivado apenas pela estúpida força do hábito. Soltando frases de efeito, discutindo com palavras que não são minhas, fazendo conscientemente com que conversas evoluam para um sorriso e então um abraço apertado, ao som de uma baladinha adolescente.

É por isso que eu queria ser matemático. Ao invés de frases de efeito, eu comprovaria tudo com cálculos. Ao invés de narrações, eu faria gráficos. A vida seria muito mais fácil, eu não seria tão chato e talvez eu fosse um cadinho mais sincero.

Escrito por Fábio Yabu às 00h33
[ ] [ envie esta mensagem ]


O teste Robin Williams

Sabe como você pode fazer para saber se um ator está bem em seu papel? Muito simples. Substitua-o pelo Robin Williams. Se o personagem continuar "funcionando", é porque tem algo errado.

Por exemplo: não dá pra imaginar o Robin Williams em cima de um olifante metendo flecha no coco do bicho. Mas dá pra imaginar ele fazendo qualquer papel já interpretado por Ben Affleck, Patrick Swayze ou José Wilker. Faça o teste e comprove!

Escrito por Fábio Yabu às 21h04
[ ] [ envie esta mensagem ]


Potinhos

Acho que o grande problema das pessoas são os potinhos. Esses, que vem com maionese, geléia, pasta de amendoim, patê de fígado de ganso (eca!) que a gente usa para guardar outras coisas.

Tem potinho pra tudo: pra religião, pra Deus, política, sexo, para a "pessoa ideal". A gente pega as nossas crenças, coloca em potinhos e vai usando convenientemente conforme precisa. Para acreditar, amar, odiar, fugir.

É claro que alguns potinhos até servem para alguma coisa. Tenho um potinho onde por exemplo guardo a minha crença no ser humano. Até que tenho usado mais do que eu imaginava. Já o meu potinho de fé está sempre cheio, nunca deixo ele esvaziar.

Mas já outros potinhos não servem pra nada, e esses é que são perigosos.

Eu por exemplo tenho um potinho onde guardo uma lembrança especial. Se estou triste, pensativo, sem ter o que fazer, pimba. Já tô lá eu com o potinho aberto, sentindo aquele cheirinho gostoso. Daí pego o potinho da saudade, abro e me delicio. Só que tem também o potinho da dor, que sempre acabo abrindo sem querer.

É por isso que quero jogar todos fora. Alguém quer?

Escrito por Fábio Yabu às 15h08
[ ] [ envie esta mensagem ]


Encontros e desencontros

Hoje assisti pela segunda vez o delicioso filme de Sofia Coppola, "Encontros e Desencontros" (Lost in Translation). É um dos filmes mais sensíveis que já assisti na vida.

Sabe, uma amiga de um amigo meu foi até a Escócia depois de ver "Coração Valente".

Esse é o legal de filmes e livros. O poder de transformação que eles têm naqueles que estão abertos a eles. De repente senti uma vontade louca de ir até o Japão e me "perder" só pra conseguir me achar de novo. E, quando eu me achar, novamente dar um jeito de me perder. Conheço uma meia dúzia de gente que toparia fazer a mesma coisa. Acho que vamos montar uma "banda de jazz".

Eu vivo me perdendo. Por isso é que eu não páro quieto. É muito chato saber onde você está.

Legal mesmo é estar perdido.



Escrito por Fábio Yabu às 14h00
[ ] [ envie esta mensagem ]


Mestre

O próximo que me chamar de "Mestre" nos comentários vai ficar um mês trancado numa gaiola com o Aquaman, em cima de um caldeirão incandescente ouvindo a nova música do Latino.

Não sou "Mestre" de ninguém. Só se for das trevas, e olhe lá! Oras.

Escrito por Fábio Yabu às 23h38
[ ] [ envie esta mensagem ]


Sobre Osho

Alguém postou aí nos comentários um site sobre o Osho, com supostas (e bem apresentadas) verdades sobre o guru.

Bom, usando os textos do próprio Osho como argumento, eu acredito que ninguém é dono de verdades absolutas. Ele próprio dizia que a verdade não valia nada, que as religiões e a própria vida são todas pequenas mentiras, fofocas.

Então eu realmente não me importo se Osho era um charlatão, mulherengo, bêbado, doente, e outras coisas que, bem, não são apropriadas para dizer aqui. Eu já li um monte de coisas (também muito bem pesquisadas e argumentadas) sobre Chico Xavier, um cara que eu realmente admiro muito. E Jesus então? Agora tá na moda dizer que Jesus casou, teve filhos, divorciou, arrumou outra... E o Buda, cuja lenda diz que morreu de caganeira?

Qual é a verdade? E quem se importa?

Primeiro eu quero encontrar a verdade sobre mim mesmo. Esses caras têm coisas a dizer que podem ajudar. O que fizeram ou deixaram de fazer na vida não importa muito pra mim...

Quando leio ou escuto algo, procuro pegar o que dá pra aproveitar. E jogar o resto fora. É mais fácil e não fica ocupando espaço no meu disco rígido, que anda bem lotado ultimamente... ^_~

Escrito por Fábio Yabu às 21h45
[ ] [ envie esta mensagem ]


Pequenas verdades...

Às vezes alguns ensinamentos chegam pra gente de maneiras totalmente inesperadas. Esses dias eu estava conversando com a minha irmã:

- Sabe, tô pensando em trocar esse sofá da sala.

Ela virou pra mim e disse:

- Ué? Mas você nem senta nele!

Eu olhei pra ela, arregalei os olhos, disse "É verdade..." e calei a boca, recolhendo toda minha insignificância para mim. Acho que foi a coisa mais genial que ouvi nos últimos tempos...

Escrito por Fábio Yabu às 21h33
[ ] [ envie esta mensagem ]


The book is on...

No meu teste classificatório para o curso de inglês, a professora me perguntou:
"What would you do if you won the lottery?"
Eu respondi:
"I don't know, maybe buy a house, then give the rest to the charity. I don't need much to live, you know?"
Ela arregalou os olhos pra mim e repetiu, lenta e pausadamente:
"What WOULD you do if you won the lottery?"
"Ah. I WOULD buy a house, then..."

...

Escrito por Fábio Yabu às 16h45
[ ] [ envie esta mensagem ]


Yoda

Sabe, nunca gostei de Star Wars. Eu nunca soube se era porque eu realmente não gostava ou só porque sou meio birrento. Esse fim de semana assisti "O Império Contra-Ataca" em DVD e descobri a resposta.

Bom, eu REALMENTE não gosto de Star Wars. Na boa. Não desce. Não "conecta" comigo.

Mas tem um momento específico do filme que acho maravilhoso. É quando Yoda diz a Luke: "Try not. Do or do not. There's no try."

Eu já conhecia, mas vendo aquele bonequinho mal feito falando deu até arrepio!

Escrito por Fábio Yabu às 12h36
[ ] [ envie esta mensagem ]


Esquecer

"Você não precisa me esquecer se não quiser..." - disse ela, naquele último abraço.

Mas ele sabia que não era uma questão de querer. Às vezes as pessoas aparecem em nossas vidas para serem esquecidas. Essa é uma lição dura e difícil, que ele ainda não havia aprendido.

Eu também não. Queria aprender a esquecer...

... esquecer o quê mesmo?

Escrito por Fabio Yabu às 12h19
[ ] [ envie esta mensagem ]


Where is the book?

Estou de volta à escola. De inglês. Semana que vem começa meu intensivão de férias, na União Cultural, na Paulista. Já faz um tempão que eu queria voltar a estudar, e, agora que estou indo diariamente à Paulista por causa do novo escritório, não tem mais desculpa.

Nos últimos anos, a minha vida girou tanto, foi tão atípica que confesso que está sendo um alívio poder fazer coisas "normais". Tipo quando o Super-Homem perde os poderes, sabe? Então está sendo legal pra mim não ter que me preocupar com quando vou entregar a próxima revista, se fulano desenhou direitinho a página, se essa noite vou ter que trabalhar até de madrugada. Foi um processo bem lento, que começou lá atrás quando a revista dos Combo Rangers foi cancelada. Na verdade, hoje olhando pra trás vejo que foi uma coisa muito boa que me aconteceu. Porque aos poucos estou conseguindo ser um pouco mais eu - e, paradoxalmente, deixar o "eu" de lado.

Hoje tem as Princesas do Mar. Mas o esquema é diferente. Não tem tanta pressão, pelo menos por enquanto. Eu sei seguramente que posso sair do escritório antes das 18:00, que posso descer no Fran's na hora que quiser e tomar um café com a minha amiga Erica.

Esse último fim de semana fiz uma coisa mágica com meus amigos Lia e Tomás. Sabe o quê? Uma torta de limão. É. Saí de casa pra fazer uma torta de limão. Dançamos e cantamos ao som de hits dos anos 90 como Backstreet Boys e Spice Girls enquanto a torta assava e o cachorro latia do lado de fora. Foi engraçado, diferente.

Estou tentando, sabe? Ah, e virei vegetariano também.

Escrito por Fabio Yabu às 10h41
[ ] [ envie esta mensagem ]


Quem mexeu no meu....

Está meio difícil ir a livrarias ultimamente. De um lado, temos a seção dedicada exclusivamente aos livros dedicados ao "Código Da Vinci". Do outro, os livros dedicados ao um pouco mais antigo "Quem mexeu no meu queijo?", que já tem até suas versões em Parmesão, Cheddar e Provolone à Milanesa.

As pessoas são estranhas. Compram o livro do momento esperando que ele vai mudar suas vidas, e é justamente aí que elas se enganam. Acho que, quanto mais o livro vende, menos chances ele tem de mudar a sua vida. Porque se fosse diferente, certamente o mundo mudaria completamente cada vez que o Ranking da Veja mudasse também.

Sempre que vejo um livro escrito "Como mudar isso", "A verdadeira história de...", "O segredo de..." já desconfio. Não acho que existam verdades absolutas ou verdadeiras histórias sobre ninguém, tampouco que alguém possa me ensinar como dar um jeito em minha vida. É claro que sempre temos lições para aprender, mas os maiores mestres que já tive jamais publicaram um livro sequer. E eles sem dúvida escreveram belas histórias.

E aqueles livros de fotos? Fotos de cachorros, de bebês, de girassóis. Perfeitos para amigo secreto e para a lata de lixo. Ainda bem que não ganhei nenhum. O único livro que ganhei no final do ano foi "O Melhor das Comédias da Vida Privada", de Luis Fernando Veríssimo que, apesar de ser um best-seller, é uma delícia de ler.

Também estou lendo "O homem que amava as gaivotas" (é best-seller?), do Osho, um cara simples e poderoso cujas fábulas são como um soco no estômago. Você tem que ler, olhar para cima, fechar o livro e refletir se quiser aprender alguma coisa. Uma amiga minha leu "365 meditações diárias" em exatos 365 dias. Segundo ela, essa era a única maneira de aproveitar bem o livro, dando um tempo de 24 horas entre uma leitura e outra.






Escrito por Fabio Yabu às 10h21
[ ] [ envie esta mensagem ]


Superman - Secret Identity

Já falei dessa mini-série antes, mas preciso falar de novo. É uma das mais belas histórias já escritas sobre a mitologia do Super-Homem. Essa semana recebi da Amazon o meu exemplar encadernado (trade paperback) e já li e reli umas duas vezes. A Panini vai lançar esse ano, e eu sugiro fortemente que você acompanhe.

Escrito por Fabio Yabu às 09h49
[ ] [ envie esta mensagem ]


Tsunami

O Brasil é um dos países que mais está fazendo doações para os países atingidos pelo Tsunami. Quem quiser colaborar com doações em dinheiro, pode depositar nas contas abaixo.

Embaixada do Sri Lanka
A embaixada do país asiático, um dos mais atingidos pelo tsunami, recebe doações em reais em sua conta-corrente, e recomenda que doações materiais (especialmente barracas, cobertores, alimentos não-perecíveis, tabletes purificadores de água, medicamentos como paracetamol, antibióticos, material de sutura e seringas descartáveis, e geradores portáteis) sejam encaminhadas aos batalhões da Polícia Militar e Bombeiros do Rio de Janeiro.

Conta da Embaixada do Sri Lanka para doação em reais:
Banco do Brasil
Agência: 1606-3
Conta: 46034-6
CNPJ: 047.66273/0001-00

Cruz Vermelha
A Cruz Vermelha no Brasil criou uma conta para que os brasileiros façam suas doações. Qualquer cidadão pode se apresentar em qualquer momento para ser voluntário da organização, entretanto, os voluntários que estão atuando no momento na tragédia são oriundos da própria região.

Conta da Cruz Vermelha no Brasil para doação em reais:
Banco do Brasil
Agência: 2865-7
Conta: 400087-0
CNPJ: 33651803-0001-65

Escrito por Fabio Yabu às 09h45
[ ] [ envie esta mensagem ]


Agora com comentários!

Atendendo a pedidos, e também com a intenção de diminuir um pouco o número de e-mails que recebo, estou mudando o sistema do blog. Agora você pode comentar aqui mesmo. Pretendo também colocar um arquivo com as mensagens anteriores, mas isso fica para outro dia.

Tau!

Escrito por Fabio Yabu às 09h39
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil





BRASIL, Homem



Histórico
01/05/2006 a 31/05/2006
01/04/2006 a 30/04/2006
01/03/2006 a 31/03/2006
01/02/2006 a 28/02/2006
01/01/2006 a 31/01/2006
01/12/2005 a 31/12/2005
01/11/2005 a 30/11/2005
01/10/2005 a 31/10/2005
01/09/2005 a 30/09/2005
01/08/2005 a 31/08/2005
01/07/2005 a 31/07/2005
01/06/2005 a 30/06/2005
01/05/2005 a 31/05/2005
01/04/2005 a 30/04/2005
01/03/2005 a 31/03/2005
01/02/2005 a 28/02/2005
01/01/2005 a 31/01/2005
01/10/2004 a 31/10/2004




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis